05/02/2010

Titã 2 da Eltetrobrás na Lapa não deve sair

EspigodaLapa thumb Titã 2 da Eltetrobrás na Lapa não deve sair Em seu ex-blog Cesar Maia (DEM) comenta sobre o espigão que a Eletrobrás quer subir na Lapa. De acordo com o ex-prefeito o deputado Rodrigo Dantas (DEM) em audiência com o representante do IPHAN descobriu que este não teria dado nenhum parecer favorável, também não haveria do INEPAC ou mesmo publicação do Conselho de Patrimônio Municipal.

 

Ou seja, se continuarmos a pressionar, ajudando movimentos como o Salve a Lapa este prédio não sobe na Lapa. Volto a sugerir o Porto para que o construa.

Fique com o texto de Maia:

 

NOTÍCIAS DO ESPIGÃO DA ELETROBRÁS!
1. Ontem o deputado estadual Rodrigo Dantas esteve em audiência com o Representante do IPHAN no Rio. O IPHAN não deu nenhum parecer formal por escrito sobre a construção do Espigão da Eletrobrás na Lapa. Portanto, não há autorização para construir. No processo tem que constar as autorizações dos Conselhos de Patrimônio Municipal, Estadual e IPHAN. Pelo jeito só há o Municipal, se é que há, pois não foi dada publicação. O IPHAN disse que houve apenas uma conversa preliminar.

2. E leia só a mensagem da prefeitura na lei do Espigão o que diz. Induziu os vereadores a erro: "O projeto em estudo, discutido previamente com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC". (…) "conforme as orientações dos órgãos de tutela do Patrimônio Cultural nas três esferas de governo: Federal Estadual e Municipal."

3. Repare que induziu a erro, mas não afirmou que havia as autorizações. Apenas conversas. Não há autorizações em processo.

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Cesar Maia, Ex-blog do Cesar Maia, Lapa

Comente!

  • Felipe

    O porto é uma ótima idéia…para quem não trabalha lá. Não tem área pior no Rio para trabalhar, é tão fim de mundo que vc tem que pegar táxi para achar um restaurante na hora do almoço (ou andar mais de meia hora).

    Na mesma área da Lapa existem prédios enormes do BNDES e da Petrobrás, que diferença vai fazer o prédio da Eletrobrás?

    Sem contar que aquela área da Lapa está às traças, abandonada à urina pública, e uma premissa da permissão para construir ali seria a Eletrobrás ARCAR COM A REVITALIZAÇÃO da região, o que é tarefa do governo do poder público e que o mesmo não faz.

    Sinceramente, impedir a Eletrobrás de construir um prédio similar a outros que já existem na área ganhando de graça a revitalização da região é um negócio fantástico para a cidade e para a Lapa que o radicalismo às vezes pode não permitir enxergar.

    []‘s,
    Felipe – um funcionário da Eletrobrás.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Felipe,
      a revitalização que fariam não seria correspondente ao ganho financeiro deles com o aumento de gabarito.
      .
      E, bem, sobre o Porto, por isso a revitalização que um prédio com o da Eletrobrás e outras construções trariam.

      • Felipe

        Que ganho financeiro? O prédio é para uso próprio, não é investimento e muito menos será alugado. É exatamente por causa dessas posturas extremistas que todas as empresas estão indo para SP, enquanto aqui ficamos nos prendendo a vista do aqueduto do século XVII, aqueduto esse que ninguém aguenta passar nem perto tamanho é o fedor de urina…parece que o Rio ainda não se deu conta de que é fundamental que as grandes empresas fiquem aqui, isso sim gera (grande) retorno financeiro para a cidade.

        É simplesmente ridículo a maior empresa do sistema elétrico do país não ter sequer uma sede própria depois de meio século, o mínimo que a cidade deveria fazer é tentar arrumar um meio dessa não ser apenas mais uma grande empresa a ir para SP ou Brasília. E isso ao custo de ter que olhar para um prédio alto na Lapa?

        Quanto ao porto…bem, qualquer um que conhece a área sabe que lá não é lugar para se trabalhar. Toda espécie de marginalidade habita aquele lugar. Eu tenho absoluta certeza de que você não gostaria de trabalhar lá. Qual espécie de crime os funcionários da Eletrobrás cometeram para ter que sair do coração da cidade para se enfiar no meio dos marginais?

        Revitalização não é do dia para a noite, enquanto isso a gente fica pagando táxi todo dia para ir almoçar? Cara, às vezes eu fico até tarde no trabalho, assim como eu uma pá de gente…já imaginou sair dali às 10 da noite? É justo os trabalhadores terem que passar por isso só para não atrapalhar a vista do maior depósito de urina da cidade? Bandidagem, tráfico e imundície nos Arcos são aceitáveis desde que não se bloqueie a vista, é isso?

        • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

          Felipe,
          não se destrói ponto turístico em uma cidade como o Rio de Janeiro.
          Se a empresa não tem prédio próprio em 50 anos a culpa não é da Lapa.
          Não gosta do Porto, não entende o processo de revitalização (Barcelona, Buenos Aires, Londres), fala-se na Cidade Nova, por exemplo.
          Sim, ganho financeiro, quando se aumenta o gabarito de uma área há uma valorização. A empresa pode ser pública mas ainda assim tem de pagar pelo terreno.

  • Felipe

    O ponto turístico JÁ ESTÁ destruído. Turista que for louco de visitar os Arcos volta sem carteira, sem câmera e passando mal com o fedor. E se a questão é a vista, parece não haver explicação para os prédios do BNDES e da Petrobrás (diga-se de passagem, a coisa mais horrorosa que um arquiteto já produziu).

    Quanto ao ganho financeiro: vc teve acesso a esses dados, o quanto será investido e o quanto aumentará o patrimônio da Eletrobrás? Porque eu traalho lá e não tive, então me parece um pouco de “achismo”, com o perdão da expressão, inferir se vai haver lucro ou prejuízo.

    A Cidade Nova é um lugar tão light que o prédio da Prefeitura tem o apelido “singelo” de “Piranhão”, “homenagem popular” à prostituição que existe no local…

    Concordo que a culpa não é da Lapa se a empresa não tem sede própria, mas a questão é que é sempre uma troca: ganha-se uma vista com um prédio a menos (lembre-se: já existem grandes prédios no local), perde-se uma grande empresa e sabe-se lá quantos parceiros…volto a dizer: GRANDES EMPRESAS GERAM GRANDE RETORNO FINANCEIRO PARA A CIDADE.

    Basta olhar SP: SP está crescendo sem parar enquanto o Rio está estagnado quando não regredindo. Por quê? Porque o DINHEIRO está em SP. Oracle, Microsoft, HP, IBM e uma infinidade de outras. Dinheiro chama dinheiro, e sem dinheiro a cidade não cresce. O Rio está chegando ao ponto alarmante em que não demora muito só existirá aqui a indústria do turismo. E o pior é que o carioca vai ficar feliz da vida, numa cidade falida mas com a vista dos pontos turísticos desimpedida…

    Fala-se até hoje sobre o fato de que não deveria nunca ter sido permitido aumentar o gabarito de Copacabana, mas se isso não tivesse sido feito hoje não existiria a indústria hoteleira na cidade. Tem idéia do quanto a cidade perderia sem o “Reveillon de Copacabana”? O ponto aonde estou querendo chegar é que numa cidade com a população que o Rio tem o progresso não é questão de escolha, é necessidade. Endureça com as empresas hoje e amanhã elas se mudam para cidades que as aceitem bem. E o Rio vai virar uma enorme Visconde de Mauá ou Paraty, esperando feriados para entrar $$$ nos cofres da cidade…

    • Felipe

      Só para constar: não existe intenção de se construir um prédio do tamanho do permitido pelo gabarito, até porque não faz sentido uma vez que a Eletrobrás (a holding) possui apenas mil e poucos funcionários. Se chegasse a 30 andares eu ficaria imensamente surpreso.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Felipe,
      turista visita sim e não é como você diz.
      Sim tive acesso a dados.
      O Piranhão era porque ali havia a Vila Mimosa e não por prostituição no local.

  • Lucas Cavalcanti

    Penso que o moderno pode conviver com o antigo. Não acredito que a construção de um prédio grande e moderno agrida a paisagem antiga da Lapa. Aliás, como já fio lembrado aqui, a região da Lapa está entregue aos mendigos e a prostituição. Além disso, já existem muitos prédios enormes na área como o da Petrobrás, este não fará diferença. Pelo menos este será um investimento milionário na cidade que gerará muitos empregos na construção.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Lucas,
      há mas não tão próximos. Quando o Poder Público cria um limite de gabarito há um motivo, neste caso o projeto arquitetônico da área. E não vai ser construindo um espigão que resolveria problema de mendigos ou prostituição.

  • Felipe

    Não tão próximos??? O prédio do BNDES é quase em cima dos Arcos. Na boa, que mal há construir um prédio ali? Perde-se muito sem construir e muito pouco contruindo.

    A construção não resolve mendigos e prostituição, mas a revitalização a ser promovida pela Eletrobrás sim. O Rio devia dar graças a Deus quando uma empresa se dispõe a fazer o que o governo não faz.

    “Sim tive acesso a dados.”

    Cara, isso é realmente estranho a menos que vc trabalhe lá. Esse tipo de informação é confidencial, sinceramente não acredito em dados que não tenham saído da fonte oficial. Cheira a boataria.

    “Além disso, já existem muitos prédios enormes na área como o da Petrobrás, este não fará diferença.” –> Exatamente, essa é a questão. Cartão postal por cartão postal, o Rio Antigo era maravilhoso, mas se ficasse daquele jeito a cidade simplesmente não comportaria sua população atual. Como eu disse, no caso do Rio o progresso é necessidade.

    Se houver possibilidade de se construir um prédio no Centro do Rio (Centro “de verdade”, sem essa de Porto ou Cidade Nova) tudo bem, mas não me parece existir essa possibilidade. O preço a ser pago pelos cariocas é ridículo comparado com os ganhos.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Felipe,
      saber o valor gasto e o valor ganho não é difícil, é questão de matemática.

  • http://www.rafaeloliveira-rj.blogspot.com Rafael Oliveira

    Eu particulamento acho que os arcos da lapa já estão perdendo seus dias de glória devido ao abandono de todo o bairro e no caso da construção deste prédio, seria uma boa tanto para a economia da cidade como para melhorar a visão da Lapa, podendo até mesmo trazer mais turistas para o local, caso haja um investimento no local como há em muitas praças e parques da cidade.

    Eu particulamente não sou contra a construção deste prédio, mas eu sou ainda mais a favor por uma atitude para salvar a Lapa e os arcos. Até porque o Centro do Rio deve ser um mix entre o moderno e o histórico, assim como eram os projetos antigos.

  • JCJ

    sinceramente ,acho o povo do rio de janeiro cheio de frescura quando vao construir algo aqui. meu deus, estamos com vultuosos investimentos acontecendo no rio de janeiro e quando uma empresa decide construir um edificio da sua sede na lapa,pronto ja vem os defensores da lapa falar q vai descarecterizar o local e tal. lembram da formula indy??? pois e quando falaram q ia ser aqui no rio e q ia ser circuito de rua no aterro do flamengo houve muitas reclamaçoes, ta certo q o eduardo paes vacilou tambem, mas o protesto dos moradores assustou tanto q mais uma vez sao paulo levou a melhor e a indy foi para la. e quanto ao instituto europeu de designer??? uma guerra na urca e os moradores nao querem tambem. este edificio concordo com o felipe revitalizaria a lapa e ajudaria ai sim a aumentar o turismo e a melhorar a regiao. vcs aqui do site q sao adeptos e defensores do cezar maia, ele uma vez disse no seu ex blog q desse jeito o rio de janeiro vai espantar todas as empresas e emprendimentos q queiram ficar aqui. infelizmente o carioca so pensa em si, ainda temos esta cultura. o meu primeiro e a cidade q se dane. pode ver, eu detesto sao paulo,mas nesta parte quando os paulistas veem q tal investimento e benefico para a cidade, eles ate brigam para o investimento aconteçer na cidade. nao me admira nada a eletrobras desistir do negocio e anunciar a construçao da sede em outro estado. como sempre acontece ,nos cariocas ajudando as outras capitais e pricipalmente sao paulo a crescer ainda mais.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      JCJ.
      a diferença do IED é que não descaracterizaria o local. A Lapa sim, vai descaracterizar, mudando o perfil, o prédio poderia ser construindo em outras lugares, até com incentivo para isso.
      .
      A Formula Indy não foi por pressão dos moradores, Paes deu a declaração antes de saber o investimento necessário.
      .
      Em Sampa não se destrói os pontos culturais ou turísticos.
      .
      Progresso não é ficar de 4 para a especulação, a Eletrobrás não é privada mas já começa a movimentação para a especulação da área.

  • João Carlos Falkenmeyer

    Bem, no fundo é tudo uma questão de valores.
    Não queremos um prédio de 40 andares a 300 metros por trás dos Arcos da Lapa, mas não nos importamos que os mesmos Arcos sejam emporcalhados com a urina dos bêbados e as fezes dos moradores de rua, com a pixação permanente do monumento, nem com as fogueiras que os mendigos fazem na sua base. Também não nos importamos que a visão dos Arcos esteja há várias décadas poluída por edifícios caindo aos pedaços, vítimas de invasão – como é o caso do Hotel Bragança, no qual parece que agora vão dar um jeito. Como somos hipócritas…

  • Felipe

    Descaracterizar o local?! Se for olhar os Arcos da parte de trás terão os prédios do BNDES e da Petrobrás fora os prédios atrás do Passeio Público, do outro lado terá apenas o prédio da Eletrobrás. Cadê a descaracterização? Um lado dos Arcos pode descaracterizar, o outro não, é isso? Em termos práticos, qual será a mudança para pior na vida dos nossos cidadãos? Pois é – NENHUMA. Ninguém vai ter sua vida piorada em nem um milímetro.

    O João Carlos definiu bem – é hipocrisia. Nunca houve protestos contra a podridão que tomou conta do local, e agora os arautos do fim do mundo parece que estão tentando salvar os Arcos da morte, como se eles fossem ser implodidos pela construção do prédio.

    Com relação aos números: não existe o projeto pronto, portanto ainda não há orçamento. Logo, não dá para saber o valor que vai ser gasto. É “achismo”, especulação e suposição.

    Até onde sei, em lugares “civilizados” do Centro do Rio, não existem alternativas (Porto e Cidade Nova são piadas de péssimo gosto, a infra é zero e não dá para esperar a infra surgir do nada para os empregados terem um lugar para almoçar). Se alternativas existissem, tudo bem. Mas não parece que existam.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Felipe,
      há valor e número de andares, não é achismo.
      Infra estrutura na Cidade Nova? Lá tem metrô, linhas de ônibus, já tem a sede da Prefeitura, dos Correios, prédio com vários andares da Eletrobrás, estacionamento, um Centro de Convenções…
      A questão do Porto poderia fazer parte da revitalização.

  • Felipe

    A Cidade Nova é ótima – se vc não almoçar. Aí na hora do almoço vc pega o metrô para almoçar no “Centro propriamente dito”? Aliás, se vc precisar comprar QUALQUER COISA ou resolver QUALQUER PROBLEMA na hora do almoço, vc tem que pegar o Metrô. A ÚNICA coisa que existe lá em termos de infra é transporte. E assim como o Porto, enquanto a revitalização estiver em andamento a gente faz o quê, não almoça? Pega metrô todo dia na hora do almoço? Sendo que no Porto NEM METRÔ tem, tem que ser táxi mesmo…eu duvido que alguém em são consciência gostaria de trabalhar na área portuária ou na Cidade Nova.

    Isso sem contar que vc tb não pode trabalhar até tarde porque o local é área de risco (vc passaria ali depois das 9? Eu com certeza não). Pergunte aos funcionários de QUALQUER UMA dessas empresas que vc citou se eles gostam de trabalhar ali. Eu já perguntei a gente que trabalha nos Correios e a resposta é sempre a mesma: “é uma m**** esse lugar!!!”.

    Não existem andares da Eletrobrás ali, os únicos prédios com andares da Eletrobrás são o Herm Stoltz (esq. Pres. Vargas com Rio Branco), Vital Brazil (Mal. Floriano), RB53 (Rio Branco) e mais recentemente o Ouvidor 107 (Rua do Ouvidor).

    Com todo o respeito, qual é a fonte dos números? Daqui da Eletrobrás não é. Eu TRABALHO aqui, essa informação ainda não existe de forma oficial. E se a fonte não for oficial, não é válida pois os valores podem ser mudados. Portanto, é achismo.

    []‘s,
    Felipe – um funcionário da Eletrobrás.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Petrobrás, confundi.

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