19/04/2009

Privatização em curso na Prefeitura do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio encaminhou à Câmara Municipal, no dia 16 de fevereiro, um projeto de lei (PL Nº 2/2009) criando a figura das “Organizações Sociais” para prestação de serviços públicos.

 

O que são as “Organizações Sociais” defendidas pelo projeto de lei ?

 

 

Nada mais são do que ONGs que recebem de mão beijada da  prefeitura os prédios das escolas, hospitais, centros esportivos, culturais e sociais, recebem,  sem pagar, os servidores municipais e ainda recebem o orçamento alocado ao  órgão. Nunca se viu coisa assim em lugar nenhum do mundo. Mesmo nas concessões, o concessionário paga e\ou assume custo dos serviços, pagando pessoal e material, etc..

 

Nem o mais radical projeto neo-liberal foi tão longe. Uma vergonha.

 

Se trata agora de defender a honradez, a integridade, e o caráter público e social  do “estado”, no caso da prefeitura do Rio. Sua história está sendo enxovalhada com este projeto de lei, absurdo.

 

É hora de todos, servidores municipais, estaduais e federais, politicos de todas as correntes, movimentos sociais, órgãos de representação, cidadãos, denunciarem e impedirem que se perpetue aqui o ultimo ato da desintegração do serviço público.

 

Está na mãos dos vereadores dizerem NÃO a esta barbaridade.

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Rio de Janeiro

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  • luis

    Esse projeto é uma ótima idéia. Sempre bom ver gestores públicos consciêntes da importância da parceria com a iniciativa privada.

  • Roberto Portman

    Nada mais do que uma aberração, uma monstruosidade. Não é nem uma privatização, nem concessão! A “parceria” se resume em “terceirizar” a gestão. A prefeitura paga os salários, custos administrativos e operacionais e claro, paga pelas maracutais das OS, também conhecidas como caixa 2.
    .
    Que tal uma OS para o cargo de prefeito? Já que o que está aí é um fantoche bizarro, nada mais justo do que se efetivar isso.
    .
    O inacreditável é que tem gente que defende. Mas claro, caixa 2 é que nem coração de mãe, sempre cabe mais um.

  • Carlos

    O prefeito do Rio encaminhou à Câmara Municipal, no dia 16 de fevereiro, um projeto de lei (PL Nº 2/2009) criando a figura das “Organizações Sociais” para prestação de serviços públicos.

    O que são as “Organizações Sociais” defendidas pelo projeto de lei ?

  • João Coimbra

    Ninguém que esteja vivendo os dias que estamos vivendo hoje pode acreditar ainda ue alguma coisa de positiva possa sair de alguma empresa privada, principalmente neste pais, onde todas as empresas privadas vivem como parasitas e predadores do estado, do dinheiro dos contribuintes de impostos.
    Se esse fosse o preço para que se conseguisse melhorar muito, mais muito mesmo a qualidade do ensino e atendimento de saúde, etc eu pagaria, mas o que se vê hoje com as empresas que fora privatizadas pela Sra. Cláudia Costim, no goveno federal, é que estão naufragando e levando o pais com elas.

  • Essa privatização não tem cabimento até porque o concurso para agente auxiliar de creche foi criado para que acabassem com as Ongs e agora como ficará a situação dos contratados e a situãção dos concursados?
    Poderia ser Privatizada também o cargo de prefeito do Rio de Janeiro ne… Afinal, Privatiza-se a prefeitura por q não o cargo de prefeito.

  • Flavio

    “Organizações Sociais” para prestação de serviços públicos. Lê se: Organização para lavagem de dinheiro desviado dos cofres públicos, cabide de emprego para pessoas que trabalham nas campanhas eleitorais e abandono dos serviços elementares para a sociedade se desenvolver (saúde e educação). Quando me falaram eu não acreditei… se os cariocas permitirem tal ato insano de corrupção, terei vergonha de dizer que sou carioca.

  • Fabio

    Depende muito de quem executa (a OS). Em SP na área de saúde tem que ter pelo menos 5 anos de gestão de equipamento similar para se qualificar. Só isso já tira os aventureiros. Em quase todos os casos, são organizações que operam há décadas. O equipamento continua a ser do Estado, bem como todos os investimentos. As pessoas são contratadas CLT das OS. A motivação não é economizar, mas melhorar o atendimento. Não tem também nada a ver com privatização: os hospitais atendem apenas pelo SUS e tudo que há neles é do Estado. Vale uma visita antes de detonar apenas por ideologia.

  • É preciso desde já que haja uma modificação de pensamento dessas autoridades. Para quem é funcionário tanto da educação pública, quanto da educação privada, sabe que hoje já não há tanta diferença entre a forma de ver a educação. Temos um comportamento permissivo, que acaba aprovando alunos com pouco rendimento a fim de evitar as complicações com os responsáveis, vemos salas de aula superlotadas onde nem o melhor dos professores poderia fazer um trabalho de grande qualidade.
    O que é necessário mudar é essa visão, nós, professores, precisamos é de menos alunos em sala de aula, para poder dar atenção real aos nossos alunos.
    É necessário melhorar o rendimento desses alunos, mas de nada adiantam essas políticas estranhas em que se pretende dar bônus aos professores pelas metas que os alunos devem cumprir.
    Quem está na sala de aula sabe que boa parte dos nossos alunos já não tem compromisso com a sua própria educação e para muitos pais o importante é o que o aluno esteja apenas dentro da sala para garantir o seu bolsa família.
    Já que querem que a educação melhore, por que também não bonificar os alunos com bom rendimento, aqueles comprometidos com a sua própria educação, que se empenham? Por que além de vincular o Bolsa Família a presença, não vinculá-lo ao rendimento escolar do aluno?
    Talvez assim a sociedade passasse a prestar mais atenção aos problemas que muitos bons professores têm de enfrentar para dar suas aulas. Talvez assim aqueles professores concursados, mas que não são convocados seriam chamados, já que os pais de alunos interessados em manter suas bolsas passariam a exigir professores, a exigir um bom funcionamento das escolas.
    Já que a política é assistencialista que se bonifique todas as partes envolvidas no problema da educação, pois de nada adianta um professor motivado se a turma não dá retorno; se há cinquenta alunos em uma sala pequena, pouco arejada; se o professor não pode cobrar leitura de seus alunos, se não há livros clássicos nas bibliotecas das escolas; se a carga horária de matérias importantes (como português e matemática)foram reduzidas na rede estadual do Rio.
    Os erros são muitos e a culpa sempre tem caído sobre os professores. Eu me pergunto por quê?

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