26/08/2008

Pergunta ao candidato – Qual o seu projeto para o trânsito carioca?

trnsito thumb Pergunta ao candidato   Qual o seu projeto para o trânsito carioca? Um problema hoje de qualquer grande cidade é o trânsito, não megalópole que escape, seja Nova York, Londres, São Paulo ou Rio de Janeiro. E para cada um há uma estratégia, seja o pedágio urbano londrino, o rodízio paulista, ou abertura de novas vias como é o caso do Rio.

Como o trânsito é um problema que afeta a qualidade de vida e a economia da cidade, um gestor tem de estar com a questão do tráfego na cabeça. O Rio de Janeiro nos últimos anos teve a abertura da Linha Amarela, duplicação da Avenida Brasil, Avenida das Américas, entre tantas outras, obras que sem dúvida se não tivessem ocorrido, hoje a cidade seria um nó. Hoje não consigo imaginar como alguém fazia para sair da Barra e chegar a Ilha do Governador, me parece impossível. Ou como era a Avenida Brasil com sinal, é, ela tinha sinal…

Mas isso foi a gestão Cesar Maia, e os candidatos, qual será o projeto deles para o trânsito carioca? É esta a pergunta desta semana.


Solange Amaral (DEM)

Acho interessante buscar entrosamento com as outras esferas do poder público e trabalhar a união da tecnologia com a operação. Um exemplo é a modernização e ampliação do CTA (Central de Transportes, que funciona no Rio há mais de uma década). Esse é o sistema de sinais inteligente, que calcula o tempo de fechamento e abertura dos sinais de acordo com o contingente de carros, reduzindo as retenções no trânsito. Também estudo adotar sistemas de monitoramento de veículos que calculem o tempo de viagem entre dois pontos da cidade, determinando qual o melhor trajeto para os motoristas seguirem.

Uma outra idéia é incentivar o transporte solidário, beneficiando os condutores de veículos que tenham mais de duas pessoas a bordo com medidas como a permissão para usar faixas seletivas em vias expressas, por exemplo.

ciclovia thumb Pergunta ao candidato   Qual o seu projeto para o trânsito carioca? Uma luta antiga minha é pela utilização de ciclovias e expansão da rede existente. O Rio tem 140 quilômetros de ciclovias. A rede cicloviária na cidade é a segunda em extensão na América Latina. Usar a bicicleta é um hábito saudável e ecológico e pode desafogar bastante o trânsito. Temos que integrar as ciclovias à rede formal de transporte.

Chico Alencar (PSol)

O trânsito é um dos principais focos de desordem urbana no Rio, responsável por insegurança, poluição, prejuízos materiais, ferimentos e mortes. É parte do problema da mobilidade da população e por isso vamos reordenar toda a política de transporte. O atual modelo, o da “carrocracia”, que privilegia o automóvel, é insustentável. Vamos reorganizar as linhas de ônibus, com licitação. E priorizar o transporte de massa, pois fora dos trilhos não há salvação: ampliação do Metrô (com os governos estaduais e federal) e implantação do VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, de Jacarepaguá à Penha.

O sistema de sinalização e de controle de tráfefo da CET Rio está esgotado e precisa de investimento para a sua expansão. É preciso desenvolver uma campanha de educação para o trânsito de motoristas e pedestres. A escolas municipais, com seus professores, funcionários e alunos, devem participar dessa campanha, assim como a Guarda Municipal, que deve ser melhor qualificada para dirigir o trânsito na cidade. Esses são os principais eixos para o trânsito carioca: educação, punição dos infratores  (sobretudo dos reincidentes) e reorientação do modelo de transporte de modo a privilegiar a mobilidade de massa com o transporte coletivo.

Vinicius Cordeiro (PTdoB)

Nosso projeto para o trânsito envolve algumas ações, como a volta do PM ao policiamento e à guarda do tráfego. Envolve a melhoria na conservação dos equipamentos viários e a melhor sinalização; proponho que os pardais, a maioria deles seja desligada à noite, e revisto tecnicamente os que funcionam de dia e sua localização.

Entendo que a questão do trânsito está interligada com os investimentos que se farão necessários para ampliar a malha viária como os corredores T4 e T5, pelo desenho no sistema de transportes, que influenciam negativamente no trânsito.

Filipe Pereira (PSC)

Ninguém mora no estado. As pessoas moram na Cidade. Elas trafegam e transitam na Cidade. É de nossa obrigação ter a melhor fluidez do trânsito. As pessoas não podem perder horas no seu deslocamento. O trânsito está presente no dia-a-dia.

Vamos ouvir os motoristas. De táxi, de ônibus, veículos particulares para que possamos sentir a necessidade de cada um.

Agora é bom lembrar, os problemas do Rio de Janeiro passam por gestão. Eu serei um gestor ouvidor. E como sempre falo, nada de idéias mirabolantes. Vamos consertar o que está errado, ouvir e realizar para tornar a vida das pessoas são simples, para tornar esta cidade viável novamente.

Eduardo Serra (PCB)

O Rio tem 1,6 milhões de automóveis e 13.000 ônibus nas ruas. É um volume que esgota as vias de superfície, e o metrô, cada vez mais lotado, transporta apenas a oitava parte dos passageiros. Os ônibus são caros e ineficientes, e o transporte de massa não se desenvolve porque não interessa às maiores empresas de ônibus, privadas, que dominam o setor. Vamos estatizar as principais linhas de ônibus, lutar para municipalizar e expandir o metrô, vamos investir nos trens e nas barcas, e construir linhas de Veículos Leves sobre Trilhos por toda a cidade, incluindo-se as ilhas do Fundão e do Governador.

Com estas medidas e uma gestão melhor do sistema, reduziremos o número de veículos e o trânsito vai fluir melhor.

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Chico Alencar, Filipe Pereira, Solange Amaral

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  • Renan

    Tomar vergonha na cara, e construir as linhas 4, 5 e 6 ao invés de construir uma local que ninguém da iniciativa privada tem interesse já seria um avanço…

    Substituir ônibus em linhas expressas por VLTs terrestres (ao invés de faixa exclusiva de ônibus)

  • Gustavo_P

    A solução pro Rio é o metrô, e isso foge da esfera municipal, infelizmente. Deveríamos no mínimo ter metrô até Jacarepaguá, integrado aos trens.

    A idéia dos VLTs também é boa, mas pena que na prática ninguém deve fazer. Gostei do que o Chico Alencar falou.

  • Elesbão

    Mudando um pouco de assunto – belas e muitas vezes inesperadas fotos do Centro: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=583610

    Com especial destaque para a primeira, que é surpreendente, creio.

  • Rodolfo.

    Solange Amaral disse:

    “Usar a bicicleta é um hábito saudável e ecológico e pode desafogar bastante o trânsito”.

    Me desculpe, Diario do Rio, mas agora vou perder a linha.

    A Solange Amaral quer que eu vá trabalhar de BICICLETA, e chegue todo suado no trabalho?

    Essa foi demais.

  • Elesbão

    VLT deveria ser opção para boa parte da Zona Sul, integrando Metrô e ônibus. Na Barra, imagino que a solução seja o metrô suspenso, bem como em alguns locais do subúrbio (aliás, no mundo ideal, eu suspenderia o leito ferroviário da Supervia, integrando mais as regiões cortadas pelo trem.

    Dá pena quando a gente fica sabendo que o primeiro projeto de metrô carioca data de 1891.

  • Daniel Guimarães

    Eu sou a favor de entregar novas obras de metrô para iniciativa privada, com prazos de entrega pré-definidos… O mercado se interessa por esse tipo de investimento e não onera o setor público.
    Esperar que o governo junte dinheiro e construa vai resultar numa espera de 1000 anos por um sistema eficiente de metrô.

  • Giancarlo Krulikowski

    Eu acho o trânsito no Rj péssimo, e não estou falando de congestionamento igual o de São Paulo, mas sim a educação do povo. Passam sinal vermelho, não respeitam o pedreste, andam em velocidade alta, buzinam igual uns loucos.

    Vá la no SUl e vc vai ver um trânsito totalmente diferente, as pessoas param para os pedrestres, ninguém passa o sinal vermelho.

    Porque aqui é assim ? Principalmente a mulherada, vivem buzinando.

  • Rodrigo

    Sejamos ao menos racionais e realista, o que Solange Amaral não foi ao dizer:

    “Usar a bicicleta é um hábito saudável e ecológico e pode desafogar bastante o trânsito”.

    Isso é loucura. Como conseguiríamos desafogar o trânsito com as bicicletas? Ela (Solange Amaral) me fez lembrar o Eduardo Paes, que para dar o exemplo foi de bicicleta para o trabalho, no dia mundial sem carro. Porque ele (Eduardo Paes) não vai todos os dias para o trabalho com sua bicicleta então? Fácil não? O mesmo é válido para Solange Amaral, que me parece se locomover somente de bicicleta, ironicamente falando, é claro.

    Outro problema que as autoridades estão esquecendo é que nos principais portões de entrada da cidade não há alternativas de transporte de massa. Um exemplo é o trânsito caótico para quem sai do Aeroporto Internacional Tom Jobim e enfrenta a Linha Vermelha ou Av. Brasil, localizado na Ilha do Governador. Já imaginaram na Olimpíada de 2016? As pessoas, ao chegaram de viagem, já terão uma péssima impressão do Rio, por perder boa parte do seu tempo no congestionamento ainda no trajeto do aeroporto para o hotel. Por que investir nesses projetos de BRT, como o corredor T5, e esquecer completamente do projeto da Linha 5 e 6 do Metrô?

  • ANTONIO CARLOS DOS SANTOS

    Gostaria de sugerir aos idealista do T5, que existe um atalho entre o aeroporto Tom Jobim atravessando a Baia de Guanabara, junto a Linha vermelha, que poderia fluir o transito da Ilha do Governador que corta a comunidade de Marcilio Dias,junto a muro da marinha a altura do Viaduto da Lobo junior, saindo para Av.Brasi, que poderia dar acesso ao mercado Sao sebastiao e a baixada fluminense e a madureira no fim da Av.Loboo Junior que da na comunidade e possivel ver todo o aeroporto e partes do hospital universitario, seria uma otima opcao de acesso ao aeroporto e a ilha do governador e ao T5 mudaria para melhor nossa comunidade esquecida pelas autoridades e lembrada em tempos de eleicao

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