17/02/2010

Os blocos de Rua do Rio de Janeiro, as camisas que não são abadá, afinal o Rio não é Salvador

CarnavalporRodolfoNunez Os blocos de Rua do Rio de Janeiro, as camisas que não são abadá, afinal o Rio não é Salvador Uma música, ou melhor, uma frase cantada que fez muito sucesso este ano nos blocos foi “ÔÔÔÔÔÔ! O Rio é melhor que Salvador!”. Claro que o Rio de Janeiro tem o maior carnaval de rua do mundo desde 2008 e que diferente de Salvador o nosso carnaval é muito mais democrático já que é “de grátis”, ou seja, não é preciso comprar um abadá para poder pular atrás dos blocos.

 

Mas com o aumento do sucesso do carnaval de rua carioca alguns blocos mostram um sinal de baianização, vendendo camisas que mais parecem abadás (coloridas, com  marca dos patrocinadores) e estas dão direito a banheiro, cerveja grátis ou, pecado dos pecados, a ficar em uma cordinha próximo ao carro de som.

Entretanto, blocos maiores, Bola Preta e o Monobloco, estes levam mais de um milhão de pessoas para o Centro do Rio. Eu, particularmente, não entendo o que leva alguém sair de casa para ficar cercado por tanta gente e com conforto mínimo. Cabe a discussão se eles poderiam cobrar algo por certos luxos mas aí para virar Salvador seria um pulo…

 

Fiquem com o vídeo da Orquestra Voadora que o @bbzerra me mandou.

 

video06ab8c316a322 Os blocos de Rua do Rio de Janeiro, as camisas que não são abadá, afinal o Rio não é Salvador

Ressalto, adoro Salvador, a comparação é entre os dois carnavais.

 

Foto: No Carnaval, todo mundo brinca, todo mundo é palhaço e se diverte !!! por Rodolfo Nunez

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Categorias:
Bloco de rua, Carnaval, Opinião carioca

Comente!

  • Elisa

    Terça-feira no Empurra que pega, no Leblon, tinha essa cordinha com abada e tudo mais, eu achei ridiculo e o bloco tava super morto. dizem que o Dois pra Lá, Dois pra Cá, do Carlinhos de Jesus tbm é assim.

    E ridiculo isso! Cada local se diferencia por um tipo de carnaval diferente… Como eu li numa placa no Simpatia: “Tá achando o bloco cheio? Pega o Metrô pra vc ver só…”

  • Bárbara

    Pois é,tb acho ridículo isso!Após 3 anos passando o carnaval em Olinda,acostumada com a muvuca toda e sem cordinha alguma,esse ano fiquei aqui e resolvi conhecer alguns blocos.Após repetir o erro de ter ido ao Bola Preta(me desculpem,mas não gostei mesmo!)fomos p/esse do Carlinhos de Jesus.Demorou muiiito p/ ele sair(a sorte é que tem o Rio Sul lá perto)e qd começa,surge a tal da corda.A coisa mais ridícula!!!toda hora ele falava da tal camisa,que tinha esgotado,q quem estava dentro tinha segurança(não vi briga em nenhum bloco!) e quem tava fora a responsabilidade era da prefeitura,agradecia os patrocinadores e blá blá blá…foi legal?nem tanto!me arrependi de não ter ido p/ S.Teresa ou qualquer outro lugar.Onde tb vi cordão foi no bloco da Ansiedade em Laranjeiras,que toca frevo,foi bom demais!e o cordão p/ que servia???apenas p/ proteger os músicos pq tava todo mundo fora,junto com o povo mesmo.
    Tb fui no Boitatá,achei perfeito,talvez o melhor,mas tb tinha uma “área vip” ao redor do palco(e não achei tão pequena!)pô…td bem que por ter um palco precisa ter um espaço reservado,por onde os músicos vão passar,mas não precisa ser tão grande,p/ dar privilégios p/ uns e outros.
    Alô prefeito!!!cadê a grande propaganda do carnaval de rua???
    Desculpem o desabafo,mas é que esse site ajudou muito na minha diversão,e eu estava super indignada com isso.

  • Daniel Guimarães

    Esse negócio de camiseta tem desde que eu era pequeno e via o Cachorro Cansado desfilar pelas ruas do Flamengo, ou quando ia para casa do meu padastro e ficava junto com a Bandalha do Leblon…
    Nada contra as camisetas.

  • Bruno Sereno

    Nada contra as camisetas também, até porque são elas que sustentam muitos blocos pelo Rio e o “convênio” com alguns ambulantes que fazem parte do próprio bloco.
    As únicas cordas que vi eram pra delimitar o espaço da bateria e também para não fechar algumas ruas.
    Mas tendo acontecido isso, muita atenção, porque daqui a pouco vão querer fazer circuitos que nem Salvador. Espero que o povo carioca não dê valor a isso. Mas não duvido nada, são cariocas e paulistas que sustentam o axé de salvador.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Também sou a favor das camisetas sou contra que elas virem abadás.

  • Pingback: Menos blocos no Rio de Janeiro? | Diário do Rio de Janeiro

  • http://www.cariocaperdidoemsampa.blogspot.com Leandro

    Como dizia o samba deste ano do “Que m***** é essa?”, meu bloco de rua favorito: “Eu quero Paz e Amor, sem abadá. Senão o nosso samba vai sambar.”

    Acho o seguinte: quer pagar pra pular dentro de uma corda? Gosta disso? Vá para Salvador. Conheço muitas pessoas que fazem isso. Mas baianizar o carnaval de rua do Rio seria um sacrilégio, uma profanação de uma cultura espontânea.

    Há alguns anos vi a Daniela Mercury falando na Band que o carnaval do Rio não era espontâneo, que era para poucos. Bom, primeiramente eu fiquei tão desapontado com aquela declaração que ela perdeu todos os pontos comigo. Mas em segundo lugar, e até muito mais importante do que uma opinião absolutamente ignorante, ninguém precisa pagar quantias enormes de dinheiro para desfilar com mais dignidade que o outro em um bloco de rua no Rio. Basta chegar perto. E todo mundo, graças a Deus, vai junto, rindo, cantando, pulando e brincando. Isso, sim, é carnaval democrático. Eu mesmo estive do lado da bateria de vários blocos em que fui.

    Irei a Salvador no final do ano. Espero por isso como quem espera por Jesus! Hahahaha Tenho loucura por conhecer a cidade que Jorge Amado tantas e tantas vezes me apresentou em seus livros, com toda a sua riqueza e miséria. Mas quanto ao seu carnaval, tenho cada vez menos vontade de conhecer. E numa proporção inversa, cada vez mais sobe minha vontade de conhecer os carnavais de Olinda e Recife. Pelo que vejo, parece ser bem democrático, como o do Rio ou das cidades históricas mineiras.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Leandro,
      é bem por aí, são dois carnavais diferentes. Não tem porquê agora quererem imitar o de Salvador.

  • Elesbão

    Opa,
    .
    Claro que o objetivo do Blog é puxar a sardinha do Rio, e disso não há o que falar. Só acredito, e veja como sugestão, sem maldade, que por vezes o excesso de comparações com outros lugares – São Paulo, principalmente –, mesmo que em tom superior, nos enfraquece porque reforça um valor relativo.
    .
    Se a Cidade é melhor por tal aspecto, não é necessariamente por que ele é inferior ali ou acolá, entende?
    .
    E, claro, não é uma censura a postagens comparativas. Só uma observação quanto ao possível eventual exagero.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Elesbão,
      eu tento evitar, o caso da bahianização foi complicado não comparar. Já quanto a São Paulo, aí é pelo bom humor! :-)

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