19/03/2008

O sotaque carioca

Minha namorada é fã de um grande dublador brasileiro, Guilherme Brigs, ele é a voz do Freakzoid, do Cosmo (Padringos Mágicos), do diabinho da propaganda do Stillo, e ela me enviou um texto de Brigs em seu blog, sobre sotaques.

Ele comenta sobre algumas empresas, em especial do Sul e de São Paulo, não contratavam dubladores cariocas. Então Brigs faz um belo texto sobre a diferença entre os sotaques de várias regiões brasileiras e a razão por trás disso.

O dublador chama então a atenção para a razão de nosso chiado:

O modo chiado de falar os S,X,CH dos cariocas é simplesmente resultado de ter sofrido uma total influência do português dos colonizadores, da Côrte Portuguêsa… Parem umas duas horas para assistir a programação de uma emissora portuguêsa e vocês verão que os Érres e Ésses são os mesmos!!! E porque falamos português, como criticar quem reproduz o modo como se expressam aqueles que foram justamente mais influenciados por eles?

Ainda assim, com nosso carioquês tão próximo do português do velho continente, não consigo entender patavinas do que meu pai e meus tios conversam… sério, é uma língua diferente.

Quintino Gomes

Quintino Gomes

Editor at Diário do Rio
Defensor do Carioca Way of Life, morou em Jacarepaguá a vida toda, trabalhou na Zona Oeste, na Zona Norte, Centro e Zona Sul. O pai é português e a mãe carioca da Gema, do Bairro de Fátima
Quintino Gomes
Quintino Gomes
Quintino Gomes

Latest posts by Quintino Gomes (see all)


agencia b5
Postado por:
Categorias:
Rio de Janeiro

Comente!

Comentários

  1. Caio Maloni disse:

    Se existisse um sotaque oficial, seria o carioca.

    1. assis costa disse:

      O bacana é existir varios sotaques. Isso é uma coisa positiva. Nenhum lugar do mundo fala corretamente, sempre existem vícios. Todos os sotaques cantam, embora as cantigas sejam diferentes. Seria importante que a mídia neutralizasse o máximo o sotaque para nao influir na cultura de outras regiões, como vem ocorrendo.

      1. Felipe disse:

        Discordo. Não há nenhum problema na influenciação de um sotaque em regiões diferentes por meio da mídia. Mostrando as diferenças, as pessoas vão aprender a olhar com mais simplicidade as diferenças de sotaque…

  2. Luis Filipe disse:

    O problema do sotaque de carioca para os outros estados, é que parece malandro falando! E ainda tem todo o estereotipo de que carioca é malandro… Ai fica difícil!

    1. assis costa disse:

      Existe um componente de preconceito. Se oxente fosse carioca ou de SP ninguem acharia engracado.

  3. Luis Filipe disse:

    Carioca, sotaque oficial??
    aehaheuaehuhah, cada uma…

  4. William disse:

    Para quem não sabe o sotaque carioca é considerado o padrão brasileiro. Sem contar que ele é o mais neutro. A condição de capital por tanto tempo fez com que ele adquirisse um caráter central. Ele nunca destoa fortemente de nenhum outro sotaque no Brasil, enquanto se puserem um gaúcho ao lado de um cearense, tem-se até dificuldades de encontrar similaridades. Eu me irrito com propagandas e discursos que querem simular o nosso “s” de final de sílaba com um “x”, quando, na verdade, nós é que deveríamos dobrar os “s” para tentar representar o “s” de final de sílaba deles. Atribuir a “s” um único fonema, é a mesma coisa que atribuir a “x” também, quando, na verdade, “x” pode vir em forma de “s”, “ks”, “z” e “ch”, assim como “s” pode vir nas formas de “ss”, “z” e “ch”. Agora, a Rede Globo que é culpada. O padrão Globo é o nosso, porém sem o nosso “s” de final de sílaba. Isso criou a falsa sensação de que aquilo é o correto, por isso que o nosso “r” de final de sílaba se tornou tão palatável para eles. Muitos cantores de São Paulo ou do Sul adotam o “r” sem descriminação. Alguém já ouviu a Sandy cantando? Ela não pronuncia os “r” finais ou tende para o nosso “r” levemente. Algo inexplicável para alguém do interior de SP.

  5. William disse:

    Oops, digo “discriminação”.

  6. Cadu disse:

    Não existe sotaque correto, melhor ou oficial.
    Qq idioma tem suas variantes e no Brasil, q é gigante, não seria diferente. E isso é ótimo, é parte da riqueza da língua portuguesa e de nossa cultura.

  7. Daniel disse:

    Carioca tem preguiça de escutar outros sotaques, assim como preguiça de tentar entender o portugues de portugal.

    E que história é essa de sotaque oficial?

    Só em sonho mesmo.
    Vê quantos programas nacionais tem sotaque “carioques”.

    Não viaja.

    1. catarina disse:

      a maioria das emissoras nacionais, tem o sutaque carioca predominante! Inclusive na maior do nosso pais, a globo!

  8. jcj disse:

    preguiça de escutar outros sotaques?? nunca vi isso,entao cada parte do BRASIL tem preguiça de assimilar o sotaque de outro estado. para de falar de besteira o daniel,so acho q cada um deve respeitar o seu sotaque e acabou.minha esposa e gaucha as veze ela brinca comigo e eu brinco com ela sobre sotaques mas tudo dentro de um respeito,quem nao aceita o nosso sotaque sao vcs do sul e sao paulo.ate minha esposa perguntou porq nos falamos assim como vcs dizem chiando,falei para ela q era a grande influencia portuguesa q o rio de janeiro teve,falo para ela notar a minha familia como ela fala(minha familia e toda portuguesa) e ela realmente falou q o¨s¨ deles realmente e igual ao nosso.note tambem a entrevista das pessoas de paises q falam lingua portuguesa, o ¨s¨tambem e igual o nosso.vcs falam esse ¨s¨ com som quase de z doizzz,trezzzz,seizzz,por influencia de outros paises europeus,espanha,alemanha,italia e outros,ja reparou q eles quando aprendem o portugues eles falam o ¨s¨ com som de zzzz? nao conseguem quase falar com o ¨s¨ original de portugal.agora se vc vier falar d o malandro carioca,cada sotaque e lingua tem realamente um jeito de falar muitor estranho e feio, nao so o carioca. ja viu o paulista da periferia,aquilo tambem nao e falar feio??? o mano, ta enteindeindo,e o comeiço, o gaucho tambem,minha esposa fala q o gaucho de alguns lugares de porto alegre tambem falam muito feio, ela mesmo nao suporta.morei em brasilia tambem durante tres anos e as girias la do pessoal jovem tambem… so falam assim,po bicho, ta legal bicho, e assim bicho, tudo e bicho,tinham uns q falavam,oche,oche,nem sei se e assim q se escreve,rsss,entao pessoal vamos respeitar o sotaque de cada lugar deste brasil, o brasil e um pais de dimensoes continetais e por isso tem muitos sotaques,tenho orgulho do meu jeito de falar carioca e tenho orgulho do meu rio de janeiro ,brincamos com cada jeito de falar de outro estado,tudo bem,mas tudo dentro do respeito. agora falar em preguiça de escutar outros sotaques,rsss,nunca vi isso.agora o luis filipe falar q temos o jeito de falar malandro! em sao paulo tem paulista q fala feio,no sul ,em brasilia e por ai vai,vcs dois nao falem besteira o ¨mano¨ ,ta enteindeindo,¨nao vamo briga meu, falou bicho?? tri legal tche.

  9. Andre Delacerda disse:

    No final da história como em qualquer país, região ou idioma falado em qualquer parte do mundo, vai se ter sotaque. O sotaque é uma coisa normal.

    Você vai aos Estados Unidos e encontra uma série de sotaques e regionalismo.

    Se você for a varios bairros de NYC vai ver que de lugar para lugar vai ter um sotaque e/ou modo de falar diferente.

    Até aqui mesmo no Rio, vai existir um sotaque um pouco diferente de bairro para bairro.

    Mas a coisa mais importante é que temos algo que nos uni de norte a sul deste país, o dioma português, essa é nossa maior unidade.

    Sotaque é o charme que cada região dá a este importante idioma o português.

  10. William disse:

    Sobre alemães terem influenciado o fim do chiado, eu não concordo. Alemães também chiam, porém somente quando o “s” antecede uma consoante. Aliás, alemães da Suábia (Schwaben), região onde fica Stuttgart, além do chiado padrão, chiam nos “s” de final de sílaba exatamente como nós.

  11. Caio Maloni disse:

    Este Luis Felipe é uma piada. Só pode ser paulistano.
    Eu disse que, se existisse um sotaque oficial…logo, não existe. Acho que se colocarem uma notícia anunciando uma revolução urbana no Rio, para melhor, por exemplo, mesmo assim este cara vai ver algum defeito.

    Que gente insuportável !

  12. jcj disse:

    certo william,mas nunca vi alemao quando aprende falar o portugues ,falar o plural como nos,pelo menos eu,nunca vi.

  13. Marco Antonio disse:

    Que papo de jeca, hein?

    Roda vira e mexe brasileiros de todo o Brasil comecam essa discussao sem fim. Nao adianta chorar …

    A TV fala o portugues do Rio amenizado, um pouco, nas terminacoes em “s” e “r”. Mas a cadencia da fala e carioca. O cinema, ja que 80% dos filmes tem origem no Rio, tambem fala carioca.

    Se existe um portugues padrao este e o do “padrao Globo” que obriga todo mundo a falar da maneira que ela quer. Paulistas, mineiros, gauchos, baianos, amazonenses, cariocas e etc e tal, todos, sem excecao, sao obrigados a aprender o “padrao Globo” para trabalhar la. Senao… Estao FORA!!!

    O Rio e uma cidade de colonizacao portuguesa. 2 milhoes de portugueses vivem la. A influencia estrangeira e muito pequena. A maior marca estrangeira, ate hoje, e devida aos franceses que dominaram a cidade por 11 anos e deixaram seus “rr” como heranca.

    O portugues falado no Rio tambem foi e e marcado por seculos como capital do reino, do imperio, da republica e do estado e, por consequencia disto, ter atraido milhares de mineiros, paulistas, gauchos, baianos, pernambucanos, maranhenses, catarinenses, paranaenses, e etc e tal que, sotaque p’ra la, sotaque p’ra ca, tambem influenciaram e ajudaram e continuam a influenciar e a moldar o sotaque carioca atual.

    Agora: sotaque de surfista nao e sotaque de carioca, sotaque de favelado nao e sotaque carioca. Sao sim, variacoes do sotaque carioca. Sao variacoes que surgem da tentativas dos nao cariocas de reproduzir o sotaque carioca.

    A consequencia e aquele exagero de “erres” e “esses” que a gente escuta e fica pensando… Meu Deus! Que coisa feia! De onde ele tirou esses “erres” e “esses”? Sera que ele acha que ta abafando? Ta se achando “o carioca”!

    Que mico!

    Os sotaques mais carregados estao justamente com os nao cariocas.

    De uma maneira geral, cariocas ( os verdadeiros!!! ) da zona norte, sul e oeste falam de um modo mais “flat”. Basta prestar atencao na Fernanda Montenegro, na Fernanda Torres, na Marilia Pera, no Miguel Falabella, no Tiago Lacerda, na Malu Mader, na Debora Seco, na Regina Case, e no Luis Fernando Guimaraes falando, por exemplo. Nao vejo muita diferenca entre a maneira que a TV fala e a dos cariocas falarem.

    O Brasil todo sabe e fala todas as girias do Rio de Janeiro. Ja o Rio nao fala, nao sabe e nem quer saber as girias de outras cidades. Para que?!!!

    Este tipo de conversa e e sempre sera papo de jeca.

    A lingua e dinamica, esta sempre recebendo influencias e se desenvolvendo e se modificando. Foi, e, e sempre sera assim.

    Se no Rio Grande do Sul nao querem empregar cariocas como dubladores… Quem se importa com isto?

    70% de toda a producao audiovisual do pais tem origem na cidade do Rio de Janeiro, ou seja, a producao audiovisual no Rio Grande do Sul e tao insipiente que nao vale a pena nem comentar.

  14. Marco Antonio disse:

    Digo, “incipiente”

  15. William disse:

    Como eu expliquei, o chiado deles é em casos diferentes do nosso, apesar de eles coincidirem também. O chiado deles não acontece em “s” final de sílaba, porém em casos como “Stand”, “Stuttgart”, “spezial”, por isso que um alemão chia quando fala português em casos como “estar”, “especial”, “mistura”. No plural, só quando a pessoa vem de Stuttgart, por exemplo.

  16. Marco Antonio disse:

    Uma outra maneira de ver a coisa:

    Portugues e a lingua falada e Portugal e no Brasil. O Rio e a cidade mais portuguesa do Brasil. La vivem 2 milhoes de portugueses a lembrar, a todo instante, como se fala portugues. Todos os portugueses “chiam” tal qual os cariocas. Entao…

    Nao sao os cariocas que chiam. Paulistas, mineiros,gauchos e etc e tal e que sibilam.

  17. William disse:

    Gostei dessa, Marco Antonio, era o que eu tentei dizer no meu primeiro post, mas você foi muito mais claro e conciso.

  18. Daniel Guimarães disse:

    Uma discussão inútil, até porque o sotaque mais evitado nos meios de comunicação é o do interior de São Paulo.
    No jornalismo, vc até aceita sotaques nordestinos, cariocas, gaúchos, paulistanos, mas jamais do interior de São Paulo.
    Esse sim, o verdadeiro sotaque evitado.

  19. William disse:

    Não por que está afirmando que se trata de discussão inútil. As empresas de dublagem de São Paulo e do Sul estão ganhando terreno no mercado, mas não estão se atendo ao Padrão Globo, aliás, estão fugindo até do padrão neutro de vocabulário. Isso é um problema, pois a maioria das dublagens são de filmes, desenhos e programas infantis. Já viram a geração de pequenos cariocas com influências de vocabulário e sotaque paulista? É uma coisa horrível.

  20. Rafael disse:

    Eu quando morava em Frankfurt eu fazia italiano em uma famosa escola de linguas
    Nessa escola tinha o português e era ensinado o português do Rio de Janeiro.

    Além que o professor Machado publicou em um dos seus livros que o sotaque mais correto é carioca, por ser o unico sotaque que deixa bem claro todas as vogais e consoantes, além que é o unico que tem diferença entre plural e singular.
    Ele só criticou o VOCÊ, que tem nada haver.

    Os paulistas nao diferenciam o plural.
    Os gauchos usam o TU, porém deixam o verbo na terceira pessoa (TU VAI A FESTA)
    O resto do país nem se fala…

  21. Andre Delacerda disse:

    Dizem que o português mais bem falado é o de Alcantara – MA.

  22. Diogo disse:

    Factóide. Essa de que o ‘português mais bem falado está no Maranhão’ é pura balela. Até porque, o índice de escolaridade daquele estado é baixíssimo. Há livros onde esse mito, junto com outros, é quebrado.

  23. Andre Delacerda disse:

    Sotaque é o charme que cada região dá a este importante idioma o português.

  24. Rafael disse:

    Segundo o professor Machado o português perfeito é o do Rio de Janeiro.
    Em segundo lugar está o do Maranhão.

    E segundo o proprio professor e até o professor Pasquale são os unicos sotaques que expressam corretamente o português.

    A maior prova que RJ é a capital do teatro, da cultura e sede da Acadêmia Brasileira de Letras e mais de metade das cadeiras são ocupadas por fluminenses.

  25. Julianacdc disse:

    preconceito lingüístico

    Mito n° 2 – “Brasileiro não sabe português/ Só em Portugal se fala bem português”

    Estes dois mitos, também muito comuns, são chamados por Bagno de “duas faces de uma mesma moeda enferrujada” que “refletem o complexo de inferioridade” advindo desde o Brasil colônia. É comum ouvirmos que o português está sendo “assassinado” ou corrompido pela população que não domina a norma expressa pela gramática normativa. Isso é o mesmo que dizer que os brasileiros somente têm o direito de usar o português falado em Portugal, sem nenhuma variação que expresse sua cultura ou status social. Também se escuta que a língua será destruída pela invasão de termos estrangeiros, duramente condenados pelos gramáticos conservadores. Esta previsão é feita há mais de um século e até hoje não se tornou verdade. A incorporação de termos estrangeiros é inevitável, pois nosso país se encontra sob uma inegável dominação econômica e cultural, e de nada adiantaria tentar se resolver o “estrangeirismo” sem primeiro pensarmos na fonte do “problema”.
    Para resolver os mitos aqui mostrados, é preciso que nos conscientizemos da diferença entre o português falado aqui e em Portugal, que é grande a ponto de os lingüistas preferirem chamar nossa língua de “português brasileiro”. Bagno a exemplifica com a questão dos pronomes “o/ a”: em Portugal, é comum falar-se “Eu o vi” ou “Eu a conheço”; aqui, entretanto, é raro escutarmos esta construção em uma conversa comum; mesmo quando o falante domina a norma culta, prefere dizer “Eu vi ele” ou “Eu conheço ela”, que é forma usual em nosso país. Trata-se de uma mudança na língua falada brasileira, que cada dia é mais diferente da falada em Portugal. A gramática normativa, entretanto, desconhece ou finge desconhecer essa mudança, essa transformação pela qual nossa língua passa à medida que vai se tornando “mais brasileira”, e não se atualiza, continua se baseando na gramática de Portugal, ajudando assim a se manter essa crença de que o certo é falar-se como os portugueses o fazem.

    Mito n° 4 – “As pessoas sem instrução falam tudo errado”

    Este mito encontra sua base no primeiro mito apresentado, ou seja, a existência de uma única forma de português falado no Brasil (necessariamente, nem se precisava lembrar, a forma culta). Dessa forma, qualquer variação do português normativo é considerada errônea e sofre imenso preconceito, sendo até ridicularizada e motivo de chacotas.
    Bagno explica que, muitas vezes, o preconceito não existe contra as variações da língua usadas pelas pessoas marginalizadas da sociedade (carentes, pobres, “sem instrução”) por si só, mas sim contra as próprias pessoas e, por extensão, contra a “língua” por elas utilizadas.

    Mito n° 5 – “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”

    Esta falsa afirmação tem por fundamento o fato de no Maranhão se usar ainda com grande popularidade o pronome tu e suas respectivas formas verbais, ao contrário da maioria do Brasil, onde, devido à “reorganização do sistema pronominal”, este pronome foi substituído pelo você. Acredita-se, portanto, que o português do Maranhão é “mais correto” simplesmente porque ele ainda possui o que Bagno chama de “arcaísmo”, ou seja, o uso do pronome tu, que reflete os mitificado “português correto” das antigas obras literárias e da fala comum em Portugal, mas que se encontra em vias de extinção no falar brasileiro.
    Não há uma variedade da língua que seja melhor ou mais bonita que outra. “Toda a variedade lingüística atende às necessidades da comunidade de seres humanos que a empregam” afirma o autor. Assim sendo, a partir do momento em que a variedade não corresponder mais às necessidades pelas quais existe, sofrerá as transformações necessárias para se adequar à nova situação. É importante que o mito da língua melhor ou mais bonita seja derrubado para que se abram os olhos para a riqueza cultural das várias variações existentes em nossa língua.

    http://idiomabrasileiro.blogspot.com/2008/04/o-preconceito-lingstico-no-brasil.html

  26. Camila disse:

    Cara, não concordo quando falam q temos preguiça de escutar outros sotaques.. eu sou carioca e acho mto legal descobrir as curiosidades q existem em cada região do nosso imenso Brasil!

    Nosso jeito de falar é muito diferente mesmo.. não dá bem pra explicar… numa conversa com gaúchos e paulistas, me senti bem estranha.. entre eles a gente ainda encontra similaridades, mas entre nós e eles, não! Tinha momentos em q eu dizia algo e os gaúchos não entendiam.. kkk….

  27. Juliane disse:

    Sinceramente, acho que não existe nem pior nem melhor, nem mais certo ou mais errado. Existe sim uma diversidade de sotaques, o que é maravilhoso. Meu sotaque é Pernambucano, mas moro em São Paulo. E amo essa diferença na maneira de falar. Quando vou ao Rio, me encanto com o “chiado”. E no Rio Grande do Sul então… O sotaque deles é lindo!
    Só não concordo com uma coisa: essa disputa entre cariocas e paulistas. Nenhum dos dois é melhor que qualquer outro brasileiro, assim como a recíproca é verdadeira.

  28. Isabela disse:

    Sou paulista, adoro o sotaque carioca mais ele nao e o padrao brasileiro fala serio! Paulista tem sotaque?

    1. catarina disse:

      Tem sim! Paulista fala pelo nariz, e ainda pusa MUITO o r

  29. William disse:

    Sim, Isabela. Ele é, inclusive, um dos que mais se distinguem do resto.

  30. Sane disse:

    Sou carioca e professora de Língua Portuguesa, formada em Letras pela UFRJ e há um ano me mudei para o Rio Grande Sul. Meus alunos estranham o meu sotaque. Além de estranharem “famoso” chiado, ainda implicam ao dizer que carioca coloca a letra i onde não existe, como por exemplo na palavra “treisss”(3).O que mais lamento é ver alguns professores de Língua Portuguesa do propagar a idéia equivocada do que é certo ou errado na língua, desconsiderando as variações existentes no nosso sistema línguístico, principalmente na língua falada que é mais espontânea e suscetível a variações. Não estou falando mal do povo gaúcho (até porque me casei com um), o que me entristece é ver o preconceito lingüístico tão enraizado nos falantes daqui do Sul, a tal ponto de desconhecerem o limite entre o estranhamento e o deboche gratuito ao ouvirem um sotaque diferente do sotaque deles. Por isso faço essa crítica e desabafo.
    Como bem disse um dos mais ilustres estudiosos da nossa língua- Evanildo Bechara-, somos “poliglotas” de uma língua só. Pensemos nisso!

  31. personaltourguide disse:

    Sou carioca, do subúrbio do Rio e trabalho no exterior a alguns anos. Sinto que o sotaque carioca desperta sempre alguma reação nas pessoas seja admiração, raiva ou inveja o sotaque carioca nunca passa em branco quando converso com pessoas de outros estados que encontro por aqui. Concordo com Marco Antonio no comentário 13 quando ele diz que o sotaque carioca verdadeiro é mais “flat”, o meu sotaque por exemplo é bem soft. É muito engraçado encontrar pessoas que passaram algum tempo no Rio e que depois ficam forçando aquele sotaque de “surfista” exagerando nos “erres e esses”. Já viajei muito e sempre percebo esses fascínio das pessoas pelo Rio e pelos cariocas em todo lugar que vou. Ser carioca é como um cartão de visitas que abre muitas portas! :D Dexculpa aí tá!

  32. Marco Antonio disse:

    Podem torcer o nariz, ficarem com raiva, inveja, falar um monte de bobagens, negar, mas o sotaque carioca e o oficial sim. Doa a quem doer. Tudo decidido e documentado em dois congressos organizados nacionamente.

    Se voces, brasileiros de outras regioes nao gostarem… eu nao posso fazer nada. No maximo propor que voces se reunam, organizem novos congressos, a nivel nacional, e tentem modificar as coisas.

    Confira:

    A SUPOSTA SUPREMACIA DA FALA CARIOCA:
    UMA QUESTÃO DE NORMA

    Angela Marina Bravin dos Santos (UFRJ)

    INTRODUÇÃO

    É lugar comum no meio acadêmico, quer entre historiadores quer entre gramáticos e lingüistas, a idéia de que a fala carioca se sobrepõe aos outros falares, o que lhe confere um suposto “status” de modelo a ser seguido.

    A influência do falar carioca já era sentida, segundo o historiador Alencastro (1997:34), bem antes do advento dos meios de comunicação: Bem longe do advento do rádio e muito antes ainda da televisão, os habitantes do Rio já influenciavam a fala dos habitantes das outras províncias.(ALENCASTRO, 1977:34).

    Ainda sob o olhar de historiadores, parece que tal “status” se confirmou em dois Congressos Nacionais:

    *** o de Língua Cantada, organizado em 1937 por Mário de Andrade *** e o de *** Língua Falada no Teatro, realizado em Salvador em 1956 ***: Carvalho e Melo e Silva Lisboa afirmavam com intuição, uma verdade que veio a ser confirmada por dois Congressos Nacionais de Língua Cantada , de ser a do Rio de Janeiro a pronúncia padrão do Brasil. (RODRIGUES, 1986:48)

    Sob a ótica de alguns estudiosos da língua, como Révah, a história não era diferente: ” Para as referências à língua comum do Brasil, utilizaremos antes de tudo o falar do Rio de Janeiro” (RÉVAH, 1958:2). Révah seguia, provavelmente, os caminhos abertos pelos congressistas de 1937 e 1956 que, por considerarem necessária uma pronúncia unificada ou padronizada no teatro, resolvem escolher a fala carioca como a língua-padrão do teatro, da declamação e do canto eruditos do Brasil, ainda que reconhecessem como características das línguas “a pluralidade de maneiras de falar, as variações fonéticas”.

    [1] Conforme Leite & Callou, buscou-se nesses Congressos o estabelecimento de normas de âmbito generalista que, de um lado, representassem o ideal lingüístico da comunidade brasileira como um todo e de outro, não fizessem com que se corresse o risco de chegar a uma média que não correspondesse a nenhuma das variedades faladas no Brasil, no passado ou no presente.” (LEITE & CALLOU, 2002:10-11) As questões que se colocam são: 1) o falar carioca representa o ideal lingüístico da comunidade brasileira como um todo?2) pode-se tomar o falar carioca como a média que corresponde às variedades faladas no Brasil?3) o caráter de pronúncia padrão do português do Rio de Janeiro existe de fato ?4) há argumentos lingüísticos e extralingüísticos que justifiquem a escolha de um determinado dialeto como padrão?

    Não se podem obter respostas para tais perguntas sem levar em conta os diferentes conceitos de norma lingüística: de um lado, a idéia de que norma e classe social se inter-relacionam; de outro, impõe-se a visão de que, lingüisticamente, não existe um falar melhor que o outro. Se faz necessário também buscarmos uma definição de língua padrão.

    ***** NORMA E LÍNGUA PADRÃO Mattoso Câmara[2] define norma como o “conjunto de hábitos lingüísticos vigentes no lugar ou na classe social mais prestigiosa no País”. Note-se que o caráter social de prestígio é o que determina, conseqüentemente, o prestígio de determinado dialeto, transformando-o em modelo lingüístico de uma comunidade, ou seja, na língua padrão, que segundo Cunha e Cintra é, dentre as variedades de um idioma, a mais prestigiosa: A língua padrão, por exemplo, embora seja uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo, como norma, como ideal lingüístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função coercitiva sobre outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação.

    (CUNHA & CINTRA, 1985: 3) Assim, tomando por base o conceito de norma, postulado por Mattoso Câmara, as respostas às perguntas acima seriam ***positivas***, já que, afinal de contas, no princípio, o Rio era a Corte e, por isso, um lugar com ares europeizados, portanto, de prestígio, conforme se observa no texto de Alencastro: A corte, as embaixadas estrangeiras, o comércio marítimo, as escalas contínuas de viajantes que cruzam o Atlântico Sul, a chegada de profissionais europeus, engendram no Rio de Janeiro um mercado de hábitos de consumo relativamente europeizados(…) Novidades nacionais e estrangeiras recebiam a aprovação da sociedade e da imprensa da corte__transformando-se em moda imperial__, e daí irradiavam para o resto do país.

    (ALENCASTRO,1977:37- 51) E é na Corte [ Cidade do Rio de Janeiro ] que a relação dominador/dominado se estabelece de maneira mais incisiva, já que as ordens vinham da elite portuguesa e não de qualquer dono de terra. Por isso, deduz-se que assimilar a fala dos donos do poder significava alcançar prestígio.. Perseguindo dados que comprovem o prestígio do Rio de Janeiro, podemos argumentar, ainda, que, **** além de ter sido Corte, o Rio apresenta a menor taxa de analfabetismo entre as 12 maiores capitais do país. É aqui também que se constata um expressivo número de pessoas com nível superior. No tocante aos aspectos social e econômico, a Cidade Maravilhosa reúne bairros com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), destacando-se a Lagoa, cujo “IDH, de 0,902, é semelhante ao da Itália”.( O Globo, 24/03/2001)****.

    Se partirmos da definição de língua padrão postulada por Celso Cunha e Cintra, *** chegaremos também a respostas positivas ***. Entretanto, essa mesma definição nos leva a pressupor que o falar carioca não poderia ser tomado como modelo, uma vez que a “ponderável força contrária à variação” é minada pelo caráter extremamente heterogêneo do ” linguajar carioca”, que, provavelmente, já no final do século XIX, era marcado por quatro resultantes:

    a) um falar de prestígio; b) um falar de caráter mais popular; c) um falar rural e d) um falar oriundo da confluência entre os habitantes das regiões rurais e das regiões centrais.

    (CALLOU & AVELAR,2002:103) NORMA : o que é comum A heterogeneidade do falar Rio de Janeiro ilustra-se nas diferentes realizações do S implosivo, verificadas por MARQUES & CALLOU (1977) e da vibrante, investigada só por CALLOU (1985): vimos que há 6 variantes para cada variável. Temos de convir que existe muita variação para a escolha de uma pronúncia padrão. A propósito, pergunta-se: em relação ao S implosivo, qual seria a pronúncia ideal: a palatal, marca registrada do carioca (NASCENTES, 1953: 52), ou a alveolar, variante considerada padrão e mais freqüente em outras regiões? E o que dizer das linguodentais: prevalecerão as realizações do /d/ e /t/ diante de /i/, ou seja, as africadas, consideradas por Nascentes (1953) como características do nosso linguajar?

    A resposta está no artigo de Révah, em que o autor discute a evolução da pronúncia do português, tendo por base as determinações do Congresso de 1956: Trata-se de fatos muito generalizados, mesmo na linguagem das classes superiores da sociedade, mas também de fatos que a língua padrão, que o Congresso tem por missão definir, terá tendência a rejeitar, como prejudiciais à boa feição da língua: 1)ditongação de vogais acentuadas antes do s final: rapáys de rapaz, déys de dez(…) Encontram-se também variantes onde a consoante final é uma chiante s.2)a palatalização (em graus diversos) das consoantes t, d, l, diante de i.

    (RÉVAH, 1958:9) A julgar por tais palavras, parece que a palatal e a africada, realizações comuns no português carioca, ficaram de fora da “boa feição da língua”, o que nos faz elaborar outra pergunta: que norma de pronúncia padrão é essa que exclui realizações fonéticas características da cidade do Rio de Janeiro?

    Com base nesses argumentos, às perguntas elaboradas inicialmente seriam atribuídas respostas negativas, já que os conceitos de norma e língua padrão apresentados não dão conta do caráter extremamente heterogêneo do falar carioca. O conceito de norma que talvez resolva a questão vem de Coseriu (1980).

    *** Argumenta o autor que a norma da língua contém tudo o que é comum e constante, não existindo uma variedade de determinada língua superior a outra; é apenas igual ou diferente. Assim, diferentes normas podem variar no seio de uma comunidade idiomática sem estar atreladas a julgamentos de valor. (

    CUNHA, 1985)Deduz-se, pois, que, sob a ótica coseriana, não há justificativa para tomarmos a fala carioca como o ideal. ******** MAS a suposta supremacia existe *******.

    Até professores de Língua Portuguesa, extremamente conservadores no que tange à norma culta, como Pasquale Cipro Neto, a reconhece. Diz ele: ” Acho que no cômputo geral, o carioca é o que se expressa melhor sob a ótica da norma culta.

    ” (VEJA de 10.09.97). O que, provavelmente, o referido mestre não sabe é que a escolha de um dialeto como modelo lingüístico de uma comunidade é fenômeno próprio das línguas de cultura. Isso não significa que, lingüisticamente, o dialeto escolhido seja superior ou mais importante. Se a escolha recai sobre falares de uma classe ou lugar considerados prestigiosos é porque fatores extralingüísticos influenciam a opção pelo uso de uma determinada variedade.

    A INFLUÊNCIA DE FATORES SÓCIO-ECONÔMICOS E CULTURAIS

    Rosenblat (1967), referindo-se aos critérios de correção lingüística, mostra que a expansão de fenômenos lingüísticos faz parte da história milenar das línguas, embora anteriormente ocorresse de maneira menos intensa e vertiginosa. Segundo o autor, uma cidade, sobretudo as capitais ou grandes centros regionais, ganha prestígio, transformando-se em foco de expansão lingüística graças a um jornal, a uma universidade ou a uma emissora de rádio e televisão. Para o autor, a padronização de um modelo impõe-se pela necessidade de a comunidade lingüística atingir, principalmente no ensino, uma norma abstrata e idealizada.

    ****** Sem dúvida nenhuma, o Rio irradia cultura *****.

    Não nos esqueçamos de que não só as primeiras Universidades brasileiras surgiram na Sede do Império como aí se deu o início da imprensa, cujo discurso se pautava na linguagem mais apurada da Corte (ALENCASTRO, 1977), lugar preferido também pelos grandes escritores brasileiros:

    ” Todos os grandes escritores brasileiros moravam na corte” (MACHADO DE ASSIS, apud ALENCASTRO, 1977: 35).

    Nos aspectos sócio-econômicos, alguns já mencionados anteriormente, o Rio constituiu-se no principal centro econômico, uma vez que a Baía de Guanabara se tornou a porta de entrada de diferentes produtos e de pessoas oriundas de outras regiões, intensificando-se aqui não só o intercâmbio lingüístico mas o processo de mobilidade social. Estima-se que 15 mil portugueses aqui aportaram (CALLOU e AVELAR, 2002). Eram integrantes da classe dirigente.

    No início, concentraram-se nas freguesias da Candelária e de São José, espaço que hoje faz parte do Centro ( Rua dos Inválidos, Rua do Lavradio, Rua do Resende), Glória e Catete. Nas freguesias de Santa Rita e Santana, atuais Saúde, Santo Cristo e Gamboa, fixaram moradia pessoas de baixa renda, entre escravos de ganho e trabalhadores livres. A cidade expande-se em conseqüência da intensificação das relações sócio-econômicas nessas freguesias.

    A classe mais abastada procura outras localidades em direção, principalmente, à orla marítima.

    Os indivíduos menos favorecidos buscam moradia nas Zonas Norte e Oeste.

    Até parece que os congressistas de 1937 e 1956 sustentaram seus argumentos com base nas declarações de Rosenblat Apesar de não se pautarem em critérios científicos rígidos, talvez porque a época não permitisse, os seguidores de Mário de Andrade intuíam que, subjacente à escolha de um dialeto padrão, pairam fatores de ordem sócio-econômica e cultural.

    Mas não se impõe um modelo lingüístico por decreto.

    O que se fez foi apenas confirmar uma realidade que é conseqüência do próprio desenvolvimento sócio-econômico e cultural do Rio de Janeiro, cujo falar, como qualquer outro, possui características lingüísticas próprias.

    Na verdade, o que existe é uma tentativa de padronizar a pronúncia brasileira, eliminando-se qualquer vestígio de regionalismo. Se escolheram o português carioca como modelo é mais por questões sócio-históricas que lingüísticas.

    Subjazem à escolha resquícios de uma sociedade carioca moldada pela relação senhor/escravo, em que o poder estava em jogo. Quando o poder entra em jogo, vence o modelo lingüístico do dominador.

    Provavelmente, se outra cidade do Brasil tivesse passado pelas circunstâncias que o Rio passou, não seria o português carioca o escolhido, mas a fala dessa hipotética região.

    CONCLUSÃO

    ***** Por mais que tentemos argumentar contra a idéia de que o falar carioca não deva ser considerado o modelo lingüístico brasileiro, uma vez que, lingüisticamente, não há um dialeto superior, não se pode negar a importância dos fatores extralingüísticos para os fenômenos da linguagem, os quais justificam a escolha *****.

    ***** E um dos conceitos que a explica é o de NORMA, não na visão coseriana, mas na que sustenta a suposição de que, em uma língua, há sempre uma variedade de prestígio falada por uma elite, também de prestígio. O suposto modelo de fala da cidade do Rio de Janeiro não reflete a realidade lingüística de seus habitantes. Trata-se de uma abstração. O que ocorre é a neutralização dos regionalismos, resultando em uma busca de um padrão idealizado, SUPÕE-SE, de base carioca *****.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALENCASTRO, L.F. (org) (1977). História da vida privada no Brasil. V. 2 São Paulo, Companhia das Letras.CALLOU, D. & MARQUES, M . H (1975). O –S implosivo na linguagem do Rio de Janeiro. In: Littera: revista para professor de português e de literaturas de língua portuguesa VOL. V: Rio de Janeiro, Grifo 9-137.CALLOU, D. (1987) Variação e distribuição da vibrante na fala urbana culta do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, PROED – Universidade Federal do Rio de Janeiro.CALLOU, D. (2002). Da história social à história lingüística: o Rio de Janeiro no século XIX. In: ALKMIM, Tânia Maria (org.) Para a história do português brasileiro. VOL. III: Novos estudos Humanitas/FFLCH/USP 281-292.CALLOU, D & AVELAR, J. (2002). Subsídios para uma história do falar carioca: mobilidade social no Rio de Janeiro do século XIX. In: Para a história do português brasileiro. VOL. IV. Notícias de corpora e outros estudos. Rio de janeiro, UFRJ/LETRAS, FAPERJ: 95-112.CAMARA, Mattoso. Dicionário de filologia e gramática. Rio de Janeiro, Jozon Editor.COSERIU, Eugenio. (1980). Lições de lingüística geral. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico.CUNHA, Celso & CINTRA, L. (1985). Nova Gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.LEITE, Y & CALLOU, D. (2002). Como falam os brasileiros. Rio de Janeiro, Zahar Editor. RÉVAH, I.S. (1958). A evolução da pronúncia em Portugal e no Brasil do século XVI aos nossos dias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE LÍNGUA FALADA NO TEATRO, 1o Salvador, 1956. Anais. Rio de Janeiro, MEC.RODRIGUES, J. H. (1986). História viva: São Paulo, Global Universitária. ROSENBLAT, Angel. (1967). El critério de correccion lingüística. Unidad o pluralidad de normas em el espanol de Espana y América. In: EL SIMPOSIO DE BLOOMINGTON, Bogota, Instituto Caro y Cuervo.

  33. tatiana disse:

    vcs ficam reclamando dos sotaques do rio e de sao paulo…é porque nao viram o sotaque da minha cidade..moro em campo grande no mato grosso do sul..aki é uma mistura de todas as regioes…em uma mesma frase usamos girias cariocas, paulistas, gauchas e a que mais se nota com certeza é a de interior paulista, aquele r bem forçado mesmo….”porrrrta”…eu particularmente nao gosto..afinal parece que nao temos identidade cultural….

  34. rudival disse:

    Na verdade não existe nenhum sotaque que seja mais correto o importante é falar bem.
    Sou de Belem e aqui o nosso sotaque é muito parecido com o que se fala em Portugal visto que tambem chiamos como eles e empregamos o tu ao invés de você.
    A diversidade de sotaques no Brasil é fantastica e isso que deve ser valorizado e não acharmos que somos melhores ou piores pessoas dependendo do sotaque que falamos e viva a diversiade.

  35. Pablo disse:

    Como disse Evanildo Bechara, nós brasileiros somos poliglotas de uma mesma língua – a língua potuguesa. Existem vários tipos de sotaques, e até mesmo sotaques morfossintáticos, lexicogramaticais e, os que mais nos chamam a atenção, a saber, os fonético-fonológicos. A mobilidade humana como um processo migratório abrange numerosos fatores sociais pertencentes a uma pluralidade de classes, etnias, culturas e axiologia. As causas e as motivações que impulsionam os deslocamentos geograficos são variados; tendo consequencias diversificadas, dependendo dos contextos sócio-culturais como também da singularidade de cada pessoa. No que diz respedeito a identidade linguistica, o que se constata é que essa é tão complexa quanto a matriz genetica do brasileiro, indios, negros, mamelucos, caboclos, cafusos, diferentes tipos de caucasianos, asiaticos e outros que se fundiram dando origem a identidade do brasileiro e de sua fala.

    uma identidade multifacetada em todos os aspectos linguisticos,

    Essa fusão dialética foi primeiramente estudada por Peter Trudgill, onde se verificou que o contato de diferentes variedade de uma mesma língua pode ocasionar transferencias de determinados traços de uma variedade para outra.

    Para melhor entender isso, procure descobrir os fatores que desencadearam o s chiante no carioquês.

    E entenderá o papel do intrecruzamento dialetal desembocando num estudo diacrônico.

  36. Professor Pablo disse:

    Como disse o ilustre professor Evanildo Bechara, “nós brasileiros somos poliglotas dentro desse inefável diassistema” que é a língua portuguesa. Essa dinâmica da língua apenas evidencia a riqueza idiomática do nosso país. Riqueza caracterizada pelo variacionismo, seja ele diatópico, diastrático, diafásico ou até mesmo diacrônico. Tais variações ocorrem nos âmbitos morfossintático, lexico-gramatical e fonético-fonológico; e são desencadeadas por uma pluralidade de fatores, mas principalmente pelo o que, sociolingüisticamente, é chamado de Contato Dialetal. A mobilidade humana contemplado como processo migratório esconde vários fatores conflitivos (Abandono do local de residência, desenraizamento étnico, desestruturação cultural, rejeição ou dificuldade de inserção do local de chegada, etc.). Mas, é através desse processo que há o entrecruzamento diferentes dialetos. Esse tipo de interação conversacional pode acarretar uma mudança tridimensional no comportamento lingüístico dos interlocutores.

    Os estudos sobre o Contato Dialetal foram primeiramente investigados pelo sociolingüísta Peter Trudgill, seu trabalho foi baseado na Teoria da Acomodação postulada pelo célebre lingüista Howard Giles, que atestou que o contato de diferentes variedades de uma única língua pode ocasionar a transferência de determinados traços (marcadores) de uma variedade para outra. Tal processo é denominado Acomodação Dialetal, podendo ser convergente, divergente ou sinestésica. É quanto a maneira que o cérebro humana a processa, ela pode ser Top-Down (acima do nível da consciência) ou Bottom-up (abaixo do nível da consciência). A Sociolingüística Quantitativa Laboviana é de extrema importância a fim de que descubramos as razões pelas quais esses indivíduos se acomodam, a extensão com que o fazem, e o porquê de existirem diversos tipos de acomodação. Fatores extralingüísticos são tratados á luz da SQL em busca de respostas mais precisas.

    No tocante à identidade lingüística brasileira, eu a comparo com a identidade genética brasileira, a final de contas do que se constitui um brasileiro? É difícil de responder perguntas sobre a matriz nacional. Índios, Caucasianos, Negros, Asiáticos, depois, cafuzos, mulatos, mamelucos, caboclos, etc. Numa colocação análoga, pergunto-me o que de fato classifica uma pessoa morena, a cor do cabelo? Ou a cor da pele?

    Desde os primórdios da humanidade, verifica-se que a linguagem dos elitizados sempre exerceu uma função coercitiva, sempre fora reputada como linguagem de prestígio. Lembremo-nos do latim clássico, falados pelos burgueses, e da vulgata.

    Afirmar que a Rede Globo é o canal de TV mais influente do país, nada mais é do que constatar o óbvio. Apesar de não assistir muito a essa emissora, tenho que admitir que a mesma exerça uma ferrenha influência no sentido de estabelecer a fala carioca burguesa como um referencial lingüístico a nível nacional. Percebe-se que parte do elenco, oriunda de outros estados, é compelida a adotar a fala local – o carioquês. (Exceto quando o personagem representa um indivíduo de outros estados, como por exemplo, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, etc.). Observe os atos de fala da Mariana Ximenes, natural de São Paulo, não nas encenações de novela, pois estaríamos analisando o texto escrito (roteiro), mas observe-a nas entrevistas surpresas, não vemos muita saliência do sotaque paulistano. O dialeto carioca burguês permeia sua fala.

    Para entender melhor o entrecruzamento de diferentes dialetos e suas respectivas implicações. Tente descobrir, por exemplo, a razão do resíduo dialetal cearense na articulação carioca da palavra mesmo, um s chiante. Por que isso se deu?

    Aguardo suas colocações,
    Quais são as características mais salientes do dialeto cearense?

    Aspiração
    Abertura das vogais pré-tônicas
    Monotongação /ey / /wa/
    Permuta do o por u
    Metaplasmas
    Iotização do l e r pré-consonánticos

  37. mariana disse:

    sutaque carioca é muito chamativo pois é sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

  38. mariana disse:

    sou a mary sou carioca mais

  39. karol.. disse:

    sotaque carioca é bonitoo(sou carioca)..
    nao gosto muito do sotaque nordestino..seilah acho estranhoo…
    vlww galeraa,bjokss plaa vcs..

  40. MôoH ' disse:

    Pow geente .
    Praa que tudo isso?
    Sou Paulista e . sinceramente eu AMO o jeito que os cariocas falaam . é muito fofo. Que malandro que nadaa pow!!!
    =P Beeijão Geente!

  41. yaxmin disse:

    ew sow carioca

    e kéru falar kii nosso jeitO de falar é

    assim mexmo sakaZ

  42. taynná disse:

    sow carica e amOOOOOOOOOOoo

    mew jeitO dee falar e perfeitO

    nox cariocax góxtamos dee falar axim

  43. ana disse:

    O SOTAQUE CARIOCA É O MELHOR, INVEJA É FODA

    1. Krulikowski disse:

      Comece a falar com esse seu sotaque carioca no sul, e tu vai ver como o povo vai começar a se afastar de ti achando que tu é trombadinha. Um colega meu ( Carioca) este em Curitiba e quando ele começou a falar, o povo começaram a se afaster dele com medo do malandro.

  44. Eliane disse:

    sou amazonense e nosso sotaque eh parecido com o dos cariocas soh que menos marcado. falamos “fariha” “tu fez errado” “coisach” carioca fala coisachchch” é bem interessante

  45. nira disse:

    axxooo lindo o sotaque carioca..sou de brasília..eles falam xiiiiiando..
    vou buxxxcar o exxquero na exxquina da exxxcolaa kkkkk é serio eu adoro kkkk

  46. Nanda disse:

    Sou Mineira .gosto mto do sutaque carioca.Mais o mineiro bate o recorde kkkkkk

  47. Gisele disse:

    Olha eu sou baiana, e gosto muito do sotaque carioca, não gosto muito do sotaque paulista, me irrita ;@ Tanto “meu” que merda!
    E eu não vejo nada de errado com o sotaque nordestino, e nós baianos, somos até discriminados pela televisão, nós programas tudo aparece: “oxente”,”mainha” mais nem todo mundo aqui na Bahia fala assim, nós falamos normal e por isso eu considero nós baianos com a melhor forma de falar! Mais essa diferença entre as regiões é até legal, porque nós aprendemos uns com os outros ;)’

    E eu odeio quando um baiano aparece na televisão e fica tentando imitar os pernambucanos, poorque sotaque mermo, nordestino é deles!

  48. Bruno Bovary disse:

    Bom, o maranhão(a capital São Luís)é o estado onde se é falado corretamente o português…;), conheço vários maranhenses e já constatei isso, tenho que admitir e o que me irrita é que eles se gabam..ô povim FRESCOO!!

  49. Rafael disse:

    Os maranhenses da CAPITAL pq os do interior não falam não…pelo contrário eles falam tudo errado e vc percebe na hora que eles são do interior

  50. Carioca disse:

    O nosso jeito de falá eh o melhor! Sacô parceiro, é isso mermo mermão, a inveja é uma merda, num é? Vem cá pro RIO q v6s vão c apaixoná por tudo !!!

    CARIOCA COM MUITO ORGULHO

  51. Roberto disse:

    Até que enfim, achei o que sempre estava diante de nossos olhos, digo, nossos ouvidos. Certa vez, lá em Sampa, um colega meu, que odiava o sotaque de seus conterrâneos de estado (nascido em N. Iguaçu, mas se recusava a pronunciar o -s- carioca), me disse: “Não entendo pq vc tem que falar esse ‘xis’. Não perdi tempo, então eu disse: “Ok, então vamos pegar um tachi, por echemplo.” Ele: Pô, vc entendeu; Eu: Não. É vc que não quer entender que letra é uma coisa e som é outra. Se vc, com essa mania de falar igual paulista me ditar “documento e conta”, eu não vou escrever “documeInto e coUnta” e nem vou rimar rio com Brasil. E vá implicar também com o paraense e os do litoral de S. Catarina. Claro q foi tudo na base da brincadeira e quando o assunto é sotaque, tende-se sempre para o bairrismo. O fato é, como alguns já disseram, esse país é muito mais do que uma ponte aérea. Os outros sotaques só não aparecem porque não estão na vitrine. Só mais uma espetadinha: Não sei se existe um sotaque padrão, mas de qq maneira, quando ligo a TV (aberta ou por assinatura), o que mais ouço é o paulistanês mesmo. É só contabilizar a maioria dos programas, onde são produzidos e seus apresentadores, bem como a esmagadora maioria dos intervalos comerciais. Abraços

  52. INGRID disse:

    [RED]EU AMO O RIO

  53. INGRID disse:

    EU AMO O RIO DE JANEIRO

  54. INGRID disse:

    O RIO É TD DE BOM SUAS PRAIAS

  55. alexandre casemiro de almeida disse:

    A dublagem paulista, se não tiver palavras como “einteindeindo” ou aqueles “errrrrres” horríveis, tambem fica legal, só nesses casos é ruim.

  56. Jéssica disse:

    Nossa eu acho lindoo sotaque carioca, eu sou paulista mas moro em MG no começo logo quando me mudei os mineiros me zuavam mto..por conta do “r” queeu pronunciava com som de “l” mas agora ja ate me acustumei e ja falo ate trem..rsrsr mas o sotaque que eu queria ter era carioques, acho lindo o chiado tipo e vez de Nescau..Nexscau..po brother..sacoé!!

  57. Ewerton disse:

    Estou assustado com essa conversa. Isso, pra mim, é preconceito e, mais do que isso, escravidão. Padrão Globo de se falar é a coisa mais horrenda que já li na minha vida. O padrão “x” é o mias correto. Que coisa absurda. Essa discussão tem brilho apenas no que diz respeito ao por quê de cada sotaque. O Brasil é um país original por natureza. Se tal ator tem sotaque carioca, ótimo adoro os cariocas e acho lindo o sotaque do Rio, mas sou paulista e essa é minha marca, meu registro. Se eu tiver que falar diferente por causa da Globo, vou rir.

  58. Zander disse:

    Nossa quanta divergência!!!Vejo que tem gente que defende seu próprio sotaque como o dito “oficial” e expôe argumentos persuasivos para tentar provar, apenas tenta.Assim como o próprio povo há uma miscigenação da língua o Portugues Brasil tem sua própria gramática, há alguns que esquecem disso e esquecem também que o Maranhão pós balaida, com a Guerra de Secessão(1861-1865), passou por um período de estabilidade econômica abastecendo o mercado mundial com o algodão,nesse período a literatura também floresce com o aparecimento de uma enorme quantidade de intelectuais e escritores que ia estudar na europa, nomes como Gonçalves Dias, João Lisboa, Cândido Mendes,Odorico Mendes,Sousândrade, Huberto de Campos entre outros,e esquecem tambem de Francisco Sotero dos Reis(1800-1871) o escritor da primeira gramática no Brasil,apesar de hoje ser um estado que não evoluiu economicamente tanto quanto os outros,herdou de seus filhos intelectuais que fizeram dele um estado de destaque no cenário literário nacional, dando continuidade na transição do século XIX para o XX aparecem outros nomes Adelino Fontoura, Teófilo Dias, Raimundo Corrêa, Aluízio de Azevedo, Artur Azevedo, Coelho Neto, Graça Aranha, Teixeira Mendes, Nina Rodrigues. Ferreira Gullar,Nauro Machado, Arlete da Cruz Machado, em especial a cidade de São Luís obteve o titulo de Athenas Brasileira, claro que para se imortalizar uma língua, um jeito de falar é preciso ouví-la e praticá-la pode-se observar o jeito de falar do Ludovicense como o que mais sofreu influência línguistica desses escritores, não somente fonéticamente,mas nas conjugações verbais, claro que houve também distorções ao longo do tempo,pelo modismo e vícios de linguagem, que existe em toda região, mas o menos esclarecido,mesmo sem ter conciência por não ter formação acadêmica envereda para a forma culta da língua de tanto ouvir. O “s” com som de “x” dos cariocas e também dos paraenses, é só influência línguística dos portugueses, mas perguntem pra qualquer professor de portugues que eles vão lhe dizer que esse portugues é o de portugal não o brasileiro, e que o som do “r” não é “éri” e sim “erri”, e isso não determina se haverá entendimento ou não,não querendo defender a Globo mas a Globo se faz nacionalista a ponto de ter um padrão para a língua e fazer jus a memória dos nossos literários,e se perguntarem a mim: “Tu és professor de história, ou de língua portuguesa? Ou somente pesquisaste para responder tudo isso? Direi: nenhum dos três, sou ludovicense apenas e frequentei as aulas de história e que falo como aprendi nos livros e como ouço falarem na minha cidade querida São Luís do Maranhão!!!

  59. fabio gomes disse:

    o soteque carioca sem as gírias de malandros é o melhor para apresentar notícias jornalisticas,cantar,narrar e dublar filmes estrangeiros,temos mais criatividade do que os paulista,Abaixo dublagem com sotaque paulista em filmes estrageiros!!!

  60. Felipe Sanches disse:

    Nosso sotaque é perfeito!!
    Encanta qualquer um nesse Brasil!!!!
    Rio \o/

  61. Isadora disse:

    Eu amo o sotaquee cariocaa é super fofo,eu amo o chiado q ele temmm sou carioca com muito orgulhoo dessa cidade linda e do seu sotaque maravilhoso beijocaxxxxxx

  62. Acho o sotaque fluminense (atenção!! carioca serve somente para os da cidade do rio de janeiro) o mais bonito do brasil e os mais feios, são o paulista e o mineiro do interior, o baiano, e o gaúcho. Para os desavisados, também o “carioca” muito referido, e que realmente é feio, é o falado nas favelas, o que não se ouve no restante da cidade.

  63. Celio,
    mas o sotaque carioca é diferente do de Volta Redonda, por exemplo…

  64. Kátia Paiva disse:

    Sou de Manaus, e entendo que sotaque neutro é aquele mais facilmente entendido pelos falantes de outros acentos. Assim, acho dificil que haja um sotaque mais neutro do que o sotaque paulistano, de Willian Bonner e Fátima Bernardes.

  65. Antonio Aragones disse:

    E eu que sou paulistano do tatuapé e moro no Rio há treis anos? Quando morava em sampa eu rivalizava bastante. Só que quando vim para cá me apaixonei pela cidade, pelo cenário natural maravilhoso que o Rio ostenta e pela hospitalidade e amizade do bem humorado povo carioca. Resumo da ópera: Minha fala virou uma miscelânia maluca. Uma mistura de paulistano com carioca, sabe cumé? Quando vou para sampa meus familiares e amigos me dizem que virei carioca. Aqui quem é nativo sabe que não sou, mas que saborosamente adquiri um pouco da cultura local e acabei por me adaptar ou a aderir sotaque, sei lá. É assim, minha esposa que é gaúcha, no ínicio achou que eu estivesse forçando, mas depois percebeu que a coisa, assim, aconteceu ao natural, mesmo. Enfim, nossa fámilia está muito feliz por vivermos no Rio e, confesso a todos, nossa qualidade de vida aqui no Rio é um espetàculo, em comparação à vida que tinhamos em sampa. Se soubesse eu teria vindo para o Rio bem antes, quando no ínicio da década de 90 recusei uma transferência para cá, quando minha filha tinha apenas 1 ano de vida e naquela ocasião optamos por não mudarmos. Coisas da falta de maturidade e de correr riscos e encarar novos desafios sem se desatar das amarras culturais, pessoais e profissionais daquele momento. É isso ai, Viva o Rio de Janeiro. O Estado é privilegiado e seu povo abençoado com muita generosidade pelo criador. Õ, lugarizanho lindo este, meu camarada! rsrsrs

  66. Deza disse:

    Qual a finalidade disso tudo?
    Sou Pernambucana com muito orgulho e amooooooooooooooooooo meu estado..
    e eu exijo respeito..
    mas não é por causa que moro em outro estado que vou sair descriminando as pessoas pelo contrário..
    cada ser humano tem seus costumes e suas culturas..
    a minha identidade é Pernambucana e sempre será..
    e não tem essa de melhor sotaque e pior não cada ser humano são iguais dependente de cor e raça..

  67. ItaloXM disse:

    Discutir sobre variações linguisticas é idiotice, não vai haver entendimento algúm pois simplesmente cada parte do Brasil sofreu influencia maior de um outro país, não existe uma forma correta de se falar português. Também é idiotice defender sua forma de falar com unhas e dentes, porque todas estão certas. Isso só vai acabar quando as pessoas deixarem de ser burras e pararem de criticarem o modo do outro falar.

  68. ItaloXM disse:

    Mente de gente pequena é a que diz, amo minha terra…ACORDA. SE O RESTO DO MUNDO ACABAR TU JÁ ERAS. Melhor pensar em entender um todo do que ficar com discurso hipócrita amante do próprio espaço!

  69. Bruno Rodrigues disse:

    Percebo logo que Marco Antonio não leu o texto que postou como comentário. Se o tivesse lido, não teria retificado tamanha tolice: “o sotaque carioca é o oficial sim [...] está tudo confirmado nos 2 congressos (nacionais).”
    Quem lê o texto na íntegra, acaba por decobrir que houve sim os dois congressos e que o primeiro há mais de 70 anos e outro 50. Como ele poderia afirmar que isso [o que foi "confirmado" no congresso] poderia ter validade nos dias de hoje?
    E a explicação dos vários teóricos citados ao longo do texto – que ele realmente deve desconhecer e somente ter “googlado” o tópico discutido aqui – divergem entre os que acreditam que o português falado no Rio é o que poderia sim ser considerado oficial e os que acreditam que esse “poder” linguístico dos cariocas é antes por conta de sua história. E isso não sou eu quem está falando. É deste trecho do qual tirei a informação: “Se escolheram o português carioca como modelo é mais por questões sócio-históricas que lingüísticas.” Se tivesse outra cidade passado pelas mesmas circunstâncias que o Rio, teria sido dela o modelo linguístico a se nomear como oficial.
    Estão vendo? Essa conversa nada tem a ver com a língua e sim com o social e a economia. Se rimos e caçoamos de alguém por esse ter o sotaque diferente ou “com menos prestígio”, estamos rindo é da história dele. Por isso prestem mais atenção, não sejam tolos e ignorantes. Vocês devem dar o exemplo, já que são conhecidos como os “propagadores” de cultura deste país. Seria uma vergonha serem taxados de preconceituosos, não é verdade? A ignorância [o não-saber] linguística é aceitável – ou não seria? com essa educação, eu acho que sim – mas a ignorância partindo de uma classe de “favorecidos”, pessoas instruídas, que tem uma formação mais crítica e política, seria inadmissível.

    Não sejamos tolos.

  70. Mariana disse:

    Isso é uma variação linguistica, Nenhum sotaque é o certo! Vou dar uns exemplos de assalto em cada cidade discutida!

    Bahia:
    Ô meu rei…(pausa)
    Isso é um assalto…
    (Longa pausa)
    Levanta os braços,
    mas não se avexe
    não… (outra pausa)
    Se num quiser nem prescisa levantar, pra
    num ficar cansado…
    Vai passando a grana bem de vagarinho.
    (Pausa pra pausa)
    Não reparase o berro está sem bala,
    mas é pra não ficar muito pesado.

    Minas:
    Ô sô, prestenção issé um assarto, uai.
    levantus braço e fica ketin quié mió procê.
    Esse trem na minha mão tá chein de bala…
    Mió passá logo os trocado que eu não tô bão
    hoje …
    Vai andano UAI,
    Tá esperano oque sô?

    Rio de Janeiro:
    Aí, perdeu, merrrrmão seguiiinti.
    tu te fu. Isso é um assalto véio. passa a grana e
    levanta os braço rapá.
    Não fica de caô que eu te paso o cerol…
    Vai andando e se olhar pra trás vira presunto.

    São paulo:
    Pô meu… Isso é um
    assalto, meu
    Passa a grana logo, meu
    Mais rápido meu, que eu ainda
    presciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso,
    do futebol meu.
    Pô se manda, meu.

    Rio Grande do sul
    O guri, ficas atento báh,
    isso é um assalto levanta os braços
    e te aquieta, tchê!
    Não tentes nada e cuidado que esse facão
    corta uam barbaridade, tchê. Passa as pilas
    prá cá! E te manda la cria,
    senão o quartenta e quatro fala…

    1. Tiago disse:

      Que coisa mais confusa, da pra ver que tu não tem a mínima noção de como nós aqui do RS falamos. Misturou o modo de falar atual da capital com a linguagem antiga falada por pessoas mais velhas do interior e da fronteira e o modo de falar das pessoas que fazem pose de superior.
      O bah tem muitas utilidades, menos essa que tu citou, geralmente o bah começa a frase e não termina, ou simplesmente dizemos “Bah”, tu montou um dialogo com cinquenta anos de história.

  71. fabio disse:

    Mariana, voce se supero,desde quando carioca fala véio!!

  72. Paulo Dias disse:

    Acho todos os sotaques interessantes, principalmente os sotaques do eixo Rio São Paulo, mas uma coisa todos tem que admtir, nenhum sotaque influenciou tanto o Brasil como o sotaque dos bandeirantes paulistas ( sotaque caipira ), se é feio ou bonito pouco importa, o que mais me chama a atenção é que o sotaque do interior de São Paulo influenciou parte de Minas Gerais, do Paraná, Goias, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, influenciou até mesmo capitais como Goiania, Campo Grande e Cuiabá, e por mais incrivel que possa parecer é encontrado até mesmo em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo.
    Acho incrivél isto, pois mesmo sendo tão rejeitado pela midia até do proprio interior paulista, este sotaque parece estar longe do fim.

  73. Israel disse:

    Mariana, nóix cariocax non falamus “véio”. Hehe, esse não é o sotaque carioca própiamente, é o sotaquê das FAVELAS cariocas. E até meio forçado.

    Estamos tão acostumados a trocar o S pelo X, que nem percebemos. Mas o sotaquê de maior repercussão é o nosso. É o que é ensinado lá fora…
    E mesmo que eu fosse pra outro estado, eu não gostaria de perdê-lo. Acho o maximo =), nada contra os outros estados.

  74. Mariana disse:

    Pelo menos é oque diz no livro do SESI!!
    as favelas não deixam de fazer parte do rio !

  75. Mariana disse:

    Obrigada Fabio,
    Meu objetivo é me superar maais e maais…
    ee o seeu? e continuar sendo um fracassado?

  76. fabio disse:

    Mariana,
    Voce deu uma volta de 360 graus,ou seja voltou pro mesmo lugar,jogue esse livro fora que estar de enganando,bobinha!

  77. Mariana disse:

    Fabio,
    Não idiotinha, queem deu uma volta de 360°(Graus) voltou um pouco adinte! E… como disse o Israel, o “véio” vei das favelas cariocas, –ou seja- veeio do Riio dee Jaaneiro! Ouu vc já desconsiderou a possibilidade da favela fazer parte do “RJ” ? Queer saaber maais qq um livro? Entaao faça uma graduação e estudee a viida inteira!

  78. isabella disse:

    eu acho que o sotaque carioca e muito intimo,pois o carioca ja chega falando(po e ai tudo bem?)ou(bate ai irmão!)quem e de outros lugares ete assusta eles puxam de mais o sssssssssssssssssss.

  79. Bruna disse:

    O sotaque mais copiado e imitado e do Carioca sou do Pará e ja morei em varias cidades do Brasil e eles usam muito as girias e modo de falar carioca ate pq acho um jeito de fala tipo bem “jovem” e nao de interio como o do Paulista

  80. Giancarlo disse:

    Não vejo problema nenhum no quesito sotaque, seja do norte, nordeste, sul, sudeste ou qualquer outra região do Brasil. Eu já morei em tantos lugares no Brasil que nem sei mais qual o meu sotaque.

    Mas de tudo isso feio não é o sotaque, mas sim falar errado. Seja Carioca, Paulista, do SUL, se vc falar errado, isso sim pra mim seria uma vergonha.

  81. mahrala e andre disse:

    eu gostaria q fosse mais especifico , girias com a letra “u”,sera q e dificio?*_* sacow!

    1. Isso é sério? vc acha q basta googlar e seu trabalho escolar vai estar pronto?

  82. mahrala e andre disse:

    velho por favor preciso para meu trabalho de portuga!!!tipow é serio!!!!

  83. julia disse:

    oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh!!!!!!!!!!!!!!! qro girias !!!!!!!!!!!!*_*_*+*_*_…….

  84. mahrala disse:

    olaaaaaaaaaah!!!! sutaque para mim não faz a diferença na pessoa *_*_*!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!julia

  85. mahrala disse:

    karaaah !!!!!!!!!!! se é mau eu sou do tipow q pega trabalho pronto da net….

  86. julia disse:

    oieeh sutaque diferenciado e engraçado…..

  87. lala disse:

    hashushuahsuashuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!!!!!!!!!!!!!!!! é muitcho engraçado o jeito diferente dos outros falarem !!!!*_*_*_*_*

  88. lala disse:

    ai como eu sou retardada velhoooooooooooooooh

  89. kiko disse:

    hahahahahahahahahaha papapapaapa hashuashuasuhaushashuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! é muito show!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  90. Nilvan Braga disse:

    O foco aqui é o sotaque carioca e as semelhanças e/ou diferenças deste com os demais e como o sataque maranhense foi, aqui, citado, faço algumas considerações: – Os estados do Maranhão, do Pará e do Rio de Janeiro foram os que mais receberam influência da cultura luzitana e isso faz-se refletir no modo de comunicação das pessoas oriundas destes estados. A “História do Brasil” é mal contada ou não é contada na sua íntegra e isto força a uma boa parte da população brasileira a tomar uma postura errônea em relação a alguns estados e/ou regiões baseada, extra e exlusivamente, em informações vagas contemporâneas.
    Como é imensurável a ignorância deste sujeito chamado Diogo, quando desnudo de argumentos precisos afirma que o sotaque do Maranhão não pode ser “o mais bem falado do Brasil” (eu diria o que mais se aproxima norma culta falada e escrita) porque o índice de escolaridade do Maranhense é baixíssimo.
    Será que ele(Diogo) redigiu o texto postado aqui em uma máquina de datilografia?! Ainda que fosse, Coelho Neto, Graça Aranha, Aluizio Azevedo, Arthur Azevedo, Nina rodrigues, Teixeira Mendes,João Lisboa…, ou seja, o Panthron Maranhense – que muito influenciou e tem influenciado no modo de falar do maranhense – se utilizou muito da velha máquina, mas à época deles. Acho que alguem que já sabe da criação da internet e de sua importância é que deve ter postado, para este Diogo, aqui neste Diário. Será, também, que não sabe que o modo como as pessoas falam está ligado ao padrão cultural herdado e não a normas que tentam medir o nível de formação de cada indivíduo? – Bom! o que eu posso garantir a esse sujeito é que: “Se eu puser um pescador da Raposa – uma colônia de pescadores da ilha de São Luis – para conversar com este ele, tenho plena certeza de que a entonação, a clareza na articulaçao vocabular e a concordância verbal serão melhores do que a dele. Agradeço a Zander, por ter feito sua uma boa parte da defeza que eu faria minha.
    Tenho o privilégio de falar com sotaque maranhense, mas tenho plena certeza de que é melhor, ainda, auvir outros sotaques, conviver com estes e, sobretudo, respeitar as diferenças regionais e culturais, ora pois, pois! Qual a importância de nós, brasileiros -que somos, ficarmos tentando sobrepor um ao outro? Vivamos em harmonia e aprendamos a conhecer melhor o nosso amado
    Brasil.

  91. Rui disse:

    O que eu percebo é uma grande soberbia entre cariocas e paulistas aqui, sou cearense de Fortaleza e digo à todos vocês que mesmo dentro de cada estado há diferenças linguísticas, sou ator e tive aulas para neutralizar o sotaque, mas essas aulas não tinham como padrão o sotaque do rio ou de qualquer outra zona do Brasil, haja visto que não há essa história de sotaque padrão, o que há no Brasil é uma imposição da mídia para que o sotaque seja o de determinada zona, no caso o Rio de Janeiro, já que a Globo está situada lá, mas nem de longe o sotaque do Rio se parece com o de Portugal e desde quando sotaque é algo oficial, até mesmo porque sotaque é uma simples variação de fonemas e formas linguísticas. O Rio “FOI”, verbo no passado, a 50 anos atrás a capital do Brasil, mnas não é mais, então se algum sotaque tivesse que ser o oficial seria o de Brasília, que “É” a capital do Brasil, e mesmo em Brasília não existe um sotaque definido, porque é a cidade que teve a maior miscegenação em sua população, devido a grande quantidade de gente de todo os estados brasileiros que se mudaram pra lá para realizarem sua construção, ou seja não há sotaque oficial, o Brasil é um país altamente miscigenado e não tem como se definir qual parte fala correto ou não, porque simplesmente não existe isso e sim existe uma maneira paricular de se falar o Português em cada parte do Brasil e me desculpem cariocas e paulistas, mas vocês não são referências para nada no Brasil, porque o Brasil não se resume a vocês simplesmente, mas vocês fazem parte do Brasil assim como todos os outros estados fazem também!!!

  92. Edgar disse:

    O mais engraçado é que o tema é sobre sotaque carioca,
    Mas insistem em citar o sotaque paulistano, que é bem
    diferente do sotaque interiorano e litorâneo de Sampa…
    Será que dá pra esquecer Sampa, pelo menos por um dia, velho
    Para de atirar pedra na gente, estamos aqui de boa trabalhando
    e vocês ai tudo apedrejando a gente…vão trabalhar bando
    de preguiçosos…

  93. Clariinha disse:

    Sou de Natal, e a minha tia é do rio. Nossa eu acho muiiiito engraçado o sutaque do rio, sei lá eles trocam o S pelo X, é bem diferente do meu, mais o sutaque nordestino é bem engraçado tb.Eu visitei o rio, e realmente a cidade é mt,mt,mt,mt linda e o geitinho carioca de falar tb é fofo. Estou morando em Belo horizonte e muiita gente zomba do meu sutaque, as vezes fico meio irritada, foe por isso que começei a pesquizar sobre os sutaques das regiões brasileiras e achei bem interessante! Só que muita gente acha que só o sutaque do rio ou de são paulo é correto ! Nada disso, nós do nordeste e de todas as regiões do brasil falamos tão corretos quanto são paulo, e o rio ! Pode ser até que o sutaque carioca seja o oficial, porém naum é motivo para discriminar as outras regiões do Brasil !

  94. Camila disse:

    Belo tópico. Sou sorocabana, logo, sou paulista. Acho inútil a briga entre brasileiros pela questão do sotaque (algo sem fundamento afinal somos todos nascidos no mesmo país), e como opinião não se deve ser discutida e sim ouvida ou lida, exponho aqui que acho um tanto quanto estranho e feio o sotaque gaúcho e nordestino. Cansativo o sotaque carioca. Engraçado o sotaque paulista e por fim uma graça o sotaque mineiro. Viva o Brasil !

  95. wellington disse:

    sou do Pará, mesmo lá tbm tem sotaque regional, morei em uma cidade perto de Belém(leste), e em Santarém que fica na ponta extrema do estado(oeste). quando eu morava lá eu achava que não tinha sotaque, (apenas algumas gírias falados só lá) era fácil de perceber os sotaques nordestinos e sulistas principalmente. eu já li que o sotaque maranhense, Paraense e carioca são parecidos,mais mesmo assim se diferem muito principalmente por gírias.moro no rio,só aqui eu vi perceber a diferença entre os sotaques. La no Pará usamos muito o “ti”,tipo pra/para ti. Aqui no rio não, não sei se minha entonação mudou, para mim é difícil analisar!
    Para mim o sotaque carioca é bonito de ouvi,
    Confesso que alguns soam meio estranhos mais acho que uma questão de adptação

  96. João Sales Socorro disse:

    Olá a todos. Sou português e vivo em Portugal. A questão dos sotaques é verdadeiramente interessante. As questões que se colocam ai no Brasil em relação à utilização da língua portuguesa e aos diferentes sotaques, colocam-se de igual forma aqui em Portugal. Não há um sotaque perfeito, nem no Brasil, nem em Portugal. Não defendo que o Português de Portugal seja o correcto, e todos os outros estejam errados, ou tentativas de cópias do original. Obviamente que existem grandes diferenças, mesmo aqui em Portugal. O português do Continente é muito diferente do das Ilhas (Madeira e Açores). Mesmo no Portugal Continente as diferentes fazem-se sentir. O do Algarve (sul) é diferente do de Lisboa, assim como da região norte – por exemplo do Porto. Todos são diferentes, no entanto, todos são válidos, fazem parte das culturais locais. Digo mais, percebo melhor o Português falado no Brasil (seja Carioca, Paulista ou Baiano…) do que aquele falado nos Açores. Aqui em Portugal, os “SSSSSSS” e os “ZZZZZZZZ”, ou então os “CHCHCHC”, são uma caracteristica da região Centro Norte. A mim, pessoalmente, não me faz qualquer diferença ouvir falar um brasileiro, Angolano ou Moçambicano – todos são perceptiveis. No entanto, apenas acho estranho o facto de um dia em que me encontrava no Rio de Janeiro, dirigi-me a uma pessoa a solicitar uma informação. Ouviram-me atentamente e no fim disseram-me qualquer coisa como isto – ” é melhor perguntar a outro colega meu – ele é que percebe Espanhol. E esta………!

  97. jonathan disse:

    pow! falou e disse.

  98. pedro disse:

    porque voces não se respeitam? não existe sotaque oficial cara! voce não pode falar mal do paulistano porque ele fala alguma coisa puxada pro sotaque dele,nem do carioca se ele “chia” ao falar o S o X ou o CH. Nem dos gauchos ou qualquer região do brasil. pô é tudo uma lingua puxando um sotaque particular da região.

  99. verônica disse:

    caraca sou PARAENSE COM orgulho e digo aqui tem gente de todo o brasil principalmente filhos de milita,acho q n e inveja ,muito menos raiva e pq as pessoas n aceitam as diferenças dos outros …eu msmo flo muito variado xiannnnnndo….falo tú pq aqui as pessoas falam muito,flo muito zoando ou PATOTA ,GAIATO…e todos se respeitam meu cunhado q veio do RIO,,,FLAVA muito mau soque eu cheguei e flei :ou vc respeita ou volta pra sua cidade …e só PRA VC´S se situarem O belenense n imita o carioca ele xiaaa fla tú mas por influÊncia. e AGENTE E BRASIL POVO !TUDO E BRASIL!ORGULHO DE SER PARAENSE!

  100. Carla disse:

    O SOTAQUE CARIOCA É IGUAL AO DE LISBOA!!
    Uma coisa é voces assistirem um telejornal Português e outra é voces escutarem o sotaque de Lisboa, como é sabido o RJ foi capital do mundo quando era capital de Portugal e ficaram aqui todas as formas de falar da cidade de Lisboa(Ex-capital Portuguesa na época) Por isso repito, os Portugueses de Lisboa falam igual aos Cariocas, a gíria é igual, o sotaque é parecido e o mais curioso é que os cariocas entendem o sotaque de Lisboa e o das outras cidades Portuguesas de fato parece uma outra língua para eles…

  101. Eliel Martins disse:

    Meu irmão! fiquem sabendo que o sotaque faz parte da cultura do lugar, não adianta você morar em Caruaru,Pernambuco,(que é onde eu moro) e querer falar carioca ou paulista,tem certos idiotas que vão, passam seis meses e já chegam falando o sotaque,não sabem que se passam ao ridículo, temos que absolver as culturas da nossa terra, e mostrar-la em todos os lugares, seja qual for o lugar, o mundo tá globalizado.visitem Caruaru,em Pernambuco,vocês vão ver o que é a cultura de um povo, temos a maior feira ao ar livre do mundo,temos o melhor São João e tambem somos o maior centro de artes figurativas das Américas,graças ao grande Mestre Vitalino,aquele dos bonequinho de barro,lembra.um abraço.

  102. Pedro Smüttzer disse:

    Eu sou do Rio e falo esse sotaque, mas tenho que dizer que não concordo com a afirmação que diz que “o sotaque carioca é o padrão do Brasil”, pois o único sotaque reconhecido como padrão é o “Sotaque Fluminense”, o que é falado no interior com a ausência do “s” chiado que é bem próximo ao paulista e ao mineiro.
    A cidade do Rio tem um sotaque diferenciado, sendo assim uma variação do sotaque fluminense.
    O sotaque do Sul Fluminense, por exemplo, é a mesma coisa que o sotaque padrão da Rede Globo.

  103. JullieJubs disse:

    eu sou carioca, e nao concordo!!
    pra mim, o melhor sotaque que pode ter, é o carioca! odeio o dos paulistas…
    e tem paulistas que ainda tentam imitar o sotaque carioca –’

  104. luis disse:

    Cara, que sem noção.
    No Rio eu não lembro de zombarem do sotaque alheio.
    É claro que rola uma zoação com paulistas, mas porra, todo carioca com cultura sabe que, por exemplo, São Paulo tem maior importância que o Rio hoje em dia.
    Ficar zoando do sotaque dos outros na frente da pessoa é escroto.
    E caralho, nós do Rio falamos com o “s” dos portugueses porra!
    Tudo bem não gostar, mas achar errado é ignorância!
    Abraços.
    é nóix!

  105. rildo disse:

    sou carioca,mas não gosto do x no lugar do s;eu sibilo quando falo por isso pensam que não sou carioca,embora eu nunca tenha saído do rio de janeiro;acho o sotaque dos paulistanos bonito,desde que seja suavizado,sem forçações de barra,como o :um momeinto ; dez por ceinto; e os excessos de erres e esses,; na realidade a minha opinião particular é de que alguns modos de falar não deveriam ser considerados sotaques e sim vícios, por exemplo: o vício na pronuncia do r se chama rotacismo e na pronúncia do s,sibilante, ou do z zetacismo.e dizer que o sotaque carioca parece com o português ou com o nordestino,como alguns disseram aí, é o mesmo que dizer que a capital do brasil é pequim.o sotaque dos portugueses é incompreensível;é muito mais fácil entender espanhóis falando do que portugueses.eu conheci portugueses cujo falar me parecia uma grotesca mistura de línguas eslavas e germânicas; e para quem não sabe há muitos países na europa e ásia cujos povos falam chiando;procurem nos cursos de idiomas do livemocha e de outros sites no google. eu tinha um vizinho paraíbano,que eu não entendia absolutamente nada do que ele falava.mas enfim,cada um fala como quiser.beijos.

  106. Renato Junior disse:

    Bom. O RESTO do país que me desculpe, mas o sotaque aqui do nosso querido Rio de Janeiro (a Cidade MARAVILHOSA), é o melhor e ponto final, por favor não nos invejem ;). Não há um só lugar desse país onde um carioca não encante as mulheres locais. Por exemplo, quando fui para a Bahia, a um ano atrás mais ou menos, foi uma loucura. As mulheres queriam saber como era o Rio, ficavam fazendo perguntas vazias e sem sentido, claramente só para puxar e continuar o papo. Era saco na certa, muito fácil! :) abraços à todosss! valeu!

  107. rock play disse:

    O melhor sutaque eu acho que é o de minas é maneiro de mais, o do rio não

  108. fco costa disse:

    Impressionante! Como nao existe uma consciencia cultural surge o desrespeito aas diferencas. Umas pessoas ficam achando que um sotaque eh melhor do que outro, etc. Tambem ja se defende hoje que o linguajar popular nao deve ser visto como erro, mas como variacao de fala. As diferencas culturais sao bacanas e surgiram de aspectos historicos, nao foi a toa. O sotaque de Portugal nao chia no “ti” nem no “Di”, isso foi uma variacao criada no RJ na epoca aurea do Radio (1930-1940) e que foi copiada por outros Estados, visto que o RJ era a capital Nacional, alem da capital da midia, etc. Esse chiado no TI e no DI eh uma distorcao fonetica, pois distoa da sequencia Ta Te Ti To Tu. Mas ser encarado como um aspecto cultural. Os Estados que nao chiam no Ti e no Di devem manter seu formato cultural, porque eh isso que produz a diversidade cultural brasileira.

    1. thais disse:

      eu adoro o sotaque carioca

  109. Danyelle disse:

    pra mim o sotaque carioca é simplesmente um erro de pronunciar palavras corretamente como os paulistas, mas eu me amarro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  110. Clarisse disse:

    CONCLUSÃO: A maioria das pessoas que vivem em outros estados tem inveja do Rio, tanto pelo sutaque quando o resto.. Quem não queria ter a praia mais famosa do mundo no seu estado e ser considerado morador da cidade maravilhosa? HAHA, tem pessoa que nen sabe de nada e quer da opinião, tipo a outra que falou que no Rio fala ”veío” FAIL.

  111. Sophia Magalhães disse:

    Realmente o Maranhão é um estado que fala corretamente o português. Sou cearense é quando converso com alguns amigos marenhenses percebo quão diferente(pra mim, em relação ao modo como falamos aqui no Ceará), correto e rico é o modo como eles falam.
    Sou cearense e tenho orgulho do modo como falamos!

  112. Kamila disse:

    Eu sou Maranhense e, sinceramente, eu não tenho discriminação nenhuma com os sotaques dos outros estados do Brasil. Adoro o modo de falar dos cariocas, dos paulistas, do cearenses, dos baianos, etc… Por aí vai! Continuemos assim, sem conflitos, sem preconceitos, cada um com o seus gostos, com o seu modo de vida, com os seus sotaques. E a questão de que o português brasileiro mais bem falado é do Maranhão, eu, do fundo do coração, não me importo. Se é? Legal, se não é? também não faço questão. Falou e tá falado. Mas, sempre há algo que é inevitável… Nós fazemos parte desse Brasil e, eu não tenho vergonha ou não gosto do meu sotaque ou de outros, todos nós somos uma união só.

    Eu tenho orgulho, e isso NINGUÉM tira de mim… Nem por baixo de murro… kkk…

  113. Yanne Marriel disse:

    Vocabulário dos Cariocas

    • O sotaque dos cariocas é o mais neutro. Eles entendem quase tudo que pessoas de outros estados falam. Mas vai botar um Gaucho pra falar com um cearense, até se tem dificuldade para encontrar similaridades. Falam que os cariocas falam ‘chiando’. Mas creio que a maioria não sabe o porque disso. Antigamente no Rio de Janeiro, viviam 2 milhões de Portugueses, e todos os portugueses falam chiando. Por isso o chiado do carioca. O Rio é a cidade mais Portuguesa do Brasil. Muitas emissoras de TV usam como padrão o sotaque dos cariocas. Os nordestinos, gaúchos, mineiros, paulistas, cearenses… Todos eles ao ligarem uma TV vão ouvir o sotaque carioca, pois a maioria das emissoras, principalmente a Rede Globo, usam o sotaque carioca. O sotaque carioca também tem variações, tem o do surfista, tem o do favelado. Além disso os sotaques bem mais carregados não é o sotaque do carioca. De uma maneira geral, os cariocas verdadeiros, da zona sul, zona norte e zona oeste falam de um modo meio que igual. O Brasil todo fala as gírias do Rio de Janeiro! Já o Rio não fala e nem quer saber das gírias dos outros. A língua é dinâmica, está sempre recebendo influencias e se modificando. Mas vamos falar a verdade, não existe um melhor e nem pior sotaque, cada região do Brasil fala de uma forma! E isso se chama diversidade. Vai falar que você não gosta de uma boa diversidade? Ah, fala sério! (Risos.)

  114. adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!"

  115. Edilene Silva disse:

    sabado… trabalho de port!!!!!

  116. esse texto nao me ajudou em nada

  117. Bianca Alves disse:

    bah eu qria algumas coisas e nao serviu porra nenhuma

  118. eu queria exemplos e nao serviu pra nada.
    (aff)

    1. Dayane Oliveira Quintino disse:

      eu tambem !!

  119. Bicho, só admite que é um sotaque fudido…

    1. Kra tu é baiano, o sotaque mais escroto do mundo… parece miado de gato que tá morrendo..

    2. Camila Rita disse:

      ne kkkkkkkkkkkk

    3. VICTOR, DEIXA DE SER IGNORANTE, VAI LER MAIS PARA FICAR INFORMADO. O BAIANO É O POVO MELHOR DO MUNDO, O ÚNICO QUE NÃO TEM SOTAQUE. SEGUNDO A REVISTA "TIMEGOOD" O BAIANO É O MELHOR POVO DO MUNDO, QUE NÃO FALA COM SOTAQUE.

  120. [...] passada o Marco Antonio, leitor aqui do Diário do Rio, resolveu a pendenga deste post e me mandou um email dizendo que SIM! O carioca tem o sotaque oficial do Brasil. De acordo com ele [...]

  121. Neyri Matos disse:

    Guilherme Briggs! *———–*

  122. CHIA MAIS QUE RATO NO ESGOTO, KKK…

  123. Matheus du Serrao disse:

    ai eu so carioca.. e to morando no espirito santo e descobri q as mulher se amarra em um carioca…kkk

Facebook

Novidades por e-mail

Se quiser receber nosso conteúdo no seu email, inscreva-se no campo abaixo

Social

  • Feed
  • YouTube

Destaque

Foto-de-Sheila-Tostes.jpg 4 motivos para amar a mulher carioca?! - Já diria o poetinha “A mulher carioca tem tanta coisa que nem sabe que tem” e o site MHM fez uma lista com os motivos para se apaixonar por uma carioca.
© 2012 Diário do Rio de Janeiro. Todos os direitos reservados. Conteúdo e Publicidade do Blog