19/01/2010

O Misterioso Trem Fantasma do Rio de Janeiro

TremnoRiodeJaneiro thumb O Misterioso Trem Fantasma do Rio de Janeiro Ontem o Rio de Janeiro teve mais um de seus momentos únicos, um trem sem condutor percorreu seis estações ferroviárias, entre Ricardo de Albuquerque e Oswaldo Cruz. Teria ocorrido um problema técnico e o condutor estaria do lado de fora verificando um outro possível problema.

 

Os trens, metrôs e barcas (todas concessões do estado) tem sofrido vários problemas nos últimos meses sem nada seja feito. Inclusive o metrô antes tão bem visto pelos cariocas já é motivo de várias críticas, quem acompanha o Twitter sabe. E sobre os trens, para piorar, mesmo com tantos problemas a SuperVia terá sua concessão renovada por Sergio Cabral até o ano de 2048

Sobre o trem fantasma, aé o momento o governador Sergio Cabral não deu entrevistas chamando os passageiros de vagabundos, preguiçosos e que estavam matando a hora do trabalho para ficar brincando em um parque de diversões. Como disseram no Twitter:

Percorrendo três estações do subúrbio completamente desgovernado e em alta velocidade, a viagem do trem tentou simbolizar o espírírito político do Governo do estado do Rio, algo completamente acéfalo.

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Categorias:
Governo do Estado, Sergio Cabral, Transporte

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  • Elisa

    E vcs acreditam que o representante dos ferroviários disse que o “problema” teria acontecido pq provavelmente quando o condutor saiu da cabine para verificar uma falha do lado de fora da composição, um suposto passageiro maluco apertou o botão que dá partida no trem?

    Piada, só pode!

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Daqui a pouco o governador vai dizer que foi um vagabundo que apertou o botão

  • André Delacerda

    Apertem os cintos que não há nos vagões, pois o trem perdeu o rumo, ou melhor a empresa perdeu o caminho…

  • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

    Na linha 4 de São Paulo que será inaugurada este ano (já que lá se faz metrô) os trens operarão sem condutor. Mas são modelos “driverless”, feitos para isso.

    Na linha 1 do metrô do Rio já chegou a ocorrer viagem sem condutor, mas por ter piloto automático na linha (uma coisa que parece trilho e fica no meio dos trilhos dá a instrução ao trem). A viagem foi teste, pois o sistema eventualmente depende de ajustes do condutor.

    Não conheço a cabine de comando dos trens. Mas eles não são conduzidos como os veículos automotores, onde a direção é constante, ou ao menos um pé tem que pisar a embreagem ou o acelerador. Sequer a direção é determinada na cabine. Praticamente o que se decide lá é se o trem anda ou não anda. Se isso é determinado por um botão, um mau contato pode ter resultado no ocorrido. Se é uma alavanca, foi alguém que puxou. Acho difícil alguém ter dado a volt, entrado na cabine acionado o movimento e ter saído da cabine antes do trem se movimentar… O risco de fato seria o de colisão com um trem a frente. Nenhum outro como o trem virar descarrilhar ou coisa do gênero.

    Cabe apurar se este tipo de problema ocorre com mais frequência, pois pode ser que normalmente o condutor esteja lá para resolver.

    Engraçado é que sempre que eu observei a cabine havia várias pessoas dentro. Se tivessem duas dessa vez… Outro erro foi deixar o pessoal a pé ao invés de providenciar um condutor, pois conduzido o trem não teria problema.

    • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

      Ah, sim… o risco de colisão é uma coisa grave à qual não deveríamos estar submetidos. Principalmente não dessa forma. felizmente não aconteceu. O trem pode não ter sido aproveitado para continuação da viagem por conta de ser periciado. Aí sim…
      Vamos esperar as apurações a respeito.

      • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

        O grande problema aqui é a sequuencia de erros que vemos no setor do transporte, nem no governo Garotinhos víamos isso e olha que a imprensa não dava mole.

      • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

        Ah, no horário de pico, se fosse um trem parador, muito provavelmente ocorreria a colisão. No semi-direto, o risco é menor. O choque ocorreria na Central se deixassem… Pois só pararia em Madureira, Cascadura e Engenho de Dentro, ode dificilmente encontraria um trem parado.

        mas os passageiros só devem ter notado algo estranho ao não parar em Deodoro, pois não se tem visão para a cabine do condutor. O trem de fato faz picos de velocidade a 100 Km/h. Pior deve ter sido a desaceleração.

        Se isso acontecesse num trem parador, a viagem teria uma derradeira parada…

        • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

          Buscando informações, o sistema é operado por alavanca. Há ainda um sistema e segurança, chamado “homem morto”, que para na falta de alguém na cabine.

          Esperemos o laudo.

          • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

            Ou seja, algo de muito estranho aconteceu.

    • Elisa

      Eu ja trabalhei na oficina da SuperVia (sim, consertava trem, n é piada) e posso dizer que a manutenção das composições é RIDICULA! Os modelos “900″ que são os mais comuns no Ramal Japeri, são trens muito antigos, com pouca manutenção preventiva (pra n dizer nenhuma) e praticamente sem condições de carregar pessoas já que o sistema de freios é pifio! Mais cedo ou mais tarde algo como isso aconteceria.

      E respondendo a pergunta feita por um dos meninos, o que “dá partida” no trem é uma alavanca que serve como chave para ligar o motor e fica na posse no maquinista. Ou seja, ele tem que carregar consigo para onde for… Sem ela o trem não liga.

  • Pingback: Jorge Picciani veta CPIs do Metrô e Trem na ALERJ | Diário do Rio de Janeiro

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