29/12/2008

"Nada do que você já leu ou ouviu dizer sobre a Cidade da Música dá idéia do impacto de uma primeira visita."

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Um vendaval imóvel

Luiz Paulo Horta – O Globo

 

Nada do que você já leu ou ouviu dizer sobre a Cidade da Música, na Barra da Tijuca, dá idéia do impacto de uma primeira visita. Depois que se sobe a rampa principal, chega-se a uma espécie de planalto de onde se descortinam horizontes imensos.

 

Por cima e em volta de você, um projeto arquitetônico que é enorme, mas surpreendentemente leve — talvez porque não haja, ou não se percebam, linhas retas. A impressão é de que você está no meio de um vendaval imóvel, com os planos sinuosos de concreto que parecem velas.

Você olha para cima e os espaços se desdobram, como se não fossem acabar nunca. Não conheço nada de remotamente parecido no Rio de Janeiro; e a primeira impressão é de um triunfo arquitetônico, de uma criação original e bem acabada.

Escadas rolantes também imensas levam você à grande sala de concertos e, quando se atravessa a porta, a tentação é dizer “oh!”. É uma sala semelhante ao que há de melhor no mundo, com a platéia descendo suavemente até o palco, camarotes elevados que parecem pairar no espaço, e que se movem. Na noite de sábado, a sala estava em seu “módulo ópera”, com uma cortina negra ao fundo. Mas para concertos sinfônicos, os camarotes podem girar de modo a rodear a orquestra por todos os lados, como acontece, por exemplo, na Filarmônica de Berlim.

 

Faltava conferir a acústica.

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O Hino Nacional regido pelo maestro Roberto Minczuk, à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira, talvez não fosse um teste válido.

 

Mas já soou muito bem a “Abertura Carioca” composta por Edino Krieger especialmente para a ocasião — uma “colagem” da vida musical do Rio de Janeiro, em que percebemos a presença do samba, do choro, da marcha, tudo isso costurado por sugestões da “Cidade Maravilhosa” e pelo superior artesanato de Edino.

 

Depois, Mozart, que é a melhor maneira de “consagrar” uma sala de concertos: abertura das “Bodas de Figaro” e um “Exsultate Jubilate” que teve a participação brilhante da soprano dinamarquesa Sine Bundgaard.

 

Mas o teste definitivo veio com a suíte do “Cavaleiro da Rosa”, de Richard Strauss, uma das partituras mais fascinantes da música do século XX. Desta vez, foi uma explosão de cores, a OSB respondendo bem às sugestões do maestro. É a grande orquestra wagneriana que Mahler aperfeiçoou e Richard Strauss levou a requintes de sensualidade.

 

O som corria bem, e nesse banho de música a sala podia considerar-se definitivamente inaugurada. Mas ainda houve uma segunda parte, no estilo dos concertos de Ano Novo da Filarmônica de Viena: valsas de Strauss, a genial abertura de “O Morcego” e uma ária dessa deliciosa opereta de novo interpretada por Sine Bundgaard.

 

A classe musical, no final, estava entre eufórica e estupefata.

 

É claro que ainda há quase tudo por fazer ali — sobretudo, arranjar dinheiro para a manutenção desse vasto complexo. Mas é um complexo cultural que muda a fisionomia da Barra, que incorpora muita coisa além de uma sala de concertos, que pode ser a sede da Sinfônica Brasileira (até agora sem casa própria). E não é coisa que seja feita só para o deleite da Zona Sul: pela Linha Amarela, a Cidade da Música está próxima da Zona Oeste, onde há muito mais apreciadores da boa música do que se costuma imaginar. Vamos torcer para que dê certo.

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Cidade da Música, Destaque, Rio de Janeiro

Comente!

  • Ruan

    Que bom que os senhores da imprensa começam a esquecer o lado político e passam a enxergar os benefícios de ter uma obra como a Cidade da Música no Rio de Janeiro.Agredir tamanho empreendimento apenas por perseguição ao administrador de nossa cidade é uma demonstração clara de como nós integramos um povo despreparado para a discussão política,fazendo com que a maioria dos governantes não se esforcem para a realização de grandiosidades como a em questão.É preciso ter imensa coragem e,por isso,César Maia merece aplausos mil,pois enfraqueceu sua popularidade em nome de algo que considerou benéfico.Aos críticos da Cidade da Música resta a seguinte dúvida:como alguém pode cobrar tantos investimentos em educação se estes mesmos indivíduos impedem o desenvolvimento da cultura?Lembro de uma professora de geografia,de renomada instituição carioca,a qual tive que abandonar as aulas após críticas ferrenhas ao Guggenheim.É possível um promotor da educação criticar obra difusora de cultura?!Até pq o Guggenheim trazia cláusula contratual das melhores à arte brasileira,pois a prefeitura estaria obrigada a investir R$1 milhão ao ano em artistas nacionais.Bem verdade que o prefeito estaria assumindo um compromisso que estrapolaria sua administração;porém,seria extremamente válido à nossa arte.Fazer o quê se não estamos preparados politicamente para a construção de uma nação desenvolvida.Se aceitamos criticas opositivas a projetos do gênero dos citados como se fossem nossas (afinal,políticos criticam seus opositores;cabe a nós filtrar a politicalha para aceitarmos o bem construído), é pq temos espírito atrofiado.
    Felizmente a Cidade da Música saiu do papel.Uma pena o mesmo não ter acontecido ao referido museu,pois teríamos uma grande grife artística internacional empenhada na recuperação da zona portuária.Parabéns a todos que se esforçaram para que fossemos brindados com tal monumento:um verdadeiro complexo cultural. Comemoremos com muita música!

  • Elesbão

    Essa conversa de “enfraquecer a popularidade” soa como discurso caxias para um ato que é mais fácil de ser feito ao final de um ciclo. Será que haveria a mesma “coragem” em um dos mandatos intermediários?
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    Quando ao Guggenheim e seu contrato aparentemente leonino, talvez fosse mais interessante e *original*, por exemplo, investir no combalido Museu Nacional, em parceria com a União; expandí-lo, espalhá-lo mesmo até a Zona Portuária. Equipamentos culturais são fundamentais, por certo, mas uma Cidade da escala do Rio deve se contentar com algo mais que um Museu de grife, com filiais mundo afora. Fica parecendo Las Vegas ou Dubai, cidades cenográficas.
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    Neste ponto a Cidade da Música é infinitamente melhor, pois trabalha com conteúdo original – apesar do nome –, e gira em torno do que a Cidade produz de melhor, de mais reconhecido. Polêmicas sobre a viabilidade e a destinação das verbas são naturais, e é ótimo que existam. Às vezes parece existir um viés maniqueísta, talvez herança militar, que resume tudo a críticas OU elogios. Não é por aí.
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    E mais: faltou clareza ao Prefeito, que agora traça com desenvoltura os problemas advindos da conservação da Cidade, mas que, no início, malandramente, passou calado. Coragem?
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    Cesar Maia fez coisas fantásticas pelo Rio, principalmente levando em conta a ressaca pós-capital em que ainda nos encontramos. Fez grandes cagadas, também. Normal. A Cesar o que é de Cesar.

  • Joao

    Mágico! Essa palavra resume como foi o conserto, tive a felicidade de poder estar entre os convidados dessa inauguração e pude ver com meus olhos tudo aquilo que até então só tinha visto em vídeos, fotos, ou na minha imaginação através da leitura. Muito belo, a sala de música, FENOMENAL, tudo do mais puro bom gosto, custo de obras de primeiro mundo para uma obra de primeiro mundo.
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    Não sabia, mas o arquitedo dessa “cidade das artes”, como disse nosso prefeito, era disputado entre Rio e NOVA IORQUE para uma construção do mesmo tipo, o Rio venceu, para vermos que não é um zé ninguem, é alguem renomado internacionalmente. Se fosse em NY todos babavam, mas como é no rio tem que ter alguem reclamando não é?
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    Noite de gala para uma apresentação de gala de uma construção monumental e para sempre.
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    Tenho minhas dúvidas de que se SP fizesse o mesmo os babões da imprensa falariam o que falaram do Rio.
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    Diário, tenho aqui o panfleto com o nome dos músicos, das músicas tocadas e dos responsáveis, fora o meu ingresso, se quiserem a imagem me coloco a disposição, só me mandar um email pedindo.

  • Ruan

    Só para esclarecer o nobre colega,Elesbão,a Cidade da Música foi sim um ato em mandato intermediário,não percebemos isto pq no período das eleições de 2004 ainda estava em fase de tratamento de terreno para o início das obras estruturais,o que não chegou a despertar a voracidade política de ataque à reeleição do prefeito.(mas ñ estou aqui discutindo a prefeição administrativa:concordo qd fala em erros e acertos,pois isto é a verdadeira política.O dia em que eu tratar um governante como empreendedor de maravilhas apenas,me afasto de qq consideração sobre política)
    Quanto à comparação entre tal empreendimento e o Guggenheim,estou muito satisfeito em ver o primeiro sair das pranchetas;porém,não descarto a idéia de que o museu somente teria a acrescentar:duas obras de grande valor e com importante conteúdo e capacidade atrativa.É comum esbarrarmos em discursos como o do colega de que já basta a ampliação do Museu Nacional.O próprio Gilberto Gil,Ministro da Cultura quando escolhida a cidade do Rio de Janeiro para o recebimento de uma filial do Guggenheim,discursou frente a inúmeros veículos de comunicação dizendo que o Rio tinha museus demais para se preocupar em receber mais um.Nessa hora penso que não interessa a questão de se ter ou não verbas,mas um Ministro cuja função é zelar pela cultura surgir diante das câmeras para criticar a instalação de um grande habitat das artes me soa como alguém que não exerce seu trabalho com qualificação suficiente.Isso sem deixar de lado o fato de que este mesmo ministro havia defendido a instalação do mesmo museu em Salvador–para os que não lembram,o Guggenheim foi disputado entre algumas capitais brasileiras,como Salvador,BH,Porto Alegre,SP e mais alguma que possa ter esquecido.O interessante foi ver que os mesmos que brigaram pelo museu caíram de pau sobre a vontade carioca de erguê-lo:por isso comento sobre a politicalha envolta no espírito nacional.
    Ah,não posso deixar de lembrá-lo que o Museu Nacional não destina suas atividades à arte.Os que assim o fazem são insuficientes,mesmo com excelente acervo,como é o caso do Belas Artes;dessa forma,ampliar suas atividades à zona portuária seria incrível,mas não podemos comparar ao Guggenheim por não se tratarem de mesmo ambiente.É claro que concordo que o Nacional pode atuar em conjunto com o Aqua-Rio (planejado dentro de uma proposta de revitalização do porto),desde que este saia do papel,já que agora teremos um novo administrador,que deve estar muito mais preocupado em aparecer diante das câmeras,já que decidiu seguir os passos do nosso ilustre governador,que é quase um BBB em matéria de estrelismo midiático.
    Não encerraria este debate sem antes comentar,também, a questão das cidades ditas cenográficas pelo colega.Já que o Rio optou por sua capacidade turística como alavanca ao desenvolvimento,saber ser cenográfica deve ser a maior característica da cidade.Afinal,o turista não busca a realidade do cotidiano,mas as invencionices paradisíacas que um ambiente possa criar.Dubai pode ser cenográfica sim (e digo que não espero nada de mais daquele lugar,apenas sinto curiosidade em ver o deserto se transformando em uma ilha de fantasias);porém,essa cenografia vem lhe garantindo a atração de bilhões de dólares anualmente.Será que vc vê algum problema nisso?!Os EUA são um país extremamente cenográfico,que através da sua indústria cinematográfica transmitem a perfeição de suas ruas:isso fez desse país o maior do mundo,a terra das esperanças;mas…ñ existe pobreza e violência nos EUA? Maquiando a sua imagem os americanos garantem a atração de uma fortuna mensal em turismo e investimentos,o que os faz investir no combate à–veja que curiosidade–pobreza e violência.Não precisamos esconder nossa realidade,mas devemos saber qual a proporção de verdades que podemos contar sem trair a nós mesmos.Fazer do Rio uma Dubai não seria de má idéia;afinal,falta um grande investimento no turismo de luxo para a nossa querida cidade.Saber conquistar o grande capital uma hora será necessário para não permitir que o turismo atrofie,pois são os representantes do “luxo” que mais facilmente podem divulgar nossa vocação,sem nenhum esforço,apenas estampando jornais com fotos em nossas praias e ruas.
    Enfim,deixemos a discussão de lado e brindemos a inauguração da Cidade Maravilhosa da Música!

  • Marco Antonio

    Viva A Cidade Da Musica Roberto Marinho!!!

    Viva a Cidade do Rio de Janeiro, Capital Cultural do Brasil, quica da Ameirca Latina!!!

    Uma vaia para todos os invejosos que vivem para xoxar a Cidade do Rio de Janeiro.

    A Cidade do Rio de Janeiro e muito bem servida de transportes. Todo invejoso e infeliz, residente na cidade do Rio de Janeiro, pode abandona-la de aviao, navio, trem, onibus, automovel ou a pe.

    Entao…

    Reunam seus paninhos de bunda e pe na estrada. O Brasil e grande, as Americas enormes e o planeta maior ainda. Ha de haver algum lugar onde estes infelizes xoxadores possam ser felizes. E nos deixarem em paz.

    So para matar a pau, vou repetir a mesma frase de sempre. Doa a quem doer!

    ” Depois da Cidade da Musica Roberto Marinho, o abismo cultural que separa a Cidade do Rio de Janeiro do resto do pais ficara ainda maior!”

  • Elesbão

    Ruan,
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    Entendo a questão do “não ser intermediário” quando ao início, mas a polêmica dos progressivos orçamentos estourados – que é o fato concreto sobre a obra –, parece-me posterior.
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    Quando à politicagem do Gil e de outros pelo Guggenheim, não há muito o que dizer. Os interesses, ali, passam ao largo dos nossos. Quando exemplifiquei com o Museu da Quinta, só quis lembrar da velha questão de capacitação do que já existe. Não sou contra qualquer nova instalação na Cidade, sendo mesmo o Museu do Biscoito Globo, o que for. Só imagino, que, numa operação de vulto financeiro como a do museu estrangeiro, que me parecia quase toda nas costas do poder público, o que poderíamos de fato ganhar com a dependência de uma administração além-mar, vinculada a interesses minimamente brasileiros? Seria um tiro no escuro, e apostar apenas na grife não seria uma garantia plena, imagino, pelo menos para uma Cidade do nosso porte. Como anda Bilbao? Ignoro, mas vejo como um aspecto interessante a observar, o fato de não ser em Madrid ou Barcelona.
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    O Rio, como pólo irradiador – decadente ou não –, precisa trabalhar a própria identidade. Se querem levantar o Museu no Pier Mauá, que o façam, mas entregue a coleções e administração Nacionais, garantidas, como é o comodato com o MAM. Se o Guggenheim é nesse modelo, eu desconheço, e retiro aqui a crítica.
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    Falando em museu, e o Prédio de Tupi, que deixou de ser o espaço público para virar filial de uma faculdade medíocre (conheço quem estudou) em um local longe de ser apropriado?
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    E quanto à opção “Las Vegas/Dubai”, meu problema não é com dinheiro algum. Tudo se justifica, respeitando pessoas e instituições. O problema é que tais cidades optam pelo crescimento centrado em cópias, em reproduções externas. Dubai, que poderia apresentar ao mundo a riquíssima herança cultural do entorno, está preocupada em montar uma filial do Louvre, que, sabemos bem, terá mais do nome que do conteúdo. É como o povo que compra título de Conde, a meu ver. O Rio, criador e emissor, deve exportar.
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    No mais, só continuo o papo numa mesa de bar.

  • Dado

    Devo ser um peixe fora d´agua nesse blog, mas ao passar por lá esse fim de semana tudo o oque eu vi foi um monstrengo inacabado. A inauguração foi uma politicagem das mais baratas, ainda se tem muito o que fazer, e pra ser sincero duvido que acabe ainda no primeiro semestre de 2009. Noves fora, nada que se poste aqui justificará o estouro no orçamento inicial. Algum dia essa coisa de R$ 500 milhões será útil? Talvez…mas falam tanto em coisas para os cariocas se orgulharem…que tal começar preservando o que já temos? De fato, alguns de nossos principais cartões postais estão entregues as traças: vista chinesa, lapa, cinelândia…alguém aqui já foi no Real Gabinete Português de Literatura? O caminho é feito de camelôs, buracos e cheiro de urina…Seria mais barato e útil cuidarmos do que temos…

  • maria de fátima

    Pois é Dado, é um peixe fora d´água mesmo. pois você deveria tentar conhecer do orçamento de uma obra complexa como aquela. infelizmente os jornais distorcem as informações, e não mostram qual o planejamento do custo, ai a população pensa só que para se ergue a Cidade da Mpusica o faria só com 80 milhões. Para você ter a idéia, aquele teatro que pegou fogo em São Paulo esse ano vão ser gastos 75 milhões só para restaurar, imagina se fossem ergue um templo das artes como a Cidade da Música.
    Se fosse em SP o paulista certamente estaria orgulhoso com a obra, infelizmente alguns cariocas que parecem que só sabem das coisas ou só tem opinião pelo o que os jornais falam ficam criticando.
    Procura fazer um tor na Cidade da Musica, eu fui lá, tomeu aula com os engenheiros e vi o orçamento, sai com outra visão, pois antes a minha era igual a sua.
    Verdade, temos que preservar os monumentos, mas sabe a urina e os camelôs nos população poderiamos ajudar, não urinando nas ruas, que é uma tremenda falta de educação, e outra não comprando em camelô, que é um incentivo ao contrabando e o ilegal, se nós fizessemos isso, muita coisa mudaria não acha.
    bem é isso, tente se informar melhor, bom ano a todos.

  • Joao

    Concordo com a Maria de Fátima, não existem modos de se contruir algo do tipo com meia dúzia de moedinhas achadas na rua, são contruções caras, como foram todas as contruções que hoje são pontos turísticos de nossa tão maravilhosa cidade. Alguem aqui já parou pra pensar quanto custou a construção do “Bondinho” do Pão de Açúcar ou do Cristo, por exemplo? É, devem ter sido algo absurdamente caro, mas o que vemos hoje? Algo insubstituível!
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    Comparemos esse Taj Mahal, como os jornais tratam a cidade da música, com a Sydney Opera House, todos quando pensam em visitar Sydney não podem ir embora sem antes conhecer esse monumento às artes, que não foi barato para se contruir, diga-se de passagem. A cidade da musica inacabada já é mais moderna que a Sydney Opera House, então mais do que normal seria seu preço ser maior que a de lá.
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    Temos que parar com essa babaquice, não existe nada muito bom que seja barato. Alguem já compro terno armani a R$10,99? Não, então o que o leva pensar que uma mega contrução vai ser só 80 milhões? Agente tá falando muito mas depois que contruir acabou o gasto, teoricamente, por que os jornais não gastam sua tinta falando lá de brasília e a fábrica de gasto permanente que é essa sistemática criação de cargos e que gasta cerca de uma cidade da música a mais por ANO!!

  • Wilson

    Esse site me ajuda muito a entender porque o Rio se encontra na atual situação!
    Meus parabens ao autor.

  • sandra

    Eu acho que a populaçao da cidade do rio de janeiro devia exigir a finalizaçao dessa obra que vai valorizar culturalmente a nossa cidade. É um absurdo o eduardo paes ficar de picuinha e nao terminar -la, pois todos sabemos que quanto mais tempo passa, mas caro isso fica. E é tudo que ele quer inviabilizar a conclusao da obra, um atitude medíocre. Eu nao gosto do cesar maia , nunca votei nele, acho que essa ultima administraçao dele foi um desastre, mas sempre fui a favor desse projeto maravilhosos elaborado por um arquiteto de renome internacional. estou louca para conhecer a obra e assistir a concertos ali. Já colocamos muito dinheiro ali, por favor, seu prefeito deixa de ser vingativo e viabilize essa inauguraçao !

Destaque

Abre Cidade da Música Abre Cidade da Música - Já poderia estar funcionando há 3 anos e continua parada, fechada por picuinha política.

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