09/05/2008

Leblon e a especulação imobiliária

01 thumb Leblon e a especulação imobiliária O bairro do Leblon é o mais valorizado do nosso país, se não me engano o metro quadrado é de cerca de R$ 10.000,00, ou seja, um número de encher os olhos de qualquer um. Muito dessa valorização pode ser devido a APAC, que para manter a qualidade de vida do bairro proibiu a derrubada de alguns prédios pequenos para que se construíssem outros maiores no local. Se isso acontecesse poderia saturar o bairro, e sem dúvida mudando as carecterísticas da área.

Mas, como parece que a lei está para ficar, começou um movimento forte para pegar novas áreas para a construção de prédios. Tem o Batalhão da Polícia Militar, que viraria um condomínio, e um condomínio caro pela localização. E agora tem o Scala. Todos os terrenos pertencem ou são usados pelo Governo do Estado, que realmente poderia receber um bom aporte de capital com a venda dos terrenos.

Mas não acredito que os moradores do Leblon, com exceção de Cabral, estejam apóiem e estejam a vontade com esta sanha imobiliária. Tudo bem, o Scala é uma casa de shows, a cidade tem muitas. Mas o Batalhão? Para onde seria levado? Existe espaço livre na Zona Sul para colocá-lo?! Será que deveriam vender também os prédios dos Bombeiros no Humaitá e Copacabana e vender a iniciativa privada?

Mas bem que o Scala poderia ser usado para o Museu da Imagem e do Som, já que a maresia ali é bem menor que na Atlântica.

A foto é do site Antigo Leblon.

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Opinião carioca

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  • William

    Aquela área do batalhão era do Exército, por isso que o batalhão é tão grande e tem grande área ociosa. Eu, sinceramente, apóio o Governo do Estado na venda da área e aplaudo a iniciativa de limitar a área a casas. A Zona Sul já abrigou mais população que hoje se somente o asfalto for considerado. Não há pressão infra-estrutural na adição de uns gatos pingados. Não vejo nada de errado em uma eventual expansão do Shopping Leblon, aliás, eles bem que poderiam fazer uma boa oferta à Mitra pela Igreja da Cruzada São Sebastião, já que ela é uma construção feia do mesmo. Poderia ser uma cessão ou venda, mas, em ambos os casos, envolveria a construção de uma nova igreja nos moldes do Casa Grande e, quem sabe, um acordo que fizesse o shopping assumir o custeio mensal de energia, água e manutenção da igreja. Eu não tenho nada contra a especulação imobiliária, aliás, acho que o Governo do Estado e a Prefeitura podem usar a especulação a favor da população. A Prefeitura já deu exemplo com a APAC que está sendo coerente em defender a cidade contra a especulação, mas há vezes onde é bom fazer uso dela.
    Aliás, sou contra o MIS na Atlântica… Se uma grande obra vai ser necessária, ela tinha de ser feita no Centro, onde há sempre lugares para serem revitalizados.
    Ah, voltando ao batalhão. Ela vai continuar no mesmo lugar, só que em áre bem menor e com a frente voltada para a Mário Ribeiro, que aliás, também precisa, pois aquela parede ninguém merece, só acho será um erro se colocarem a saída da garagem na Mario Ribeiro. Tinham de mantê-la na Bartolomeu Mitre.

  • Elesbão

    Acho que o Scala poderia virar SESC, já que a cidade ainda carece de uma cobertura como a dos SESCs paulistanos (só pra fazer a velha comparação com aquela cidade).

    Mas o espaço renderia bem.

  • Sergio

    O post se coloca “contra a sanha imobiliária” mas obviamente está a defender a sanha imobiliária dos atuais moradores, que vem seu patrimônio imobiliário tomar proporções milionárias. Não querem novos apartamentamentos, pois uma questão básica de oferta e demanda. Trocar o scala por um museu novo também valorizaria ainda mais os imóveis dos atuais proprietários, engordando ainda mais os seus já muito ricos bolsos. E se fala em maresia… Vejo como muito razoável o Estado se desfazer dessa área de luxo, que é mal utilizada pelo Batalhão, reduzindo-o ou realocando, para receber um aporte grande e investir em outras necessidades, em prol não dos moradores do leblon mas dos moradores de toda a cidade, tão enormemente mais prementes!

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