25/02/2009

E o PMDB do Rio?

sergiocabral thumb E o PMDB do Rio? Antes do Carnaval o Senador Jarbas Vasconcellos deu uma entrevista à Páginas Amarelas da Veja dizendo que seu partido o PMDB era corrupto. E neste fim de semana seu colega de partido, o também Senador Pedro Simon, deu outra entrevista reafirmando que havia forte corrupção no partido.

 

O que foi dito por estes dois senadores é extremamente preocupante em nossa cidade, afinal o Prefeito Eduardo Paes, o presidente da Câmara é o Jorge Felippe, o Governador Sergio Cabral, o Presidente da ALERJ Jorge Picciani e o Senador Paulo Duque são TODOS do PMDB.

 

Vasconcelos e Simon não deram nomes mas é fato conhecido da relação que o PMDB tem com o governo. Daquela lista acima não há provas contra nenhum mas já houve alguns escândalos envolvendo o nome de alguns.

 

Vale lembrar que os Garotinhos também são do PMDB.

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Eduardo Paes, Garotinho, Sergio Cabral

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  • http://perspectivapolitica.wordpress.com Bruno Kazuhiro

    Com certeza existe o risco de o fisiologismo e o loteamento de cargos, característicos do PMDB de hoje, entre outras práticas um tanto nocivas como as licitações duvidosas, têm reflexo nas gestões do Estado do Rio de Janeiro e do Município do Rio de Janeiro que são levadas a cabo por membros da legenda. Infelizmente. É realmente preocupante, cabe aos que amam o Rio ficarem vigilantes.

  • joao

    Um comentário a parte, não tinha uma foto mais “Coringuenta” pro nosso Governador? Hahaha.
    .
    Bom, estamos na mão do PMBD, que pelo menos os nossos não façam parte dessa grande podridão que faz parte do partido.

  • Gabriel Sperandio

    Uma coisa de se tirar o chapéu, não pela ética, mas pela meticulosidade é o sistema de cativação do eleitorado. E tudo começa lá de cima: benefícios assistencialistas, o “sem o PMDB não se governa”, uma negociata de lá, uma chantagem de cá, uma linha de frente que troca um Garotinho de imagem gasta, por um Cabral mais carismático. Um voto casado 13-15 que faaz o Cabral parecer de esquerda (e o pior é que o Garotinho no partido reforça isso mesmo pra quem detesta essa figura…) A parte muita verba pra campanha e o esquema adaptado para fazer parecer que o Eduardo Paes era de esquerda e nunca teve nada a ver com o Cesar Maia. Ou seja, os caras conseguem cativar o público irrestrito de esquerda mecânica, o público beneficiado por programas sociais alienantes (sem porta de saida) e ainda se valem de algum recall para conseguir votos de setores menos a esquerda (imagem construida do Cabral e a do Paes, lembrando o Cesar Maia estilisticamente). De quebra, a máquina Universal vive com o Lula e sempre dá o apoio no segundo turno.

    Se bem que o sistema de cativação, reforçado com UPAs tiradas da cartola vinha falhando na Região Metropolitana. Estranhamente, não falhou no Rio.

  • Gabriel Sperandio

    Pessoalmente, acredito que se isso não for extirpado, ficaremos num meio termo entre reféns e escravos desse tipo de cativação.

    Coisas curiosas:
    - o Cabral pra quebrar um pouco da fama de que só anuncia resolveu fundir as linhas 1 e 4. Isso para não entrar num esquema onde a passagem de metrô custaria na casa dos seis reais. Mas muita gente que mora na Baixada Fluminense pega ônibus a esse preço. A participação do prefeito, simples até contou na mídia com um alto destaque, como se fosse necessário ser o dudu (um prefeito amigo) para fazer isso. Só sei que ficaremos com um trajeto troncho graças a essa preocupação com bolsos do pessoal da zona sul – Barra*;
    - Linha 1A. uma obrinha de “melhoria” feita pela concessionária, a mesma que ganha mais quilômetros na fusão das linhas 1 e 4, faz uma lambança fundindo as linhas 1 e 2 entre Central e Botafogo, pelo trilho que leva o trem do Metrô ao Centro de Manutenção… Ao invés de ligar o Estácio à Carioca, como projetado… Enfim, a concessionária ganha mais tempo de concessão (não vai ser no governo dele o tempo extra mesmo…);
    - nem o Vasco escapa. Depois de o PMDB rebaixar o clube**, agora está arrumando patrocínio de estatal. E uma estatal sem atividade comercial direta (e a atuação indireta é monopólio). A desculpa dos executivos de estampar a marca Eletrobrás numa camisa de clube é a mais imbecil possível: “Queremos que o Brasil conheça a importância dos projetos em geração, distribuição e comercialização de energia do Sistema Eletrobrás para nosso país”. E é impressionante, por exemplo, nas comunidades do Vasco no Orkut coisas como “vamos conseguir esse patrocínio porque o governador está do nosso lado, é vascaíno etc”. Pô, eu sou vascaíno, mas acho que governador não pode ter preferência entre clubes. Mas o pior é passar despercebido esse tipo de ação na torcida do Flamengo. Até porque com o Vasco na série B, isso nem incomoda;
    - muita blindagem dessa gente. Até meros anúncios ganham bastante crédito. O trem para a Ilha, ligado a Bonsucesso só foi anunciado que seria proposto à Supervia e ganhou manchetes como se a pedra fundamental tivesse sido lançada. Será que o governador turista em questão conhece Bonsucesso? Será que ele sabe que trem só faz curva leve e pra ligar Bonsucesso à Ilha, metade do Bairro de Bonsucesso teria que ser praticamente devastado? Enfim, ninguém precisa explicar os probleminhas técnicos…

    * nada contra as pessoas, mas fazer errado para poupar o bolso de quem tem enquanto não há preocupação com o bolso de quem não tem é demais;
    ** não confundir com elogio ao Eurico. Mas as características do Eurico não isentam o Roberto Dinamite de falhas, muito menos impedem que ele cometa erros graves, como de fato, cometeu.

  • Gabriel Sperandio

    Só pra fechar: o público entende como se exisstissem três PMDBs no Rio, o do Garotinho, o do Cabral e o do Picciani. O detalhe é que quando um está queimado entra outro PMDB no lugar. Para o público, é como se não interagissem, mas eles interagem e trabalham uns para os outros quando o importante é colocar a legenda lá. E ainda se vende como não tendo identidade. E qquando precisam de alguma identidade, fazem aparecer um “PT agora é 15″ em troca de apoios no congresso ou coisa do gênero. Enfim, estão muito mais empenhados em “conquistar territórios” do que em realizar.

  • http://diariodorio.com Diario do Rio

    Gabriel,
    vc fez um texto perfeito!

  • Jonathan Medeiros

    Bom, para começarmos a falar de política no estado do Rio, precisamos relembrar o nome de uma grande figura política e “padrinho” da grande maioria desses políticos do nosso cenário decadente. O estado do Rio não possui candidatos com propostas e ideais diferentes.
    No interior Garotinho conseguiu “mandar” em Campos novamente, na capital a filha está na camara de vereadores, em Brasília, Pudim está com a corda toda. Enfim, tudo que o homem bota a mão vira ouro?
    Contando que a população de campos é uma das maiores do estado do rio, o então ex-governador do estado do rio já saí com vantagem sobre os demais, lembrando ainda que a capital tem quem o apoie, a sua filha Clarissa, não estamos falando o nome do bispo Crivella, que talvez esteja “meio desanimado” com as últimas eleições, mas seria um grande cabo eleitoral.
    Não sou fã do garotinho como aquelas meninas eufóricas atrás do RBD ou coisa assim, mas sou obrigado a tirar o chapeu para o cara.
    Sou do interior por isso estou fazendo esta análise de forma diferente daí da capital.
    Verdade seja dita o PSDB em Campos já faz parte da base aliada em Campos, com realidade diferente na capital, ou seja um possível racha no PSDB estadual. Mas o PSDB do interior cada vez mais forte apoiaria a capital ou o interior, e o interior estaria mais bem representado por quem só vem nas enchentes ou quem está aqui a semana toda?
    Seria possível uma aliança entre Crivella e Garotinho em um mesmo partido?
    Enfim está tudo embolado sendo possível resolver somente depois que Garotinho decidir sua vida política, concluo então que de todos os ex-alunos de Brizola, garotinho foi o único que tirou 10 e foi aprovado com louvor!

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