07/04/2010

Chuva de ontem não foi recorde, 2006 teve maior

EmbaixoDAguaporFabianoCarnevale Chuva de ontem não foi recorde, 2006 teve maior Ao contrário do que andam dizendo parece que o temporal de 2a e 3a não foi recorde. Veja o que foi dito no blog do Sidney Rezende:

A meteorologista Marlene Leal – ela que estuda as variações do tempo no Rio de Janeiro há mais de 20 anos – afirmou que intensidade e quantidade de chuva de ontem não foram as maiores dos últimos 40 anos, como afirmam autoridades do Governo do Rio.

Segundo ela, no dia 18 de abril de 2006 choveu mais do que o temporal desta semana.

E agora Paes? E agora Cabral? Não vai dar para culpar os antecessores, né?

Foto: Embaixo D’Agua por Fabiano Carnevale

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Chuvas, Rio de Janeiro

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  • http://meupinguim.com/ Helbert Rocha

    Ah eu duvido q não tenha sido o maior de todos os tempos. Eu estava na Tijuca, tenho 27 anos e nunca vi tamanho horror. Parecia cena do filme 2012. Fiquei tão chocado que tirei o carro do estacionamento no térreo de um prédio na Av Manoel de Abreu perto do Rio Maracanã e coloquei logo no 3º andar pq achei q o mundo ia acabar de novo com outro dilúvio. Essa mulher q errou no cálculo. Meteorologistas erram demais.

  • henry

    alguém tem dúvidas que foi a maior?
    essa mulher ta viajando.
    o cabral e o paes estão de parabéns,mandaram muito bem,
    a lúcia hipólito e outros comentaristas políticos
    tb acharam o mesmo.

    • http://diariodorio.com Quintino Gomes (Editor)

      Henry,
      a sensação pode aumentar por causa da cobertura, inclusive por mídia social, e pelo fato de que alagou muito rápido, em menos de 30 minutos. Como não havia drenagem o desastre foi maior.

  • http://www.rafaeloliveira-rj.blogspot.com Rafael Oliveira

    Realmente eu nunca vi chuva como esta no Rio de Janeiro (no caso eu já vi em outras cidades e já até presenciei chuvas piores), eu acho que esta mulher realmente está errada. É a primeira vez que a cidade entra em um caos como este, chegando ao ponto de escolas e faculdades de toda a região metropolitana cancelar suas aulas, ainda mais em uma cidade que tem apesar de tudo, um bom sistema de galerias pluviais. E isso é até mesmo um merecimento tanto da atual prefeitura, como principalmente da prefeitura anterior que investiu nesta área.

    Mas realmente, o fato foi bem ordenado pela prefeitura e até pelo Cabral (apesar de eu não gostar muito dele), eu achei positivo também a população ter seguido a recomendação do prefeito de não ter saído de casa. Lula meio que repetiu por último o que os outros falaram, como se ele falasse primeiro, mas ele também se mostrou presente. Mas realmente governos antigos tiveram culpa na ocupação das encostas, o qual foi um dos principais problemas desta chuva.

  • manoel

    Antes de mais nada gostaria de prestar minhas condolências a todas as vítimas desta catástrofe.
    Apesar de ser um momento ruim cabe tocar no assunto dos Royalties, não moro no Rio e acho que os dividendos do petróleo são do Rio mesmo, porém assim como nos piores países africanos, a riqueza do petróleo não se converte em benefícios à população.

    É hora de o povo do Rio começar a cobrar que tamanha riqueza se converta em infra-estrutura. Sei que alguns vão dizer que o volume de água que caiu causaria isto até na Suíça e que a geografia do Rio… Mas como explicar os bolsões de miséria nos morros que despencam sobre os condomínios de luxo da barra, como justificar a manutenção da industria da miséria importada do nordeste com o único intuito de manter os currais eleitorais. Já a algum tempo acompanho as notícias de desastres causados pela chuva, só que dessa vez devido ao volume e principalmente devido a ter afetado bairros nobres se tornaram notícia.

    A culpa do desastre ao contrario de tudo que publicam é da corrupção sistêmica, da ineficiência histórica do estado em suas 3 esferas, da leniência e falta de educação do povo brasileiro. As águas vão continuar caindo mas graças ao Carnaval serão esquecidas com a juda da água que passarinho não bebe.

  • http://www.cariocaperdidoemsampa.blogspot.com Leandro

    Engraçado é notar que o que acontece pelo mundo é catástrofe e o que acontece no Brasil é sempre mero desleixo. É lamentável a imagem que nós brasileiros temos de nós mesmos.

    Ainda mais lamentável é o uso de tragédias para jogos políticos e/ou partidários.

    Falta infraestrutura? Sim, falta. Mas isso não é exclusividade do Rio. Por muito menos São Paulo passou semanas inteiras paradas. Triste realidade brasileira.

    E não venha Cesar Maia apresentar uma série de dados e números. Dados e números, o mero quantitativo, não explica nada por si. Ele também tem, sim, MUITA responsabilidade em tudo o que acontece no Rio. Foi prefeito desde a década de 1990. Como ele explica a falta de pulso firme da Prefeitura no aumento da favelização? Onde estiveram as campanhas educativas da Prefeitura para conscientizar a população sobre lixo?

    Cesar Maia é um brilhante orador, um carioca de coração. Mas como Prefeito, não há dúvidas de que não foi isso tudo.

  • Rodolfo.

    Não sou meteorologista, nem geólogo, nem engenheiro ambiental.

    Não sei se foi a pior precipitação em índice pluviométrico, mas JÁ SÃO as piores chuvas do estado do RJ em número de mortos.

    No momento em que escrevo isso, já são 170 mortos, e esse número vai subir ainda mais…

    Se passar de 200 mortos (e deve passar) isso tranformará essas chuvas no pior desastre natural da HISTÓRIA DO BRASIL, em número de óbitos.

    Superando o estado de SC, nas enchentes de novembro de 2008.

    Onde estão os escoteiros nessa hora ??

  • Hélio Shiino

    Em primeiro lugar, gostaria de dizer que sinto pelas vítimas desta recente tragédia no Estado do Rio de Janeiro. Que as famílias desabrigadas consigam se recuperar.

    Até hoje não consigo entender como a estrutura subterrânea do Metrô, que eu saiba, não sofre com estas enchentes. Ou aquele volume todo de água fica com medo de entrar naquele buraco ou há uma galeria pluvial extremamente eficiente lá embaixo.

    Como pode, naquela região da Grande Tijuca onde historicamente temos enormes bolsões de água em dias de grandes chuvas, não provoca um córrego para as 03 estações de Metrô (Saens Peña, São Francisco Xavier e AFonso Pena)???

    Em garagens de prédios estamos carecas de saber que, frequentemente, ficam inundados.

    Será que temos uma parcial solução para as regiões tradicionais de cheias no Rio de Janeiro mas que ainda não percebemos?

    Nunca ouvi falar em inundação dentro das estações do Metrô que parece ser uns verdadeiros “bunkers”. Até, Hélio Shiino.

    • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

      Quando o metrô foi construído tudo nele foi feito para que não fosse afetado pela chuva. Uma curiosidade é que a estação Glória foi construída em área de aterro e impermeabilizada para isso. Mas voltando, todas elas tem esse acompanhamento de um eficiente sistema de escoamento, inclusive nos respiradores (pode olhar que neles não acumula água) e até aquele chato degrau de subida antes de descer a escada para as estações subterrâneas. Se tivéssemos uma ou duas linhas a mais de metrô, e as de trem recebessem esse tipo de adaptação, possivelmente a cidade não precisaria ter parado no dia seguinte…

      • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

        E complementando: o trabalho mais delicado de se fazer estações de metrô sob ruas é o de desviar esgoto e águas pluviais. nesse trabalho existe uma remodelação e aprimoramento das redes justamente para que as galerias do metrô não funcionem como águas pluviais.

        Uma solução para o Rio é criar galerias como as do metrô para águas pluviais. E quem sabe aproveitar o pacote e colocar metrô numas dessa galerias (depois de aprimorar para aguentar ambos, claro)?

        • Hélio Shiino

          Grato pela explicação esclarecedora.

          Arrisco-me a dizer então que estes “buracos” de Metrô não se tornam uma perfeita armadilha para os seus usuários em caso de chuvas torrencias devido a conjunção de 02 fatores:
          (1) Sistema previamente planejado para chuvas o que os tornam eficiente.
          (2) Mudança radical de comportamento de seus usuários a partir do momento em que se pisam no primeiro degrau em direção às estações do Metrô fazendo com que não joguem sequer um papel de bala no chão.

          Em tempo, um link a respeito do “Subterrâneos de Tóquio- Sistema de drenagem de águas pluviais”
          http://construcaoearquitetura.blogspot.com/2010/01/subterraneos-de-toquio-sistema-de.html

        • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

          Lixo dá uma contribuição significativa em nossa cidade, mas mesmo que a população produzisse lixo zero nas ruas, haveria o que limpar nas águas pluviais. Há, por exemplo, folhas de árvores que caem, terra carregada, animais que bagunçam as ruas etc. Dependendo da ação das chuvas, o lixo descartado “corretamente” (o ideal seria dispor tudo para coleta seletiva) pode vir a ser levado pelas águas. Por isso, bato na tecla de que não adianta culpar a população sem que o poder público faça sua parte. Pois mesmo em países onde a cultura de limpeza é melhor difundida a manutenção do sistema de águas pluviais é constante.

          O metrô foi inaugurado no final da década de 70, já nascendo satisfatoriamente evoluído tanto nos aspectos físicos (sendo capaz de não ser afetado pela chuva) quanto nos comportamentais. Para manter a assepsia do local, há aquele aspecto de ambiente fechado bem tratado (até entre os mais porcalhões é raro sujar um local fechado) e ainda a pronta-retirada: qualquer lixo gerado é recolhido imediatamente. Assim, o ambiente fica limpo e as pessoas preferem evitar constrangimento. Sabendo dessa linha de trabalho, eu sei o quanto é ruim a ideia do prefeito de se deixar de fazer o serviço de limpeza na Rio Branco por um dia: as pessoas se sentirão menos constrangidas em sujar. E vai que chove no dia…

  • http://www.gabrielsperandio.com Gabriel Sperandio

    Não é por nada não, mas eu não achei essa chuva lá grande coisa. O estrago foi desproporcional. Antes de engrossar já estava alagado…

    O pessoal confunde muito as coisas: o estrago foi causado por falta de drenagem. Se em 2006 se limpava a galeria de águas pluviais e hoje não se faz isso, aí, se explica que aquela não tenha feito história e essa tenha parecido o fim do mundo. Eles já deveriam ter aprendido com as chuvas do início de 2009 que a água acumula quando não tem para onde correr. Nada explica a necessidade de um feriado informal NO DIA SEGUINTE… Ou melhor, incompetência e falta de vontade explicam mas não justificam.

  • Leonardo

    Por que essa senhora não informou a quantidade de chuva que caiu em 2006? E, ainda que admitamos que a quantidade de chuva foi maior do que a desta semana, ela pode dizer se choveu uniformemente em toda a cidade? E mais: a maré estava cheia, dificultando o escoamento das águas? Por fim, à época a Lagoa, o Canal do Mangue da Francisco Bicalho e o Rio Maracanã transbordaram? Gostaria que ela nos respondesse a todas essas questões. Ou será que é mais um querendo colocar a culpa em Cabral e Paes por tudo que ocorre na cidade?

  • Elesbão

    Não tenho registro desse temporal de 2006, mas essa última chuva lembrou muito bem o que vivi em 1988.
    .
    Ressalto que vi um gari trabalhando em meio ao temporal, o que merece palmas. E não ousaria dizer o que há de pior na gestão atual com relação a isso. A Cidade sempre enche, não importa o governo. Não isento o Paes nem o Cabral de culpa, pois algo sempre pode ser melhorado. O pior é que talvez essa tragédia venha em hora oportuna para evitar algo pior no futuro próximo e agitado com eventos.
    .
    A geologia/geografia do Rio pediria pelo menos o dobro de cuidado urbanístico em relação a uma cidade convencional. São muitos morros, aterros, árvores.
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    Meu ódio especial vai para a Light, que deixou alguns lugares do Cosme Velho por 70 horas no escuro, sem qualquer satisfação ou possibilidade de contato. Malditos Light-Cemig-Aécio-Cabral.

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