10/08/2009

Sobre José Sarney, Paulo Duque e Sergio Cabral

SergioCabralFilho thumb Sobre José Sarney, Paulo Duque e Sergio Cabral A não ser que você tenha estado dentro de uma redoma, sem olhar nenhum jornal ou dar uma zapeada em um telejornal ou mesmo uma visitada ao Twitter, sabe da atual situação do Presidente do Senado, José Sarney. E da falta de vergonha do Senador Paulo Duque (PMDB) que simplesmente arquivou todas as denúncias contra Sarney como se todos os atos dele fossem corretos.

 

Aí alguns leitores se perguntam: “O que Sergio Cabral tem com isso, ele é governador”, sim, mas antes ele tinha sido eleito para o Senado e Duque é seu 2o suplente, o primeiro sendo seu braço direito Régis Fichtner. Duque representa os interesses TOTAIS do nosso governador, afinal, se não representasse bastaria que exonerasse o senador Regis do seu cargo como Secretário da Casa Civil do Estado, este voltaria a Brasília e agiria como um Senador que deve representar o interesse de seu estao, pelo menos é o que se esperaria.

 

Cada voto de Duque, seja pela absolvição de Renan, evitar a quebra da caixa-preta da Petrobrás e agora simplesmente inocentar Sarney na Comissão de Ética são um voto do governador Sergio Cabral.

 

Duque não tem o que perder como político, já tem 82 anos e dificilmente se candidatará a mais alguma. Mas Sergio Cabral tem a perder e é ele que tem que explicar estes votos de Duque que ele poderia muito bem ter evitado.

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08/06/2008

Começa agora a escolha de vices

blog gabeira thumb Começa agora a escolha de vices Com as coligações começando a ser fechadas, começa a escolha dos candidatos a vice para as eleições de 2008 à Prefeitura do Rio. Até quinta-feira apenas Molon e Gabeira tinham seus candidatos a vice escolhidos. Molon que teria o fiel escudeiro de Cabral, Regis Fitchner, como vice, foi traído pelo PMDB (que antes tinha traído o próprio Paes, hoje candidato, e antes tinha traído o DEM), e agora rola o boato de que ele, Molon, seria o vice de Jandira Feghalli, dando um upgrade inesperado a sua candidatura.

Fernando Gabeira (PV) vem, rebuc sic stantibus, com Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). Mas quem sabe Gabeira acabe nem vindo candidato, suas chances vem diminuindo e ele pode, sem querer, acabar detonando sua imagem construída com tanto esmero. Afinal, esta eleição, assim como o PMDB do Rio, não vai ser para amadores.

Duvido que o PMDB venha de Eduardo Paes, sua situação legal é muito tênue, tudo indica que sua exoneração não valeu de nada. Então há a pequena possibilidade de o partido acabar por indicar o vice do DEM, ou vir, chances aumentando exponencialmente, com Marcelo Itagiba, aí poderia ter um vice do PP. Quem seria? Difícil saber.

Marcelo Crivella (PRB), quase certo o vice vir do PTB. Seria a Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson??? E Chico Alencar (PSol), viria de suas fileiras o vice, ou do PSTU?

Pois bem, além do Gabeira, apenas o Democratas agora tem seu candidato a vice, será o deputado Pedro Fernandes, filho de Rosa Fernandes (vereadora mais votada nas últimas eleições). Dessa forma a chapa de Solange pode vir puro sangue, só que, lembrando que o PMDB ainda pode acabar por se decidir por uma aliança com o DEM e aí… aí muda tudo de novo.

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07/06/2008

Caso Eduardo Paes, o problema de sua desincompatibilização

eduardo paes thumb Caso Eduardo Paes, o problema de sua desincompatibilização Na quinta-feira comentei que Eduardo Paes não poderia ser candidato, afinal ele deveria ter pedido afastamento no dia 4 de junho, quarta-feira, para que sua exoneração saísse no Diário Oficial do dia 5 de junho. Tanto é isso, que inventaram que sua exoneração foi retroativa. Apesar de que nem Paes sabia que ia pedir exoneração até a briga do PMDB com o PT.

Se assim não fosse, Regis Fitchner também teria saído ontem e não no dia 4.

Cabral e os aliados de Eduardo Paes, como o vice-governador Luiz Fernando Pezão, sabe de como a candidatura de Paes é arriscada juridicamente. Tanto que para defender a esquisita exoneração feita às pressas, Pezão disse o seguinte:

Fui eu que assinei a exoneração. Não há problema algum nela. Já tínhamos programado que ele seria candidato a vereador, como puxador de legenda – defende Pezão.

Hummm…. ok… mas se Eduardo Paes fosse candidato a vereador, deveria ter sido exonerado dois meses atrás. Esse é o prazo de descincompatibilização (seis meses antes das eleições) para que ocupantes de cargos como o dele concorram a vereância.

Então fica a pergunta, por que mentiu Pezão?

Isso pode atrapalhar muito os ânimos exaltados na reunião que os caciques do PMDB terão segunda-feira. E quem sabe, Marcelo Itagiba acabe por se consagrar candidato do partido?

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26/03/2008

PT e PMDB juntos no Rio de Janeiro?

eleies 2008 thumb PT e PMDB juntos no Rio de Janeiro? Em uma última cartada o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, abandona a pré-candidatura de Eduardo Paes e passa apoiar o pré-candidato do PT, Alessandro Molon, e como candidato a vice, Regis Fichtner.

Antes de falar de Molon, vale dizer que o maior derrotado destas eleições, que nem começou, foi Eduardo Paes. Cabral seduziu Paes com o canto de sereia, prometendo, jurando, que este seria o candidato a prefeito pelo PMDB, fazendo com que Paes saísse do PSDB e se queimasse com o antigo partido e quase levando os aliados juntos. Uma traição feia de Cabral, mas que Paes realmente mereceu.

Sobre a aliança PT e PMDB, como tudo do PMDB, é complicado dizer se a aliança vai vingar. Provavelmente vai, já conta com o apoio de Sergio Cabral e de Jorge Picciani, dois grandes players do partido, mas falta ainda Garotinho e o pré-candidato Marcelo Itagiba. Como ambos, aparentemente, não foram consultados e tem como fazer alguma marola.

Molon entra com praticamente a obrigação de ser bem votado, senão for, é o fim de seus sonhos eleitorais. Afinal, é muito tempo de tv, apoio do governador e do presidente. Somando o tempo de Tv, PT e PMDB dominam uma grande parte do horário político, com direito a vários spots. Muito tempo pode até ser prejudicial, especialmente se repetirem o erro do Vladimir Palmeira na eleição para governador, mas duvido que isso aconteça agora.

fernando gabeira eleies 2008 thumb PT e PMDB juntos no Rio de Janeiro? E como fica a situação para os outros candidatos? Crivella leva um baque, é quase certa a entrada de Lula nesta campanha ao lado de Cabral e Molon, e o presidente não poderá estar em dois palanques ao mesmo tempo. O mesmo acontece com Jandira Feghali, que também esperava uma neutralidade de Lula, e além de dividir votos com Gabeira, agora dividirá com Molon. E Gabeira? Este perde o momentum que tinha sido gerado em torno dele e agora vai dividir espaço na mídia com o candidato PTista.

Jandira Feghali pode ir procurar no PDT e PSB um apoio para ganhar tempo de Tv, mas e aí como ficam os seus candidatos a vereador?

Por incrível que pareça, quem pode sair bem nessa é Solange Amaral (DEM), que acaba sendo a única candidata forte fora do grupo de Lula, ou seja, acaba não sendo atingida pela quase certa pulverização de votos que vai ocorrer com esta série de candidatos do mesmo perfil político.

Mas, repito, a única coisa certa é a grande derrota de Eduardo Paes, que sentiu o gostinho do próprio veneno.

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Crivella, Eduardo Paes, Fernando Gabeira, Jandira Feghali, Lula, Regis Fitchtner, Sergio Cabral, Solange Amaral
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