04/02/2007

Milícia x Tráfico de drogas

Hoje houve alguns confrontos entre milícias e traficantes em favelas da Zona Norte. Cordovil e Ilha do Governador, como pode ser lido aqui. Achar que isso é novidade, é apenas ler o jornal do dia e não lembrar do de ontem, como quando batalhões da PM foram atacados por traficantes, ou desconhecer os confrontos na Cidade de Deus.

A tendência é ter um aumento nos confrontos., e depois cair, já que a fonte de renda acaba (drogas), e logo a captação de novos criminosos também (menos dinheiro, e menos contacto com jovens carentes, que não vê mais o traficante como herói). O mesmo ocorre com assaltos no “asfalto”, os criminosos não pertencem às comunidades dominadas pelas milícias, já que estas não permitem que eles morem na comunidade, ou seja, podem vir de comunidades com traficantes, ou aqueles expulsos das comunidades.

Bem, este é um post esperançoso, que consegue imaginar um Rio sem violência.

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09/01/2007

Atuação das milícias divide especialistas no Rio de Janeiro

Bem, deste artigo do Estadão, fico com a Alba Zaluar, as milícias estão bem próximas da segurança privada da Zona Sul ou da Barra. Não diria que é máfia, já que eles não quebram o comércio de quem não paga. Há, claro, o fato deles participarem daqueles crimes de “gato” da Net, do gás, etc… mas ainda assim, próximo ao tráfico, são crimes pequenos… que devem ser combatidos, mas deve-se levar em conta a diferença entre os dois…

Atuação das milícias divide especialistas no Rio de Janeiro

Grupos paramilitares são associados à segurança privada, máfia e tráfico

RIO – Milícia e segurança privada. Para a antropóloga e especialista em segurança pública Alba Zaluar, do Rio, não há diferença além dos títulos que recebem – ambas cobram para atuar e andam armadas. Distinção: uma está nas favelas e comunidades carentes e a outra, em bairros de classes média e alta. A tese de Alba não é consenso. Outros especialistas associam as milícias ao tráfico e à máfia.

Segundo a antropóloga, as empresas de vigilância que trabalham na zona sul (Copacabana, Ipanema e Leblon) também são compostas de agentes de segurança, sendo que boa parte age ilegalmente, como nos grupos de paramilitares. “Também são policiais e ex-policiais que ganham dinheiro com a segurança privada.” Para ela, o principal problema da ação desses grupos é a falta de “organização” das polícias. “Estão defasadas para o tempo em que vivemos. Ainda têm a conotação de regime militar, formada para conflitos de guerra.” Para Alba, o problema no Rio seria solucionado com policiais mais bem pagos. “Falta a presença do Estado como monopólio legítimo contra a violência. A nossa segurança desandou, está muito mais privada do que pública.”

O professor de Sociologia e coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Michel Misse, vê a atuação das “chamadas milícias” mais próximas da máfia. Ele não concorda com o termo milícia. “Está associado a movimentos de guerrilha, movimentos políticos ou instituição. Milícia para designar banditismo não é adequado.” Segundo ele, não há semelhança porque uma empresa legal de segurança está submetida a regras. “Nesse caso (das milícias), quem controla são os policiais e uma pessoa que não queira pagar a contribuição, tem sua casa invadida.”

Para a cientista social e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, Silvia Ramos, a milícia é imposição – a comunidade está impedida de lhe dizer não. Ela ressalta que a milícia é um grupo armado que decide ocupar espaço. “Tem uma dinâmica mais ligada à ilegalidade do tráfico, com a diferença que não vende droga, por enquanto.”

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09/01/2007

Carta ao Governador do Rio

Escute a excelente fala (tem que escolher o link com o título do post) de Arnaldo Jabor ao Governador Sergio Cabral., na CBN.
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07/01/2007

Milícias calam o tráfico, mas cobram

O Blog da Segurança Pública mostra em seu blog matéria de hoje do Estadão que fala sobre o poder das milíicias nas comunidades.

Leia a matéria se você se interessa pelo tema.

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Milí­cia, Segurança
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06/01/2007

DOMINGÃO NO ESTADÃO

Do Blog da Segurança Pública:

O jornalista Paulo Baraldi, que escreve para o Estado de S. Paulo a partir do RJ, com especial foco na temática de segurança pública e polícia, passou o dia de ontem, 05JAN07, acompanhando as atividades de policiais militares integrantes de uma milícia na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o jornalista a experiência foi “muito bacana.”

Amanhã, domingo, estaremos falando aqui da matéria para conhecimento dos nossos diletos leitores.

Não deixem de ler….

Essa matéria vai ser interessante.

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