22/12/2010
A luta contra o crime é muito mais complicada do que imaginam alguns, vencer uma batalha, ou duas, ou três não significa vencer a guerra. Pode-se acabar com o inimigo de ontem mas surge um novo e ainda mais forte, está aí o “Tropa de Elite 2” que mostra isso muito bem.
Com o ataque ao tráfico de drogas e um maior espaço dado as milícias, começa uma relação entre as duas vertentes criminosas em que as autoridades devem ficar atentas. Hoje em sua nesletter, o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, comenta sobre os problemas que podem advir desta situação. Leiam:
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30/08/2007
O prefeito Cesar Maia hoje em seu ex-blog traz o comentário de uma pesquisa feita pela professora Alba Zaluar sobre os crimes assistidos por moradores do asfalto na Zona Sul carioca e por moradores das favelas de Jacarepaguá dominada por milícias. Bem interessante.,
Veja o comentário de Cesar Maia sobre a pesquisa:
PROFESSORA ALBA ZALUAR COMENTA ASPECTOS DA PESQUISA QUE COORDENA SOBRE VITIMIZAÇÃO EM FAVELAS, DEPOIS DE TER COORDENADO A MESMA PESQUISA NA CIDADE TODA DO RIO!
“Resolvemos comparar duas áreas da cidade que apresentam os maiores contrastes em relação à renda, escolaridade, condições de infra-estrutura urbana, etc. Olhem só os resultados dos crimes assistidos pelos moradores nas suas respectivas vizinhanças: na zona sul, assalto, extorsão de policiais e uso e consumo de drogas é varias vezes superior. As favelas da AP4,( Barra-Jacarepaguá), dominadas por milícias, conseguem o que a segurança privada da zona sul não consegue evitar. Na favela só ganha assassinato de vizinhos e amigos, além dos tiros disparados por PMs. Alguma coisa está profundamente errada na política de segurança da cidade.”
A pesquisa pode ser vista aqui.
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23/02/2007
Ontem morreu Felix Tostes, integrante da milícia do Rio das Pedras, tudo indica queima de arquivo ou recado dos traficantes, pelo estilo de ataque, 40 balas em uma pessoa, em plena luz do dia, no bairro do Recreio, é sinal de que aquilo era um recado para alguém, como pode ser visto nesta foto da Hilux cravada de balas.

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08/02/2007
Hoje em seu ex-blog,o prefeito Cesar Maia mostra a insistência de alguns intelectuais em comparar a milícia ao tráfico de drogas, o que está errado. Para quem vivia em áreas antes dominada pelo tráfico e agora dominada pela milícia, conhece a diferença. Recentemente chegou um caso ao email do Diário do Rio, em que fala de um garoto de 17 anos que mora em uma favela dominada hoje pela milícia, este menino não trabalhava, enquanto o pai era mecânico. A milícia mandou o garoto parar de soltar pipa, e ir trabalhar com o pai, senão bateriam nele.
Veja, realmente houve uma ameaça, o que é condenável. Mas a milícia não procura novos soldados, ao contrário do tráfico, que seduziam menores para ir com eles. Obviamente que o melhor era ter o Estado cuidando destas pessoas, mas conforme conta no seu ex-blog, não é isso o que ocorre quando se põe policiais nas favelas.
TÁ BEM! TÁ BEM?
Sobre Drogas e Milícias!
1. Ninguém pode estar a favor de qualquer esquema fora da lei. Mas cuidado para que o patrulhamento da mídia pressionando a Polícia e Governos sobre as tais Milícias não termine fazendo a festa do tráfico de drogas.
2. Lembrem-se do GPAE que ia dar paz às favelas. De fato o que deu foi cobertura a uma facção do tráfico de drogas contra outra, deixando correr solto o tráfico de drogas em nome da redução do uso de armas. Deu no que deu!
3. Parte da mídia aplaudiu o GPAE. Parte da mídia incentiva o novo governo a achar que não há diferença entre milícias e tráfico de drogas. Outro dia um pseudo-intelectual desses dizia numa entrevista que tráfico é dor de cabeça e que milícia é dor de dente. Arghhh! Em outros casos há alguns intelectuais querendo justificar o tempo em que fumavam e cheiravam em nome da paz e do amor! Woodstock é aqui, devem se justificar!
Cuidado! Uma coisa é uma coisa! Outra coisa é outra coisa!
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06/02/2007
Uma das perguntas que alguns se fazem hoje é como uma dúzia de homens consegue dominar uma favela, enquanto o Estado com sua polÃcia não consegue. Este post abaixo, do Vox Libre, trata bem da pergunta.
A polÃcia militar do Rio de Janeiro possui o GPAE (grupo de policiamento em áreas especiais), que como o próprio nome já diz, se propõe a policiar algumas favelas. Em outras favelas, existem instalações policiais permanentes, conhecidas como DPO’s – destacamentos de policiamento ostensivo. Há ainda os casos em que algumas favelas sofrem temporariamente “ocupações” feitas pela polÃcia militar em razão de algum crime de repercussão. Em qualquer das três alternativas acima enumeradas, o tráfico de drogas não desaparece nem cessa, mas encontra um meio de “conviver” com a presença policial. É uma coisa do tipo, o policial faz de conta que policia e o traficante faz de conta que não trafica!
O interessante é que onde as “milÃcias” se instalam, o tráfico e os traficantes de drogas realmente são expulsos. Qual é o segredo das “milÃcias”? Por que a polÃcia não consegue fazer o que as “milÃcias” fazem, se já se sabe que ambas são compostas pelo mesmo elemento humano? Já há gente pregando a institucionalização das “milÃcias”, vez que elas parecem ser bem sucedidas onde a polÃcia e o Estado falham.
Parte da resposta pode ser encontrada neste post do Diário do Rio, em que reproduz texto do Cesar Maia em seu ex-blog.
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