06/06/2008

O Rio e o Aquecimento Global: Estudo do IPP, elevação do mar na cidade do Rio de Janeiro

Por André Delacerda

eu arv rio1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Estudo do IPP, elevação do mar na cidade do Rio de Janeiro

Dando seqüência a série de reportagens O Rio e o Aquecimento Global, tem-se uma das mais esperadas pelos leitores do Diário do Rio e pela sociedade carioca em geral.

Dois aspectos são relevantes nesta breve análise. Esta reportagem é reveladora. E ela também nos faz debater sobre os danos que podem ser provocados pelos efeitos da elevação do mar na cidade do Rio de Janeiro. E as e possíveis medidas para solucionar este problema.

Assim, optamos por apresentar, nesta matéria, alguns mapas e suas interpretações; de uma série de outros que compõem o estudo Documento indicativo de áreas da cidade que podem ser atingidas pela elevação do nível do mar devido às mudanças climáticas. Elaborado pelo Instituto Pereira Passos – IPP, ligado a Prefeitura do Rio.

A elevação do nível do mar será sem dúvida uma das conseqüências das mudanças climáticas.

A cidade do Rio de Janeiro, devido à sua extensa costa, busca com o estudo elaborado pelo IPP. Dar início a um amplo processo que deve desencadear novos estudos e debates, a fim de facilitar o planejamento de ações e identificar soluções que minimizem seus efeitos.

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05/06/2008

O Rio e o Aquecimento Global: O Protocolo Rio

Por André Delacerda
Faz parte da Blogagem Coletiva sobre o Meio Ambiente.

Baixe o Protocolo do Rio.

eu arv rio1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: O Protocolo Rio Nações de todas as partes do globo estão em constante discussão, visando chegar a um denominador comum, e consequentemente obter a adesão de mais países as metas propostas pelo Protocolo Internacional de Quioto.

Usando um comparativo entre os Protocolos de Quioto e do Rio, ambos como finalidades de estabelecer compromissos mais rígidos, com o objetivo de se reduzir a emissão de gases de efeito estufa, amparado em estudos científicos. Observa-se que o Protocolo do Rio, possui um ponto a favor, pois enquanto o Protocolo de Kyoto, têm lutado com uma certa dificuldade para ter a adesão de grandes potencias econômicas. Aqui, em âmbito local, em solo carioca. Tem-se um terreno propício, formado por 6,2 milhões de agentes – população carioca – que com certeza estão aptos a se engajar nesta causa, sem nenhuma restrição.

Na luta contra o Aquecimento Global, a cidade do Rio de Janeiro, deu um passo importante. Passo este, político e simbólico, mas que se consolida através de uma ação coordenada direcionando políticas públicas, privadas, e ações da sociedade, para entender e minimizar os efeitos da Mudança Global do Clima, com enfoque na Cidade do Rio.

selo5junho01 thumb O Rio e o Aquecimento Global: O Protocolo Rio  Dessa forma, o Protocolo do Rio é um instrumento pelo qual, a cidade do Rio de Janeiro, através da administração municipal, se compromete junto com Governos, Empresas, Organizações e os Cidadãos Cariocas e de todo mundo, em se engajar e desenvolver esforços na luta da humanidade contra o Aquecimento Global.

Nas oito premissas básicas que norteiam este documento, pode-se identificar três pontos importantes: a mobilização e conscientização da sociedade, como a difusão do conhecimento sobre o assunto; o planejamento de ações que vissem minimizar as ações do Aquecimento Global e o apoio a medidas governamentais e privadas, que vissem, diminuir a emissão de gases de efeito estufa.

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29/05/2008

O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)

Por André Delacerda.

besserman2 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2) Na primeira parte da entrevista, o presidente do IPP, Sergio Besserman, fez uma breve explicação sobre o Instituto Pereira Passos, os principais projetos em andamento. Besserman, também nos contou como foi iniciado na causa ambiental, e o seu interesse pelos estudos científicos sobre o assunto, que culminam em ações da sua gestão a frente do IPP. Ele enaltece também o fato de o Rio ser uma cidade de destaque internacional nas questões ambientais. E começa a falar das ações conjuntas entre os vários órgãos municipais, na busca de soluções para o Aquecimento Global.

Nesta segunda parte da entrevista Besserman, que compõe a série de reportagens O Rio e o Aquecimento Global. É a vez de se falar sobre o Protocolo do Rio, os ganhos que a cidade tem em estabelece-lo.

O presidente do IPP vai mais além, aguçando o interesse dos nossos leitores, com importantes explicações científicas sobre o degelo nos pólos. Ele também, faz revelações sobre as áreas da cidade que podem sofre danos com o aumento da elevação dos oceanos. Cometa os principais assuntos discutidos no Seminário Rio Próximos 100 anos. E fala do papel da sociedade carioca, neste tema tão importante para a sobrevivência do Planeta.

protocolo rio thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2) Diário do Rio – O que consiste o Protocolo do Rio?
Sergio Besserman – A mudança global do clima afetará todos os aspectos da vida das cidades do planeta neste século. As questões urbanas, aliadas aos fatores de produtividade, redução de pobreza, mobilidade, qualidade de vida e características das construções, passarão a ter respostas consistentes apenas no contexto dessa luta contra o aquecimento global e a elevação do nível do mar.

Nessa realidade, o Rio de Janeiro tem um lugar especial entre as grandes cidades do mundo. Para a população carioca, a mais escolarizada das capitais brasileiras, as questões ambientais são fundamentais em seu dia-a-dia porque sofrerá os impactos decorrentes da elevação do nível do mar devido ao fato de ser uma cidade com extensa faixa litorânea.

Com essa preocupação, a prefeitura lançou o Protocolo do Rio, iniciativa do prefeito da cidade através de decreto e que tem como objetivo a conscientização e mobilização da sociedade sobre a gravidade da questão climática, além de propor soluções práticas para evitar os piores cenários divulgados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança de Clima (IPCC).

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28/05/2008

Pergunta aos pré-candidatos: Qual deve ser a prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro

eu arv rio1 thumb Pergunta aos pré candidatos: Qual deve ser a prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro Como estamos, basta ver a logo, com vários temas relacionados ao meio ambiente, a pergunta aos pré-candidatos a esta semana não poderia ser outra, que não fosse “Qual deve ser a prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro”. Como sempre Solange Amaral (DEM) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) responderam rapidamente a nossa pergunta.

Não tenho dúvida que a questão ambiental deve ser uma das mais importantes destas eleições. Não tem como fugir disso, estas reportagens especiais feitas pelo André Delacerda mostram como a questão está no dia-a-dia. O candidato que não tiver propostas sólidas nesta área tem de ser esquecido!

Quem passa a responder, também, é Marcelo Itagiba, pré-candidato pelo PMDB, mas que infelizmente não respondeu a esta pergunta ainda. Quando tiver respondido poderá ser visto em sua página aqui no Diário do Rio.

E vamos as respostas:

Solange Amaral (DEM)

solange amaral thumb Pergunta aos pré candidatos: Qual deve ser a prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro O meio-ambiente é um ativo da cidade do Rio de Janeiro. Qual cidade no mundo tem um meio ambiente tão exuberante como o nosso? Temos que cuidá-lo e promovê-lo.

O Rio será cidade carbono zero!! E já caminha pra isso. O Mutirão Reflorestamento, já plantou 5 milhões de mudas nas encostas da nossa cidade, com mão de obra das próprias comunidades. Imagine DUAS vezes a extensão do Brasil – do Oiapoque ao Chuí – essa é a extensão do reflorestamento na nossa cidade. Reflorestamento que ajuda a construir limites de expansão de muitas comunidades.

Na Prefeitura do Rio, vamos:

  • ampliar o uso de materiais ambientalmente corretos na conservação da cidade:
  • asfalto-borracha nos recapeamentos (cada metro quadrado retira DOIS PNEUS velhos da natureza);
  • grelhas e tampões feitos com plásticos de polipropilemo;
  • grades em madeira plástica reciclada (e não de ferro);
  • placas de sinalização feitas de plástico reciclado;
  • usar leads – lâmpadas econômicas – nos sinais da cidade;
  • obrigatoriedade nas licitações de madeiras certificadas;
  • empresas ambientalmente corretas terão prioridade nos fornecimentos à Prefeitura.
  • adaptação da frota municipal a combustíveis não poluentes.
  • incentivo ao uso intensivo da bicicleta.
  • adaptar pouco a pouco todos os prédios municipais para prédios ecologicamente corretos.

Tantas coisas…

Vinicius Cordeiro (PTdoB)

vinicius cordeiro thumb1 Pergunta aos pré candidatos: Qual deve ser a prioridade ambiental de um prefeito do Rio de Janeiro Na parte de ações, a prioridade ambiental da cidade do rio, sem dúvida, é a continuidade do trabalho de ampliação do tratamento dos esgotos, sobretudo no complexo lacunar de Marapendi, baia de Sepetiba, e ampliar a parceria com o governo federal e estadual, hoje dificultada pelo atual prefeito, para prosseguir o trabalho de despoluição da Baía de Guanabara e da orla da zona sul, como nas praias litorâneas.

Mas é necessário reestruturar a SMAC, dando um papel real ao conselho municipal como órgão regulador e formulador das políticas publicas ambientais, e hoje relegado a um plano secundário, como integrar novamente a pasta de urbanismo, já que são políticas integradas.

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27/05/2008

O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)

Por André Delacerda.

eu arv rio1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)O Rio é uma cidade formada por homens notáveis. Isso é indiscutível. Sergio Besserman, ex presidente do IBGE, economista, professor, pesquisar, ambientalista e atual presidente do Instituto Pereira Passos; é um destes, que compõe a nata de pessoas com profunda sabedoria, e que por certo ajudam a construir os alicerces do Rio do futuro, que começa a se desenhar através de estudos científicos e muito planejamento.

Besserman nos concedeu a honra de uma importante entrevista sobre o tema Mudança Global do Clima e suas implicações na cidade do Rio de Janeiro.

Este cidadão carioca, estudioso e gestor; traz importantes revelações sobre o que vem sendo feito em âmbito local, na busca por soluções contra o Aquecimento Global.

A nossa conversa com ele, é divida em duas reportagens.

sergio besserman2 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2) Diário do Rio -Visando a apresentar inicialmente o Instituto Pereira Passos aos Cariocas. O senhor poderia fazer um breve relato sobre a Instituição?

Sergio Besserman – O Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos tem sua origem na Fundação RioPlan. Criada em 1979 e posteriormente transformada em Empresa Municipal de Informática e Planejamento, a IplanRio desempenhava atividades de informática, planejamento urbano, projetos urbanísticos, produção de estatísticas gerenciais, além de ser responsável pela base cartográfica do Município do Rio de Janeiro. Em 1998, a empresa IplanRio foi desmembrada e continuou responsável pela área de macroinformática da Prefeitura. As funções relativas ao planejamento urbano e à produção de informações gerenciais e cartográficas do município passaram para o novo Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos – IPP.

IPP é uma autarquia criada pela Lei nº 2689 de 01/12/98 e vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo, é responsável pelo planejamento urbano, pela produção de informações estatísticas, geográficas e cartográficas, pelo desenvolvimento de projetos estratégicos que subsidiam políticas setoriais e estudos socioeconômicos. O IPP desenvolve uma visão sistêmica de projetos de renovação, revitalização e reestruturação urbanas, integrando objetivos sociais, econômicos e culturais. Aqui, pensamos e planejamos o Rio de Janeiro do futuro.

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