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	<title>Diário do Rio de Janeiro &#187; Entrevista</title>
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	<description>Um Blog de Amor ao Rio</description>
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		<title>A Arte de criar vitrines no Rio: entrevista com Madison Maia</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 17:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Delacerda Sempre que passava em frente a uma vitrine próximo ao apartamento onde resido em Ipanema, me chamava bastante atenção a plasticidade e a arte que a mesma transmitia. &#160; Um dia fiquei bastante curioso vendo a montagem, e resolvi parar e conversar com o vitrinista. Acabei descobrindo esse carioca apaixonado pela arte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Delacerda</em></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/MadisonMaia.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="M3367S-4507 " border="0" alt="MadisonMaia thumb A Arte de criar vitrines no Rio: entrevista com Madison Maia" align="left" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/MadisonMaia_thumb.jpg" width="282" height="373" /></a> Sempre que passava em frente a uma vitrine próximo ao apartamento onde resido em Ipanema, me chamava bastante atenção a plasticidade e a arte que a mesma transmitia.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Um dia fiquei bastante curioso vendo a montagem, e resolvi parar e conversar com o vitrinista. Acabei descobrindo esse carioca apaixonado pela arte, vitrines e pelo Rio. Asssim o Diário do Rio traz uma </p>
<p> <span id="more-6474"></span>
<p>entrevista com o vitrinista Madison Maia, que nos conta todas as nuanças da arte de combinar cores, tecidos, produtos, de encantar o consumidor pelo olhar. Um dos pontos importantes desta entrevista, é o incentivo a pesquisa e o conhecimento que Madison sugere a que vai ingressar nesta área. </p>
<p><strong>Diário do Rio</strong> &#8211; Conte-nos como começou seu interesse por vitrines?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – Eu sou figurinista e identifiquei que as lojas em que trabalhava tinham a necessidade de expor seus produtos de uma forma mais criativa nas vitrines. Eu fazia mulage (trabalhava os tecidos). Daí iniciei a confecção de cenários nas vitrines, ambientação dos produtos a temáticas propostas pela moda.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong> Diário do Rio</strong> – No Rio as vitrines trabalhadas sempre tiveram espaço?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – A cidade já teve sua era de ouro das vitrines, por volta dos anos 60, onde ocorriam grande concursos de vitrines, as lojas concorriam para ver quem tinha a mais bonita e criativa vitrine. Hoje infelizmente devido a minimização de custos, os lojistas não têm investido tanto em ambientação das vitrines de suas lojas. Algo que seria muito importante para a cidade, já que se somaria as belezas naturais do Rio como mais um atrativo da Cidade Maravilhosa.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Uma das poucas redes que ainda investem muito em vitrines é a Casa Alberto que sempre busca se diferenciar e expor os seus produtos nesta temática.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong></strong><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/Vitrine.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 5px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="M3367S-4507 " border="0" alt="Vitrine thumb A Arte de criar vitrines no Rio: entrevista com Madison Maia" align="right" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/Vitrine_thumb.jpg" width="321" height="423" /></a></strong>Diário do Rio – Quais as características que diferenciam uma vitrine de moda e de uma de moveis?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – Na vitrine de moveis criamos um ambiente atrativo para remeter o consumidor ao ambiente doméstico, o fazendo imaginar como irá ficar o espaço ou móvel na sua casa. Já a vitrine direcionada a tecido ou moda busca expor um estilo ou tendência da moda segundo a estação. Um exemplo neste verão 2009/2010 será a volta aos anos 80. Alias, a mulher carioca que usa grifes internacionais está sempre a frente, pois essas lojas já compram e antecipam as tendências do verão europeu para quem o consome no Brasil.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Diário do Rio</strong> – Como se faz um conceito de uma vitrine?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – É feito através de muita criatividade e adaptação Em caso de lojas que vendem multimarcas, o principal é conceber uma vitrine inteligente que atraia o consumidor e não interfira na nos produtos que a loja comercializa. O importante é saber mesclar e dosar na ambientação da vitrine.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Uma frase que sempre digo é “Dinheiro compra vernis, mas não compra bom gosto”. Daí cabe ao vitrinista trazer o bom gosto ao seu trabalho, e provocar no consumidor esta sintonia.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Diário do Rio</strong> – Você estudou para ser vitrinista?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – Não. Meu trabalho foi se formando totalmente intuitivo, através de observações, com detalhes no olhar em tudo que vivencio, procurando trazer algum elemento que possa ajudar na construção dos ambientes que me proponho a fazer.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Diário do Rio – O carioca gosta de vitrines? O carnaval tem haver com a criação de vitrines?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – O carioca gosta do belo. Gosta de se encantar. É como você pegar alguém no meio do nada e criar um elemento que lhe chame atenção agrade os olhos. E no Rio isso é mais forte, pois contracena com a beleza da cidade e sua gente.</p>
<p>&#160;</p>
<p>É possível que em épocas festivas o carioca saia a frente com o conceito alegórico carnavalesco na montagem de vitrines. Claro que o carnaval traz toda uma linguagem especifica que se familiariza com o conhecimento de materiais e o capital humano capaz de produzir arte tanto para a escola quanto para produção de uma vitrine.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Mas ressalto a criatividade do carioca vai além do carnaval, afinal os melhores cenógrafos do Brasil estão no Rio, e atuam principalmente em novelas.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Como necessito de prazo para entrega de uma vitrine, recorro quando possível aos artistas do carnaval em adereços e marcenaria.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/vitrine2.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="vitrine 2" border="0" alt="vitrine2 thumb A Arte de criar vitrines no Rio: entrevista com Madison Maia" align="left" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2009/09/vitrine2_thumb.jpg" width="267" height="395" /></a> Diário do Rio</strong> – Qual conselho você daria a quem está começando? Existe um curso especifico para ser vitrinista?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – Busque informação sobre moda e decoração. Valorize o conhecimento como um todo, observe as tendências, tenha um olhar curioso, olhar em tudo, atento a vida, as mensagens vindas das pessoas, procure ter conhecimento da literatura de vitrines.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Na escola não se nasce, você se cria. Então vá em busca de conhecimento em primeiro lugar. O ser humano é capaz de tudo, desde que tenha vontade e criatividade.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Diário do Rio</strong> – Qual mensagem você deixaria ao mercado lojista carioca?</p>
<p><strong>Madison Maia</strong> – Os resultados das vendas também parte do atrativo na vitrine, uma loja “simples demais” sem um atrativo, passa a imagem que somente quer o consumidor pelo dinheiro. E essa mensagem fica na mente do consumidor. O lojista deve buscar transformar a loja em um lugar prazeroso, com glamour, que agrade aos olhos das pessoas, que remeta a um efeito de fantasia. Certamente se o lojista carioca investir mais terá bons resultados e mais elementos para atrair e fidelizar o cliente.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Vale ressaltar que deve-se também buscar integrar a temática carioca as vitrines. A cidade tem forte ligação com o mar, com as belezas naturais. Assim pode-se ambientar uma vitrine com temática mundial, mas sem perder a identidade carioca, a imagem da cidade.</p>
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		<title>Entrevista com a escritora Silvana Vargas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 14:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Delacerda Silvana é uma escritora de origens gaúcha, mas com uma alma carioca, pois foi criada no bairro da Tijuca. Durante a entrevista, ela nos conta um pouco das suas recordações tijucanas e de seu parentesco com Getúlio Vargas. Silvana fala ainda, sobre o Rio e em especial de Ipanema, que são suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Delacerda</em></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/silvana2.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="257" alt="silvana2 thumb Entrevista com a escritora Silvana Vargas" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/silvana2-thumb.jpg" width="341" align="left" border="0" title="Entrevista com a escritora Silvana Vargas" /></a> Silvana é uma escritora de origens gaúcha, mas com uma alma carioca, pois foi criada no bairro da Tijuca. Durante a entrevista, ela nos conta um pouco das suas recordações tijucanas e de seu parentesco com Getúlio Vargas. Silvana fala ainda, sobre o Rio e em especial de Ipanema, que são suas fontes inspiradoras. Tendo as ciências humanas na sua formação, ela chama atenção para importância do constante aprendizado e o intercambio de informações. A escritora também comenta sobre sua participação em um livro em alusão aos 200 anos de chegada da Família Real ao Rio e outros, que poderão ser conhecidos durante a entrevista que mescla pinceladas poéticas e filosóficas.</p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Uma curiosidade inicial. Seu sobrenome é Vargas, existe ai algum parentesco com o Presidente Getúlio Vargas? Já que você também é gaúcha</b>. </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; É verdade, André. Também sou gaúcha. É curioso o peso de um nome. Ao longo de toda a minha vida esta pergunta é recorrente. Acho que é pelo fato de Getúlio Vargas ter sido um grande gaúcho e um presidente que não só despertou paixões mas também alguns desafetos. Na verdade, meu pai era gaúcho primo dele pelo lado paterno. Com ele aprendi a ter orgulho disso, mas sem excesso de vaidade. Tenho um livro escrito sobre o cotidiano da nossa família que se chama <i>Nos Caminhos da Terra do Lobo</i>. </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; A senhora passou a sua adolescência no Bairro da Tijuca, o que a senhora lembra desta fase de sua vida sobre a cidade? Há algo marcante? Um local? </b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Para mim existiram duas Tijucas. A Tijuca antes da chegada do Metrô e a outra que se desenvolveu depois de sua inauguração. Na primeira, o tijucano vivia num ambiente familiar e bucólico. As crianças brincavam na Praça Saens Pena ,o comercio era próspero,havia o Armazém Sol (antecessor do Supermercado) situado na Rua Conde de Bonfim de propriedade de um simpático português, Seu Souto, onde os clientes compravam fiado. Eu aprendi a andar de bicicleta nas ruas desta Tijuca e freqüentava o Tijuca Tênis Clube. Estudei no Instituto La-Fayette Feminino. São minhas melhores lembranças. Depois da chegada do Metrô o bairro perdeu muito de sua identidade. Recebe gente demais e ficou muito descaracterizado.Tenho amigos que se mudaram para a Zona Sul e mantém seus apartamentos fechados por lá por falta de interessados na compra do imóvel.É uma pena! </p>
<p><span id="more-3331"></span></p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/silvana1.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="251" alt="silvana1 thumb Entrevista com a escritora Silvana Vargas" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/silvana1-thumb.jpg" width="333" align="right" border="0" title="Entrevista com a escritora Silvana Vargas" /></a> Diário do Rio &#8211; Como foram seus primeiros passos no mundo literatura? Quais as primeiras produções literárias? </b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Comecei a escrever desde a adolescência. Era uma poesia aqui outra acolá que, infelizmente, se perderam pela vida afora. Em 2000 reencontrei o mundo literário investindo como contista, inicialmente, em algumas oficinas literárias itinerantes. Inicialmente publiquei contos em Antologias e Jornais de Literatura. </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; E o bairro de Ipanema onde entra nessa história?</b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Foi aqui que realmente encontrei o estímulo necessário para me desenvolver cada vez mais como escritora. A vida cultural rica oferecida em Ipanema é um estímulo para o ofício do escritor. Viver em Ipanema é um eterno susto, uma exclamação e uma emoção. </p>
<p><b></b> </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Por ser psicóloga, a senhora diria que tem uma visão mais aguçada, e isso facilita na composição do personagem?</b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Sem dúvida, a formação humanista direciona uma visão de mundo. No entanto, acredito que o processo criativo se dá a partir da visão particular de cada escritor. Comigo não foi diferente. Meus personagens estão no mundo e são acessíveis a qualquer um. Basta olhar para eles. Olhar e ver. </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Apesar de já ser uma escritora com livros publicados, você ainda hoje faz parte da oficina de Ivan Proença. O que você destacaria de importante em uma oficina como esta? </b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Repito as palavras do Professor Ivan: ”Oficina não faz escritor.” Mas reconheço que o convívio com as técnicas só aprimora o exercício da escrita. Além do convívio com as novidades no campo da Cultura e os outros escritores, que me traz imenso prazer. Pela editora da Oficina publiquei meu primeiro livro de<i> </i>contos: <i>O Certo Sempre Incerto.</i> </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Você tem alguns contos dedicados ao Rio. Como você se inspira na cidade para compor seus contos e personagens? O Rio dar um bom samba, rs&#8230; ou melhor um bom enredo para a literatura?</b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Meu primeiro trabalho sobre o Rio foi numa Antologia patrocinada pela Casa Cruz, tradicional papelaria do Rio com mais de dez filiais no Estado. Era uma publicação comemorativa pelos 100 anos de inauguração. Recebi uma menção honrosa por uma crônica cujo título fala por si: <i>Os encantos de Ipanema.</i> Desde então faço da cidade um tema recorrente. Como dizem os entendidos no futebol (outra paixão dos cariocas), em time que está ganhando não se mexe. </p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/capa-do-livro-silvana-002.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="244" alt="capa do livro silvana 002 thumb Entrevista com a escritora Silvana Vargas" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/06/capa-do-livro-silvana-002-thumb.jpg" width="169" align="left" border="0" title="Entrevista com a escritora Silvana Vargas" /></a> Diário do Rio &#8211; Estive sabendo que você acabou de escrever alguns contos, em alusão aos 200 anos da chegada da Família Real ao Rio? Do que se tratam? E quando serão publicados? Há alguma historia pitoresca neles?</b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Este é um projeto ainda em andamento com um grupo de amigos escritores, prosadores e poetas com livros já no mercado e, como eu, também apaixonados pela pesquisa histórica. Trabalhamos com seriedade no sentido de transportar-nos para a ambiência daquela época, tudo rigorosamente alheio ao nosso mundo. Não posso adiantar mais detalhes. O livro, à conferir, sairá em breve, ainda dentro das comemorações da Chegada da Família Real.<i></i> </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Tem muita gente que escreve, mas se auto censura. O faz por timidez, ou até as vezes por medo de ser criticado por terceiros. O que a senhora tem a dizer a estas pessoas? Qual o conselho daria a quem estar começando?</b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Difícil dar receita nessa hora. Lembra do que falei de visão de mundo? Gosto de Spinoza. Filósofo protestante. Que nos ensinou que na vida podemos optar e assumir duas atitudes: Ativos ou Passivos. O Ativo é aquele que age com prazer e tira alegria de tudo o que faz, já o Passivo é o triste, o deprimido, o culpado (censurado). Acho que as opções do filósofo já falam por si. Dito de outro modo, <i>quem sabe faz a hora, não espera acontecer.</i> </p>
<p><i></i> </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; A senhora é filiada em alguma entidade representativa de escritores que funcione em nossa cidade? Qual?</b> </p>
<p><b></b> </p>
<p>Silvana Vargas &#8211; Sim, no momento sou membro da União Brasileira dos Escritores presidida pelo escritor Edir Meireles e secretariada desde sua fundação pela consagrada poeta Stela Leonardo. A entidade completará, em Agosto próximo, 50 anos. Por lá, já passaram nomes de peso na Literatura Nacional, e considero o convívio nas reuniões mensais muito salutar para minha trajetória como escritora.</p>
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		<title>O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)</title>
		<link>http://www.diariodorio.com/o-rio-e-o-aquecimento-global-entrevista-com-sergio-besserman-parte-2-de-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 19:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Rio e o Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Delacerda. Na primeira parte da entrevista, o presidente do IPP, Sergio Besserman, fez uma breve explicação sobre o Instituto Pereira Passos, os principais projetos em andamento. Besserman, também nos contou como foi iniciado na causa ambiental, e o seu interesse pelos estudos científicos sobre o assunto, que culminam em ações da sua gestão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Delacerda.</em></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/besserman2.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/besserman2-thumb.jpg" border="0" alt="besserman2 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="315" height="237" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Na <a href="http://diariodorio.com/o-rio-e-o-aquecimento-global-entrevista-com-sergio-besserman-parte-1-de-2/" target="_blank">primeira parte da entrevista</a>, o presidente do IPP, Sergio Besserman, fez uma breve explicação sobre o Instituto Pereira Passos, os principais projetos em andamento. Besserman, também nos contou como foi iniciado na causa ambiental, e o seu interesse pelos estudos científicos sobre o assunto, que culminam em ações da sua gestão a frente do IPP. Ele enaltece também o fato de o Rio ser uma cidade de destaque internacional nas questões ambientais. E começa a falar das ações conjuntas entre os vários órgãos municipais, na busca de soluções para o <em>Aquecimento Global</em>.</p>
<p>Nesta segunda parte da entrevista Besserman, que compõe a série de reportagens <em>O Rio e o Aquecimento Global</em>. É a vez de se falar sobre o Protocolo do Rio, os ganhos que a cidade tem em estabelece-lo.</p>
<p>O presidente do IPP vai mais além, aguçando o interesse dos nossos leitores, com importantes explicações científicas sobre o degelo nos pólos. Ele também, faz revelações sobre as áreas da cidade que podem sofre danos com o aumento da elevação dos oceanos. Cometa os principais assuntos discutidos no Seminário Rio Próximos 100 anos. E fala do papel da sociedade carioca, neste tema tão importante para a sobrevivência do Planeta.</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/protocolo-rio.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 5px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/protocolo-rio-thumb.jpg" border="0" alt="protocolo rio thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="190" height="70" align="right" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Diário do Rio &#8211; O que consiste o Protocolo do Rio?<br />
</strong>Sergio Besserman – A mudança global do clima afetará todos os aspectos da vida das cidades do planeta neste século. As questões urbanas, aliadas aos fatores de produtividade, redução de pobreza, mobilidade, qualidade de vida e características das construções, passarão a ter respostas consistentes apenas no contexto dessa luta contra o aquecimento global e a elevação do nível do mar.</p>
<p>Nessa realidade, o Rio de Janeiro tem um lugar especial entre as grandes cidades do mundo. Para a população carioca, a mais escolarizada das capitais brasileiras, as questões ambientais são fundamentais em seu dia-a-dia porque sofrerá os impactos decorrentes da elevação do nível do mar devido ao fato de ser uma cidade com extensa faixa litorânea.</p>
<p>Com essa preocupação, a prefeitura lançou o Protocolo do Rio, iniciativa do prefeito da cidade através de decreto e que tem como objetivo a conscientização e mobilização da sociedade sobre a gravidade da questão climática, além de propor soluções práticas para evitar os piores cenários divulgados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança de Clima (IPCC).</p>
<p><span id="more-3136"></span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong><img style="margin: 0px 10px 5px 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/eu-arv-rio1-thumb.jpg" alt="eu arv rio1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" />Diário do Rio &#8211; Qual a importância de a cidade do Rio de Janeiro em estabelecer este protocolo?<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; Isto é uma importância política e simbólica da cidade se somar a luta de organizações da sociedade civil, empresas, governos variados no mundo, paises, estados e cidades, contra o aquecimento global, esse é um engajamento permanente. Fazemos parte hoje de uma rede de quarenta cidades, as maiores cidades do mundo na luta contra o <em>Aquecimento Global</em>. Há uma importância enorme nos trabalhos de planejamento, porque parece muito tempo, mas não é. Obras que estão sendo realizadas e principalmente o planejamento de obras e políticas públicas para os próximos 5, 10, 20 anos, se incorporar o aquecimento global, terá mudanças significativas. Certamente a cidade se preparar já com o planejamento de enorme importância. E favorecer também o exercício da cidadania cobrando dos governos, das empresas da cidade, das organizações, que a cidadania esteja em condições de acessar a informação do conhecimento a respeito e cobrar dos diversos atores econômicos e sociais um posicionamento.</p>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; Tem sido veiculado nos grandes jornais mundiais que o derretimento das calotas polares está ocorrendo além do que os cientistas previam. Estima-se que estes efeitos já possam ser sentido já nas próximas décadas com uma elevação do volume das águas dos oceanos. O Rio sendo uma cidade litorânea deve sofrer as conseqüências desse desastre natural. Gostaríamos que o senhor falasse mais especificamente sobre o que IPP vem desenvolvendo, e quais soluções serão propostas para cidade, neste tema avanço das marés?<br />
</strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/global-warming-melting-ice-sheets-6439.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/global-warming-melting-ice-sheets-6439-thumb.jpg" border="0" alt="global warming melting ice sheets 6439 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="317" height="210" align="right" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Sergio Besserman &#8211; O <em>Intergovernamental Panel on Climate Change</em>, no seu último relatório publicado em fev de 2007, faz uma estimativa de elevação do nível do mar entre 20 e 60 cm, mais provável de 40 cm até o final do século. Entretanto essa estimativa que já exige muitos estudos. O mar já está subindo, sempre são níveis médios. Então é claro que em situação de ressaca, tempestade, mar cheia, lua cheia. Eventos comuns no Rio de Janeiro. O forçamento sobre a infra-estrutura da cidade vai muito além desse nível médio de elevação do nível do mar. Portanto mesmo nesta previsão do IPCC que é conservadora, já é fundamental começar a se preparar, e a planejar, obras, e muitos estudos sobre este tema. Mas até para aguçar a curiosidade cientifica dos nossos leitores, a ciência está extremamente preocupada e investigando, o que ocorrerá com os mantos de gelo da Groelândia e do leste do Pólo Sul Antártico. Porque na previsão do IPCC, conservadora repito. É considerado apenas a expansão térmica do oceano. Expansão do volume do oceano, por conta do aquecimento da água. Água quente ocupa mais volume, do que água em temperatura ambiente, e o derretimento linear das geleiras, incluindo ai os mantos de gelo. Pólo Norte não entra nessa conta porque ele já está boiando, então embora afete o clima, a economia de muitas formas, seu derretimento não eleva o nível do mar.</p>
<p>Já os mantos de gelo da Groelândia e do Pólo Sul, se tiverem um derretimento estritamente linear ligada ao aquecimento. Confirmarão a precisão do relatório passado pelo IPCC. Mas há uma dinâmica em terra desses mantos de gelo, muito complexa, pouco conhecida. Há rios, há lagos. A ciência está extremamente preocupada com, por exemplo, a lubrificação onde o gelo entra em contato com o solo a partir de água líquida, que pode acelerar o avanço das correntes de gelo em direção ao oceano. Da mesma maneira o colapso das plataformas que estão no mar é preocupante porque eles exercem uma resistência sobre essas correntes de gelo. Qualquer aceleração dessas correntes de gelo faz com que o cenário de elevação do nível do mar nos próximos cem anos, mas já na próxima década, se altere muito significativamente.</p>
<p>Iremos descobrir o que irá se passar nos próximos anos, três a dez anos. E vale a pena prestar muita atenção.</p>
<p>No caso do IPP, nos estudamos também um cenário de um metro e meio de elevação do nível do mar, sempre repetindo, um metro e meio na média. Portanto condições extremas, a uma pressão maior. E claro esse é um cenário mais preocupante do que o anterior.</p>
<p>No cenário 40 cm, de 60 cm, o Rio de Janeiro estar perfeitamente dotado, para planejar e executar as obras necessárias nas áreas mais críticas. No cenário de um metro e meio, não se trata de catástrofe, mas o planejamento e a quantidade de dinheiro que a cidade vai usar para se adaptar é muito expressivamente maior.</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/sergio-besserman3.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/sergio-besserman3-thumb.jpg" border="0" alt="sergio besserman3 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="331" height="200" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Diário do Rio &#8211; A cidade em si tem uma elevação considerável acima do nível do mar?<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; O Rio de Janeiro. Vamos pegar um bom exemplo: Copacabana.</p>
<p>Embora seja uma cidade costeira, o fato é que no Rio de Janeiro em geral, as construções estão numa altitude considerável. Copacabana, é um bairro a beira mar, onde eu moro a 50 anos, as construções estão a um metro e meio. Mesmo uma elevação do nível do mar de 20 cm, o que ocorreria nas próximas décadas, já tem impacto sobre Copacabana. Será preciso estudar as correntes marinhas, verificar se vai necessários colocar areia, como já se faz regularmente na praia do Leblon, mas em condições de ressaca, maré cheia nós vamos ter uma forçamento na infra-estrutura urbana em Copacabana significativa.</p>
<p><strong>Diário do Rio – E naquela região da Lagoa Rodrigo de Freitas?<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; Lagoa, Praça da Bandeira, Baixada de Jacarepaguá, onde o lençol freático tende a pressionar. Copacabana não é atingida com um metro e meio, mas sempre lembrando, galerias de águas pluviais, rede de esgoto, garagens de prédios, e muitos outros, mesmo nos cenários mais otimistas sofrerão conseqüências.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; Eu estive lendo o material do IPP, e vocês fazem recomendações sobre construções na cidade. Vi algo falando sobre a Baixada de Jacarepaguá, onde vocês recomendam um tipo de construção já pensando em futuras alterações naturais.<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; Já construir levando-se em consideração o mapeamento sobre onde haverá maiores problemas e iniciar no caso de Jacarepaguá. Até para tranqüilizar todos os moradores de Jacarepaguá, não há necessidade a vista de obras, no horizonte de poucos anos, mas há necessidade segura de obras da rede de dragagem ou engenharia igualmente eficiente já no horizonte de 15 &#8211; 20 anos. Então é necessário planejar desde já.</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/rio-cem-anos.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/rio-cem-anos-thumb.jpg" border="0" alt="rio cem anos thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="292" height="228" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Diário do Rio &#8211; O Seminário Rio Próximos 100 anos, discutiu inúmeros temas relevantes para a cidade. Alguns deles já se tornaram projeto ou objeto de novos estudos?<br />
</strong>Sergio Besserman – Já. Nós estamos no século 21, onde o principal ativo é o conhecimento.</p>
<p>Há a falta de dados, para fazer um monitoramento adequado e até projetos, em diversas áreas. Então, entramos em contato com Academia, Governo Estadual, Governo Federal, empresas como a Petrobrás, tentando aumentar a produção dessas informações, construir series históricas. Há estudos a serem contratados no nível de detalhe maior, especificamente sobre a questão da elevação do nível do mar, há projeto da intensificação da arborização de maneira consistente, com urbanismo em diversos bairros, como São Cristóvão. Queremos também realizar estudos similares para Vila Isabel, outras áreas da Tijuca. Pretendemos iniciar estudos sobre impacto de arborização no microclima, de modo que a população possa também ser protegida pela elevação. Vamos lembrar que as árvores demoram um pouco para crescer. Então temos que começar desde já a pensar nesse tema. E todas as secretarias, saíram daqui com uma agenda. Então a Secretaria de Obras, a Secretaria de Saúde – tema bastante importante -, Secretaria de Educação. Podemos dizer que o Rio de Janeiro, deu esse passo extraordinário, que é seu corpo técnico levar em conta a realidade do Aquecimento Global, para praticamente qualquer projeto ou iniciativa nova que venha ser tomada.</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/ressaca-em-copacabana-g1.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/ressaca-em-copacabana-g1-thumb.jpg" border="0" alt="ressaca em copacabana g1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" width="370" height="233" align="right" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 2 de 2)" /></a> Diário do Rio &#8211; Voltando ao tema avanço das marés. As últimas ressacas do mês passado foram bem fortes, para não dizer atípicas. Muita gente teme que o mar possa invadir os calçadões da orla. É possível dizer que futuramente estes não sofrerão também alagamentos maiores? Quais as possíveis medidas para se reduzir os efeitos nessa área, caso ocorra esse desastre natural em maiores proporções?<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; Haverá um forçamento sim de toda essa infra-estrutura. As notícias ruins são duas. Uma, nós teremos eventos climáticos extremos mais freqüentes. O que significa no caso do Rio de Janeiro, mais chuvas fortes e talvez, sobre isso não há estudos, mais ressacas. Dois, com a elevação do nível do mar, esses eventos se tornam mais graves. No caso das ressacas certamente, mais graves forçando a infra-estrutura. No momento não é o caso, por uma razão de custo beneficio de nos precipitarmos com obras. Não há necessidade, a elevação do nível do mar é muito paulatina e é preferível estudar mais, conhecer mais, para sabermos exatamente qual é a natureza da engenharia adequada a cada realidade.</p>
<p>Mas é muito importante que a cidadania acompanhe até porque engenharia envolve dinheiro, e envolve alteração da realidade física, as vezes urbanística do local. Nós temos toda uma área costeira. E o planejamento futuro tem que incluir a preservação daquilo que é ativo econômico da cidade, como nossas praias mais famosas, daquilo que é importante para qualidade de vida da população. Nem todas as praias poderão ser salvas. Mas a engenharia adequada pode assegurar. Você pode fazer barreiras, como as do Aterro do Flamengo e garantir áreas de lazer, até aumentar as áreas de lazer existentes. Não há muito mistério também, onde já inunda vai inundar mais. Portanto os pontos críticos onde hoje já ocorre quando há um evento climático extremo, já ocorrem problemas. São aqueles pontos onde nos devemos nos debruçar. Isso também pode afetar vias de transporte importante para a cidade. Mas também outras preocupações como um dos nossos ecossistemas&#8230; O ecossistema da cidade que mais sofre é o manguezais da Zona Oeste, é preciso considerar que planejamento será feito, dado que além das pressões antrópicas – ocupação – se trata de litoral valorizado. Haverá pressão vinda do mar com a elevação do mar. Como salvar os manguezais, como agir.</p>
<p>De um modo geral a etapa atual é de produção de conhecimento, disseminação desse conhecimento para que o conjunto da sociedade, da cidadania, possa se posicionar. A etapa de obras é uma etapa para daqui a alguns anos.</p>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; E qual o papel da população neste contexto?<br />
</strong>Sergio Besserman &#8211; A população é fundamental. O Rio de Janeiro é a vanguarda do Brasil. Aqui é a cidade onde provavelmente no país pela primeira vez, ainda não aconteceu, mas vai acontecer. De um discurso como o de John Kennedy, como nos anos 60, ser bem absorvido. “Não pergunte o que o país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”.</p>
<p>Nós cariocas somos muito críticos do ponto de vista político, participantes, sempre fomos considerados vanguarda política do país. Somos uma população altamente conectada com a questão ambiental. No caso do <em>Aquecimento Global</em>, somos cidadãos do Rio de Janeiro, e cidadãos do Planeta a Terra, não basta fazer o dever de casa local, é preciso interferir também com as escolhas que estarão sendo feitas no Planeta, porque elas afetam a nossa cidade. Então a participação da população brasileira, da população carioca, ela é indispensável. Tanto para monitorar, cobrar planejamento de governo, modificar planejamento. Como para engajar a cidade na discussão global dos esforços, das escolhas, das decisões políticas sobre o <em>Aquecimento Global</em>. Os próximos anos são muito críticos, é neles que estarão sendo decidido se a humanidade vai encarar esse desafio ou por quanto tempo demoraremos para começar a reação.</p>
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		<title>O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 04:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comlurb]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Rio e o Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura do Rio]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Delacerda. O Rio é uma cidade formada por homens notáveis. Isso é indiscutível. Sergio Besserman, ex presidente do IBGE, economista, professor, pesquisar, ambientalista e atual presidente do Instituto Pereira Passos; é um destes, que compõe a nata de pessoas com profunda sabedoria, e que por certo ajudam a construir os alicerces do Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em>Por André Delacerda.</em></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/sergio-besserman21.jpg"></a><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/eu-arv-rio11.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/eu-arv-rio1-thumb.jpg" border="0" alt="eu arv rio1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" width="271" height="202" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" /></a>O Rio é uma cidade formada por homens notáveis. Isso é indiscutível. Sergio Besserman, ex presidente do IBGE, economista, professor, pesquisar, ambientalista e atual presidente do Instituto Pereira Passos; é um destes, que compõe a nata de pessoas com profunda sabedoria, e que por certo ajudam a construir os alicerces do Rio do futuro, que começa a se desenhar através de estudos científicos e muito planejamento.</p>
<p>Besserman nos concedeu a honra de uma importante entrevista sobre o tema <em>Mudança Global do Clima</em> e suas implicações na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>Este cidadão carioca, estudioso e gestor; traz importantes revelações sobre o que vem sendo feito em âmbito local, na busca por soluções contra o <em>Aquecimento Global</em>.</p>
<p>A nossa conversa com ele, é divida em duas reportagens.</p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/sergio-besserman21.jpg"><img style="margin: 0px 0px 0px 10px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/sergio-besserman2-thumb.jpg" border="0" alt="sergio besserman2 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" width="337" height="243" align="right" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" /></a> Diário do Rio -Visando a apresentar inicialmente o Instituto Pereira Passos aos Cariocas. O senhor poderia fazer um breve relato sobre a Instituição?</strong></p>
<p>Sergio Besserman &#8211; O <strong>Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos</strong> tem sua origem na Fundação RioPlan. Criada em 1979 e posteriormente transformada em Empresa Municipal de Informática e Planejamento, a IplanRio desempenhava atividades de informática, planejamento urbano, projetos urbanísticos, produção de estatísticas gerenciais, além de ser responsável pela base cartográfica do Município do Rio de Janeiro. Em 1998, a empresa IplanRio foi desmembrada e continuou responsável pela área de macroinformática da <strong>Prefeitura</strong>. As funções relativas ao planejamento urbano e à produção de informações gerenciais e cartográficas do município passaram para o novo <strong>Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos – IPP. </strong></p>
<p><strong>IPP </strong>é uma autarquia criada pela <em>Lei nº 2689 de 01/12/98</em> e vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo, é responsável pelo planejamento urbano, pela produção de informações estatísticas, geográficas e cartográficas, pelo desenvolvimento de projetos estratégicos que subsidiam políticas setoriais e estudos socioeconômicos. O IPP desenvolve uma visão sistêmica de projetos de renovação, revitalização e reestruturação urbanas, integrando objetivos sociais, econômicos e culturais. Aqui, pensamos e planejamos o Rio de Janeiro do futuro.</p>
<p><span id="more-3093"></span></p>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; Quais os principais projetos em andamento no IPP?</strong><strong></strong></p>
<p>Sergio Besserman – O IPP apenas elabora os projetos e faz o acompanhamento em conjunto com outras secretarias municipais.</p>
<p>Projetos que permanecem em curso em conjunto com diversas secretarias da Prefeitura do Rio de Janeiro:</p>
<ol>
<li>Estudos de Viabilidade Econômico-Financeira do Plano de Requalificação Urbana para a Região Central, em cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento &#8211; BID, o Atelier Parisiense de Urbanismo &#8211; APUR e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal &#8211; IBAM;</li>
<li>Acompanhamento das obras do novo acesso rodoviário ao Porto do Rio, no Caju;</li>
<li>Plano de Reabilitação Integrada de São Cristóvão &#8211; PRI;</li>
<li>Estudos para identificação de áreas para a implantação de Plataformas Logísticas;</li>
<li>companhamento do processo para implantação da Via Light (entre a Pavuna, Av, Brasil e Madureira);</li>
<li>acompanhamento do detalhamento do Parque Madureira, dentro das obras da Via Light e estudos para conexão da nova via com os bairros de Cascadura e Cavalcanti;</li>
<li>estudos para reforçar a centralidade dos bairros da Pavuna e de Santa Cruz;</li>
<li>estudos para ligações hidroviárias nas lagoas da Cidade;</li>
<li>estudos para implantação de teleféricos no Morro dos Cabritos e no Maciço da Tijuca;</li>
<li>apoio nas intervenções urbanas na Colônia Juliano Moreira;</li>
<li>apoio nos estudos para implantação de ônibus elétricos na Cidade;</li>
<li>estudos para adequação da sede do IPP ao conceito de edificação ambientalmente sustentável;</li>
<li>estudos para aproveitamento de galpões e imóveis subutilizados nos bairros do Jacaré e do Rocha;</li>
<li>estudos para implantação de cortinas verdes nas Linhas Amarela e Vermelha;</li>
<li>detalhamento do Parque Linear dos rios Acari e Sapopemba;</li>
<li>apoio na obtenção de financiamento para a implantação de Escola de Restauro e Escola de Audiovisual nos Galpões da Gamboa;</li>
<li> acompanhamento da elaboração da Agenda 21/COMPERJ;</li>
<li>apoio ao Grupo de Trabalho da Orla, com a elaboração de projetos pontuais;</li>
<li>acompanhamento da implantação dos diversos mobiliários urbanos, especialmente os novos indicadores de logradouros e bicicletários;</li>
<li>estudos para a implantação de novas ciclovias.</li>
</ol>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/rio92-1.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/rio92-1-thumb.jpg" border="0" alt="rio92 1 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" width="244" height="214" align="left" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" /></a> Diário do Rio &#8211; </strong><strong>Sendo presidente do IPP, e também cidadão Carioca. Como vem observando as mudanças climáticas nos últimos anos? </strong></p>
<p>Sergio Besserman &#8211; Como servidor público e funcionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social , agora trabalhando cedido a prefeitura, na presidência do Instituto Pereira Passos.</p>
<p>Eu tive oportunidade profissional de na Rio 92, coincidência simbólica, tomar conhecimento mais detalhadamente do tema Mudança Global do Clima. Eu era chefe de gabinete do BNDES e lá na Rio 92, fui as reuniões da convenção sobre quadro de mudança climática e passei a me interessar tanto como professor, como funcionário do BNDES, pelo tema. E a estudar e trabalhar nele.</p>
<p>Eu tenho essa felicidade de já há 16 anos, acompanhar principalmente através de estudos, a produção cientifica, a discussão do tema Mudança Global do Clima. E como cidadão Carioca, uma percepção muito clara que o <em>Aquecimento Global</em> tem um impacto significativo em qualquer cidade do mundo, mas numa cidade de 6 milhões e duzentos mil habitantes, costeira e que tem merecidamente uma imagem consolidada no mundo como uma cidade engajada e preocupada com a questão do <em>Aquecimento Global</em>. Para mim é uma benção ter a oportunidade de na presidência do IPP, poder inclusive, acumular a Secretaria Geral do Protocolo do Rio, que é o engajamento de toda a prefeitura da cidade na luta da humanidade contra o <em>Aquecimento Global</em>.</p>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; Quais as ações que o IPP vem desenvolvendo sobre o tema Aquecimento Global?</strong></p>
<p>Sergio Besserman &#8211; Nós temos no IPP em conjunto com várias secretarias e com destaque para a participação e coordenação da Secretaria de Meio Ambiente. Procurado desenvolver os três eixos do Protocolo do Rio, quais são eles:</p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/comlurbmanguezal2.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 5px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/comlurbmanguezal2-thumb.jpg" border="0" alt="comlurbmanguezal2 thumb O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" width="333" height="251" align="right" title="O Rio e o Aquecimento Global: Entrevista com Sergio Besserman (Parte 1 de 2)" /></a> Um, a cidade fazer a parte dela. Tem havido uma aceleração, com a retomada do reflorestamento, este nunca foi interrompido, ele crescia ano a ano. Depois estabilizou-se em um determinado patamar e com o Protocolo do Rio, reiniciou-se um movimento de aceleração, cada ano reflorestando mais que no ano anterior. Da melhor forma que a arborização da cidade foi intensificada. A Comlurb tem feito um trabalho para a questão do lixo. Os aterros sanitários da cidade emitem 3% do total de gases do efeito estufa. A Comlurb conseguiu realizar uma licitação de qualidade excepcional para assim que for possível retirar o aterro sanitário de Gramacho. O novo aterro sanitário seja qual for, será nas condições mais modernas possíveis do ponto de vista da redução de emissão de gases. Há um esforço bastante intenso na área de transporte, procurando dinamizar o uso de bicicletas e planejar melhor a integração dos vários modais de transporte tendo como objetivo não só atender ao usuário de maneira mais eficiente. Mas reduzir as emissões da cidade de gases de efeito estufa. O eixo é fazer a sua parte.</p>
<p>O outro eixo onde o IPP se engajou mais fortemente, é internalizar as variável Mudança Climática Global, principalmente o conhecimento sobre seus impactos, nas instâncias técnicas da prefeitura. Porque o prefeito muda, há eleições, os dirigentes como aqui a presidência do IPP muda. Mas o corpo técnico da prefeitura, que é altamente qualificado, mais ainda se comparado ao funcionalismo municipal de todo o Brasil. Se absorver esse conhecimento, se interessar pelo tema, assegura trabalhos técnicos e principalmente o planejamento de uma forma duradoura no tempo, considerando todos os impactos e as ações que são necessárias para enfrentar o <em>Aquecimento Global</em>.</p>
<p>Neste contexto tivemos inúmeras atividades, que se destaca um seminário – Rio Próximos 100 anos – no qual com a participação de técnicos da RioÁguas, GeoRio, da Comlurb, da Secretaria da Educação, e de Saúde.</p>
<p>O IPP e a Secretaria de Meio Ambiente contrataram <em>papers</em>, trabalhos da academia carioca, Federal do Rio de Janeiro, FioCruz e outros. E trouxemos convidados de outras cidades do mundo. Ali procuramos detalhar uma primeira rodada de impactos do aquecimento global na cidade.</p>
<p>O terceiro eixo do Protocolo é difundir informação, ai cabe principalmente a Secretaria Municipal de Educação, que a Rede Pública atinge as crianças da cidade, mas também nós através do site, inúmeras palestras em escolas, comunidades e outros. Temos procurado disseminar a informação do conhecimento sobre o <em>Aquecimento Global</em>.</p>
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		<title>Eles j&#225; est&#227;o entre n&#243;s: Entrevista com uf&#243;logo Milton Frank</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 18:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por André Delacerda. O avistamento de objetos voadores não identificados vem fascinando a humanidade desde os tempos antigos. Tem-se encontrado relatos de contatos com seres supostamente extraterrestres catalogados até em pinturas rupestres. No último século, inúmeros casos envolvendo OVNIs atraíram a atenção de pesquisadores do mundo todo, como o famoso caso Roswell nos Estados Unidos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Delacerda.</em>  </p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/milton-frank.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-right-width: 0px" height="308" alt="milton frank thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/milton-frank-thumb.jpg" width="410" align="left" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a> O avistamento de objetos voadores não identificados vem fascinando a humanidade desde os tempos antigos. Tem-se encontrado relatos de contatos com seres supostamente extraterrestres catalogados até em pinturas rupestres. No último século, inúmeros casos envolvendo OVNIs atraíram a atenção de pesquisadores do mundo todo, como o famoso caso Roswell nos Estados Unidos. Séries de Tv como o Arquivo X, tem ajudado a popularizar cada vez mais o tema, e instigado mais e mais gente a saber.  </p>
<p>Saindo do lado fantasioso do tema e partindo-se para o estudo científico deste. E sabendo que OVNIs tem sido avistados no céu carioca. É que o Diário do Rio encontrou em contato com o engenheiro civil, inclusive com cursos pela Université de Paris Sorbonne; o ufólogo Milton Frank, presidente do <a href="http://www.cubbrasil.net/" target="_blank">CUB</a> (Centro de Ufologia Brasileiro), para obter maiores esclarecimentos sobre o assunto e falar de alguns casos ligados ao Rio de Janeiro.  </p>
<p>Nesta entrevista, Milton explica melhor o que são OVNIs; o papel do ufólogo. Conta como foi iniciado no estudo destes objetos. Ele também aborda a relação dos ufólogos com os militares. Comenta sobre o mais recente avistamento na cidade. Além de relatar sobre o famoso caso do vôo 169 da VASP.  </p>
<p>Fazendo um trocadilho, com o slogan de uma famosa série sobre o tema, que diz: “A verdade está lá fora”. Nós do Diário do Rio, diríamos de forma mais ousada após a entrevista com Milton que: A verdade já está entre nós.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Muito dos nossos leitores estão mais familiarizados com a palavra disco voador, só para informá-los melhor. O que vem a ser um OVNI?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; OVNI é um objeto voador não identificado. Às vezes as pessoas tendem a dizer que OVNIs são naves espaciais. Este conceito está errado, pois OVNI é tudo aquilo que vemos no céu voando e não conseguimos identificar.</p>
<p><span id="more-3072"></span></p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; E o que faz um ufólogo?</b>  </p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/cub.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="230" alt="cub thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/cub-thumb.jpg" width="183" align="right" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a> Milton Frank &#8211; Muita pesquisa. Um ufólogo tem que pesquisar os casos ufológicos que acontecem da seguinte forma:
<ul>
<li>Entrevistando as testemunhas envolvidas.  </li>
<li>Visitando o local do acontecimento para coleta de amostras.  </li>
<li>Levantando os exames e testes necessários para tentar resolver o caso.  </li>
<li>Analisando as provas de campo.  </li>
<li>Análise de fotografias e filmes.  </li>
<li>Levando testemunhas a exames médicos quando necessário.  </li>
<li>Comparando os fatos ocorridos com os possíveis fenômenos terrestres.  </li>
<li>Fazendo reuniões com outros ufólogos para trocar idéias.</li>
</ul>
<p><b>Diário do Rio -Como começou seu interesse pela ufologia?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Após um contato imediato do primeiro grau que tive.<br />
<blockquote>
<p>Na noite de 10 de outubro de 1975, dezesseis amigos e escoteiros estavam jogando queimado na sede do Grupo Escoteiro que ficava na Rua Pinheiro Machado na IV Região Administrativa de Laranjeiras.  </p>
<p>Eram vinte horas e três minutos, quando neste instante o José Ricardo começa a gritar:  </p>
<p>- “Olha lá, olha lá!”.  </p>
<p>Neste momento todos paralisaram as suas atividades desportivas e olharam para o céu e eu virei para o José Ricardo e disse:  </p>
<p>- “Olha o quê?”.  </p>
<p>E o José Ricardo disse:  </p>
<p>- “Aquilo lá! Aquela luz!”.  </p>
<p>Respondemos:  </p>
<p>- “Mas aquilo é uma estrela”.  </p>
<p>E o José Ricardo disse:  </p>
<p>- “Não é não. Aquilo se move e com uma velocidade tremenda.”.  </p>
<p>Ficamos olhando para aquele ponto luminoso durante uns três a quatro minutos, quando de repente aquele ponto luminoso começou a se movimentar em espirais, começamos a escutar ruído indescritível, surgiu um clarão no céu e o objeto ou ponto luminoso desapareceu.</p>
</blockquote>
<p>Após este fato ocorrido, ficamos todos perplexos, e com uma sensação de que não estávamos sós no universo.  </p>
<p>Deste dia em diante comecei minha vida de pesquisas ufológicas e jamais parei. São 32 anos fazendo isso.  </p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/milton-frank-e-esposa.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-right-width: 0px" height="246" alt="milton frank e esposa thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/milton-frank-e-esposa-thumb.jpg" width="326" align="left" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a> Diário do Rio &#8211; O que é o CUB?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; O CUB é o Centro de Ufologia Brasileiro. O CUB tem como objetivo hoje promover a pesquisa ufológica com base em conceitos científicos.  </p>
<p>Como temos uma <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15717106" target="_blank">comunidade no ORKUT</a>, temos a missão de ser uma escola de ufologia e o <a href="http://www.cubbrasil.net/" target="_blank">nosso site</a> que é atualizado diariamente tem o objetivo de difundir a ufologia amplamente.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Milton, alguns governos do mundo a exemplo do canadense, estão sendo mais flexíveis quando tratam do assunto OVNIs. Porque há governos que mesmo fazendo estudos sobre o assunto, como o americano ainda resiste em abrir seus arquivos e fazer cooperação com os ufólogos nos estudos?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Talvez por questão de segurança. Talvez por questão de medo de como estas informações podem repercutir.  </p>
<p>Mas a prática tem mostrado que não. Se não países como a França e o Reino Unido não teriam aberto seus arquivos.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Falando em cooperação, ou melhor, acordo. É verdade que existe um acordo de cooperação e silêncio entre os governos mundiais, quando o assunto são os OVNIs e a visita de extraterrestres?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Que eu saiba não. Só se for muito velado entre eles. Mas que os governos escondem informações isto é fato. A prova disso foi o caso Operação Prato que aconteceu em 1977 e só veio a público em meados dos anos 90 porque um capitão chamado de Uyrangê Holanda resolveu contar o que foi a <a href="http://www.ufo.com.br/materiaespecial/operacaoPrato.htm" target="_blank">Operação Prato</a> para os ufólogos.  </p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/ufodm2906-468x327.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-right-width: 0px" height="211" alt="ufodm2906 468x327 thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/ufodm2906-468x327-thumb.jpg" width="300" align="right" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a>Diário do Rio &#8211; Trazendo nossa conversa para o Brasil, você poderia nos fazer um breve relato do caso do Vôo 169 da VASP? É verdade que os OVNIs seguiram a aeronave até próximo o Galeão?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Uma das experiências mais extraordinárias da história da ufologia sem dúvida alguma é o caso do chamado vôo 169 da Vasp, que aconteceu em meio a uma grande onda ufológica, na madrugada do dia 8 de fevereiro de 1982. Além dos relatos do comandante do vôo, Gerson Maciel de Britto, vários dos passageiros, que ao serem alertados pelo próprio, observou as evoluções do OVNI.  </p>
<p>A repercussão do caso chegou ao exterior, levando vários jornais e revistas em diversos países a relatarem o fato, que passou a ser também um clássico da literatura ufológica de nosso país.  </p>
<p>Segundo Britto, o vôo teve início com a decolagem pôr volta das 2 horas da madrugada da cidade de Fortaleza. O céu estava limpo apresentando visibilidade total, condições que seriam mantidas durante toda a rota. Cerca de uma hora depois da decolagem, quando sobrevoavam a cidade de Petrolina, já no Estado de Pernambuco, o comandante percebeu então pela primeira vez a presença de um objeto luminoso à esquerda do avião semelhante inicialmente aos faróis de um avião. A partir daquele momento, Britto passa a monitorar com atenção o OVNI, para verificar a trajetória que o objeto seguiria em relação à rota de seu avião, pensando na segurança do vôo que comandava.  </p>
<p>Neste momento o avião estava justamente sobre a região onde temos um entroncamento de aerovias, relacionado ao tráfego aéreo proveniente da Europa. Naquele momento o comandante do vôo ainda pensava na possibilidade do envolvimento de outro avião comercial. Com o passar dos minutos, Britto percebeu que aquela fonte luminosa mantinha a mesma distância de seu Boeing, com uma trajetória paralela, sem fator de aproximação. Não vinha em confluência a seu avião. Em seguida percebe então já uma mutação de cor no objeto, como se ele estivesse girando em torno de si, ionizando gases de nossa atmosfera, apresentando uma coloração alternadamente avermelhada, cor de abóbora e azulada. Em seguida o comandante do vôo entra em contato com a jurisdição de tráfego aéreo de Recife, para saber se existia algum tráfego especial da Força Aérea Brasileira na região, já que não havia sido informado previamente, como é normal quando no início de qualquer vôo comercial, que pudesse explicar o que ele e os demais tripulantes estavam observando.  </p>
<p>Em resposta &#8220;Recife&#8221; comunica através do rádio que desconhecia qualquer vôo militar na área, e que não tinham também informações sobre qualquer outro tráfego comercial naquele momento na região.  </p>
<p>A partir da confirmação que não se tratava de um tráfego aéreo convencional, o comandante Britto passa a observar ainda com mais atenção o objeto, já definido de maneira definitiva com um OVNI, mantendo seu avião na rota normal, já que o objeto não identificado não apresentava qualquer risco para o vôo, mantendo-se a uma distância segura, apresentando uma velocidade próxima a mantida pelo próprio Boeing, que voava há um pouco mais de 900 quilômetros por hora.  </p>
<p>Depois de vários minutos acompanhando o avião, o OVNI começou a apresentar deslocamentos surpreendentes. Segundo Britto, em frações de segundo, o aparelho se deslocava há dezenas de milhas, se posicionando bem mais à frente do avião, para depois retroceder a posição anterior, demonstrando um potencial tecnológico muito além da nossa compreensão. Estas variações de velocidade e posição ocorreram várias vezes, e foram observadas tanto visualmente, como através do radar de bordo.  </p>
<p>Quando o vôo chegou à jurisdição do CINDACTA Brasília (Centro Integrado de Defesa Aeroespacial e Controle de Tráfego Aéreo), Britto entrou em contato com o mesmo, reportando todos os detalhes sobre o que estava acontecendo. Para sua surpresa, o centro de controle informou que não estava detectando nenhum eco radar na região. O comandante do vôo solicitou então a seguir, sabendo que podiam existir outros aviões no mesmo setor, que os controladores do órgão indagassem se outras tripulações estavam observando o mesmo fenômeno. O CINDACTA entrou então em contato com um jumbo da Aerolíneas Argentinas, e o comandante do avião confirmou que estava também observando o fenômeno. Em seguida a tripulação de um vôo da Transbrasil, de Brasília para o Rio de Janeiro confirmou que estava já observando as evoluções do objeto durante muito tempo, descrevendo os deslocamentos impressionantes, que o OVNI realizava.  </p>
<p>O CINDACTA continuava sem dar nenhuma instrução de alteração de rota para o vôo 169. Diante desta situação o comandante Britto continuava a manter a mesma proa, nível e velocidade, mantendo a observação constante do aparelho não identificado.  </p>
<p>Quando o vôo já estava nas proximidades da vertical da cidade de Belo Horizonte, aquele objeto, que mantinha desde o início uma distância razoável do Boeing, começou a se aproximar de maneira definitiva e o CINDACTA entrou em contato finalmente com a tripulação reportando que estavam detectando um eco radar na posição nove horas, ou seja, bem à esquerda, a uma distância de 8 milhas náuticas. O comandante Britto estranhou o comportamento do CINDACTA, pois só quando começou a se materializar uma situação de conflito de tráfego aéreo os operadores do órgão resolveram assumir, que o OVNI estava realmente em suas telas.  </p>
<p>O foco luminoso cada vez ficava maior com sua aproximação do Boeing. Segundo Britto ele já conseguia observar uma estrutura em forma de disco em meio a aquela intensa luminosidade, com o tamanho equivalente a dois aviões jumbos juntos.  </p>
<p>A partir deste momento, o comandante do vôo já entendendo que se tratava realmente de uma nave extraterrestre, que de alguma forma estava tentando entrar em contato, deixou o seu lado mais humano surgir, mentalizando uma mensagem de boas vindas aos tripulantes do objeto, e em seguida teve a idéia de convocar o restante da tripulação, já que até aquele momento apenas a tripulação da cabine vinha acompanhando o fenômeno, e os próprios passageiros para partilharem aqueles momentos especiais. O avião foi inundado por uma luminosidade intensa de coloração azulada, e os passageiros de maneira tranqüila e ordeira foram se revezando nas janelas do lado esquerdo para observarem o fenômeno. Com exceção de Don Ivo Lonchaider e outro religioso que o acompanhava, que não desejaram observar o OVNI, temendo provavelmente serem transformados em testemunhas, todos os outros passageiros tiveram a oportunidade de observar o fenômeno, que continuou a manter aquela distância de 16 milhas até o início do procedimento de descida quando o avião já estava próximo da cidade de Barra do Piraí, no interior do estado do Rio de Janeiro. Britto pôde observar ainda, quando já sobrevoada as serras nas proximidades do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o OVNI por trás de uma formação nevoenta que existia sobre a região.  </p>
<p>Com a chegada do avião ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, os passageiros que desceram começaram a divulgar o ocorrido, e a mesma coisa aconteceu pouco tempo depois já em São Paulo, chamando a atenção do plantão de imprensa no local. Ao terminar o histórico vôo, Britto recolheu-se às dependências da Vasp ainda no Aeroporto, com a finalidade de elaborar o relatório sobre o vôo para o departamento de operações da empresa, como é de praxe. Em seguida foi informado pôr um dos diretores do departamento, que havia já uma multidão de repórteres de jornais, revistas, rádios e televisões, tentando via o serviço de imprensa da companhia entrevista com o comandante do vôo, que desejavam saber todos os detalhes do encontro com o OVNI.  </p>
<p>O comandante Gerson Maciel de Britto, depois de ser liberado pela própria empresa para falar abertamente sobre o incidente, levou sete horas e meia atendendo os jornalistas.  </p>
<p>Uma passageira do vôo 169 da Vasp chamada Silézia Del Rosso, conta que o objeto brilhava como uma lâmpada de mercúrio, como essas de postes de iluminação. Os passageiros disputaram por varias horas as janelas à esquerda do avião para observarem melhor o OVNI.  </p>
<p>Todos os passageiros confirmaram o encontro com o OVNI com exceção de algumas personalidades religiosas que estavam a bordo do vôo, como Dom Aloísio Lorscheider, cardeal arcebispo de Fortaleza, que quando questionado por um passageiro sobre o porquê de não ir até a janela ver o objeto, respondeu que ele não queria saber dessas coisas.  </p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/pedra-da-gvea.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-right-width: 0px" height="273" alt="pedra da gvea thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/pedra-da-gvea-thumb.jpg" width="363" align="left" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a> Diário do Rio -Você teria mais algum caso a mencionar de OVNIs na cidade do Rio de Janeiro? Soube que no século passado foi avistado um nas imediações da Pedra da Gávea.</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Caso de peso no Rio de Janeiro tem o Caso das Máscaras de Chumbo.  </p>
<p>A Pedra da Gávea apesar de ser um local místico não contempla nenhum caso de ufologia importante. Conheço apenas relatos de pessoas que avistaram luzes na Pedra da Gávea enquanto passaram a noite lá. Conheço relatos nos anos 70 e 80.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Qual foi o avistamento mais recente aqui no Rio? </b> </p>
<p><b></b>Milton Frank &#8211; O avistamento mais recente que ocorreu no Rio de Janeiro foi no dia 24 de maio de 2008, às 19h10min, o membro de nossa comunidade no ORKUT chamado Neto avistou um suposto OVNI se deslocando no espaço aéreo do bairro de Laranjeiras, que fica na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.  </p>
<p>&#8220;Foi possível notar uma luz intensa, que desapareceu em poucos segundos. não houve qualquer barulho, durante o tempo em que pude observá-lo e filmá-lo&#8221;, disse Neto.  </p>
<p>Ele ainda fez um filme do avistamento que pode ser visto em:  </p>
</p>
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<div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=niZAtrN6DPk" target="_new"><img src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/video1f53250c89dc.jpg" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv=document.getElementById('c9098e7a-5724-48d9-828c-ddd4f8bfcce4'); downlevelDiv.innerHTML=&quot;&lt;div&gt;&lt;object width=\&quot;425\&quot; height=\&quot;355\&quot;&gt;&lt;param name=\&quot;movie\&quot; value=\&quot;http://www.youtube.com/v/niZAtrN6DPk\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;param name=\&quot;wmode\&quot; value=\&quot;transparent\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;embed src=\&quot;http://www.youtube.com/v/niZAtrN6DPk\&quot; type=\&quot;application/x-shockwave-flash\&quot; wmode=\&quot;transparent\&quot; width=\&quot;425\&quot; height=\&quot;355\&quot;&gt;&lt;\/embed&gt;&lt;\/object&gt;&lt;\/div&gt;&quot;;" alt="video1f53250c89dc Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank"  title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a></div>
</div>
</div>
<p><strong>Diário do Rio &#8211; qual é o mais documentado na cidade também?</strong></p>
<p>O Caso mais bem documentado ocorrido no Rio de Janeiro foi o Caso Barra da Tijuca que o ufólogo Claudeir Covo descobriu que não era real.  </p>
<p>Veja os detalhes aqui.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Voltando ao assunto resistência dos governos em tratar o assunto OVNIs com mais clareza. Sabemos que os ufólogos brasileiros têm solicitado ao governo, algumas informações. Porque existe tanta resistência do Ministério da Aeronáutica em tornar publicar algumas informações? Militares tem falado de forma anônima sobre OVNIs?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Olha hoje isso melhorou muito. O Brigadeiro José Carlos Pereira recebeu vários ufólogos para dar uma entrevista e falar abertamente deste assunto recentemente. Este mesmo Brigadeiro participou de um congresso de ufologia em Curitiba agora nos dias 22, 23, 24 e 25 de maio de 2008 em Curitiba. Quando os ufólogos visitaram o CONDABRA os militares afirmaram que 2% do tráfego do espaço aéreo brasileiro eram desconhecido. Portanto, isso está mudando muito. Foi muito pior no passado. Estamos caminhando para um caminho mais aberto, agora quando este ocorrerá só o tempo dirá.  </p>
<p><b><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/x-files.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-right-width: 0px" height="264" alt="x files thumb Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/05/x-files-thumb.jpg" width="350" align="right" border="0" title="Eles j&aacute; est&atilde;o entre n&oacute;s: Entrevista com uf&oacute;logo Milton Frank" /></a> Diário do Rio &#8211; Você acredita que séries como X Files, ajudam a popularizar e disseminar mais o assunto. Ou elas têm um pouco de exagero quando tratam do tema? </b> </p>
<p>Milton Frank &#8211; Todo filme sobre ufologia e ETs ajudam ao telespectador a se lembrar que o assunto existe. Todos estes filmes por serem criados pela mente humana não deixa de estarem bem fora da realidade, portanto é um exagero.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Para nossos leitores que estão interessados em obter mais informações sobre o assunto, ou relatar alguma experiência. </b> </p>
<p>Milton Frank &#8211; Estes têm dois caminhos sem erro algum. Podem conhecer o <a href="http://www.cubbrasil.net" target="_blank">site do CUB</a> ou o Site do INFA.  </p>
<p>São as melhores fontes que conheço da ufologia brasileira.  </p>
<p><b>Diário do Rio- O CUB tem reuniões periódicas? </b> </p>
<p>Milton Frank &#8211; Sim. Mas nós não fazemos reuniões burocráticas. A gente se reúne para investigar casos, ou então para um evento como um churrasco para ficar falando sobre ufologia.  </p>
<p><b>Diário do Rio &#8211; Existe alguma revista ou livro que você recomende sobre o assunto?</b>  </p>
<p>Milton Frank &#8211; Os melhores livros de Ufologia estão escritos em inglês.  </p>
<p>Para quem quiser conhecer ufologia com seriedade tem que ler Jacques Vallée, Hynek, Jerry Clark, Stanton Friedman.  </p>
<p>No Brasil recomendo os livros do Dr. Ubirajara Rodrigues.  </p>
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		<title>Entrevista com Brent Alan James a Andr&#233; Delacerda</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 15:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Andr&#233; Delacerda. Entrevistei o americano de alma carioca, escritor e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade da Calif&#243;rnia, Brent Alan James, escritor do livro Carnival King, que atualmente vive na Espanha e que retorna ao EUA em breve. Que revela em sua entrevista um profundo encanto pelo Rio, por sua gente em especial, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Andr&#233; Delacerda.</em></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/04/brent.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="244" alt="brent thumb Entrevista com Brent Alan James a Andr&eacute; Delacerda" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/04/brent-thumb.jpg" width="221" align="left" border="0" title="Entrevista com Brent Alan James a Andr&eacute; Delacerda" /></a> Entrevistei o americano de alma carioca, escritor e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade da Calif&#243;rnia, Brent Alan James, escritor do livro Carnival King, que atualmente vive na Espanha e que retorna ao EUA em breve. Que revela em sua entrevista um profundo encanto pelo Rio, por sua gente em especial, pois j&#225; morou e trabalhou na cidade na d&#233;cada de 90. </p>
<p>Brent diz que refuta o rotulo de &#8220;Cidade Dividida&#8221; para o Rio, como muitos querem rotular a cidade. Ele inclusive destacando os encantos da Zona Norte, o que &#233; uma surpresa novamente, j&#225; que a maioria dos estrangeiros conhece o Rio das praias e da Zona Sul. </p>
<p>Ele tamb&#233;m fala do seu novo livro que trata do Rio antes das reformas de Pereira Passos &#8211; ainda que n&#227;o concorde totalmente com este processo em busca da modernidade, que ocorreu &#224; &#233;poca -. Neste novo livro, Marvelous City, uma das hist&#243;rias interessantes, para n&#227;o dizer pitoresco. S&#227;o as investiga&#231;&#245;es sobre a virgindade das mo&#231;as, o que era muito comum &#224; &#233;poca.&#160; </p>
<p><strong>Andr&#233; Delacerda &#8211; Como come&#231;ou seu interesse pelo Rio de Janeiro? Porque o Rio te inspira como cen&#225;rio para seus livros?</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Estudei no Rio no ano de 1993 e fiz um est&#225;gio no Consulado Americano ai em 1997, ent&#227;o &#233; a cidade brasileira que mais conhe&#231;o. E, claro, quem passa um tempinho no Rio, acaba encantado &#8211; principalmente n&#243;s gringos.&#160; </p>
<p>Como escritor, o Rio me inspira como cen&#225;rio por v&#225;rias raz&#245;es. Uma delas &#233; a paisagem. Poder falar do mar, dos morros, do verde, etc. &#201; um prazer que poucos escritores resistir&#227;o. Mas, sobretudo, &#233; o papel importante que o Rio ocupa na hist&#243;ria do Brasil, que faz dela o cen&#225;rio l&#243;gico e perfeito para meus livros, como capital da Col&#244;nia, da Rep&#250;blica, etc. </p>
<p><strong><a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/04/carnival-king1.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="219" alt="carnival king thumb1 Entrevista com Brent Alan James a Andr&eacute; Delacerda" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/04/carnival-king-thumb1.jpg" width="219" align="right" border="0" title="Entrevista com Brent Alan James a Andr&eacute; Delacerda" /></a>Andr&#233; Delacerda &#8211; Voc&#234; escreveu um livro ambientado no Rio e que se chama o Rei do Carnaval, do que trata o enredo?</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Sim, &#233; &#8220;Rei do Carnaval, no sentido de Rei Mono, ou aquela pessoa que &#233; Rei por s&#243; uma semana, um m&#234;s, etc. Por casualidade, sorte ou erro. O enredo &#233; mais ou menos simples e tem o plebiscito de 1993 como ponto de partida, aquele em que os brasileiros decidiram qual tipo de governo queriam. Claro, escolheram a democracia presidencial, mas a monarquia era uma das op&#231;&#245;es. Ent&#227;o, imaginei o que teria acontecido se tivessem optado por um Rei e n&#227;o um presidente. Quem &#8211; e como seria este Rei, e o que faria ele? </p>
<p>Bom, o Rei do meu romance n&#227;o tem nada a ver com um pr&#237;ncipe encantado, nem com os Guilhermes e os Enriques que realmente existem hoje em dia. &#201; um homem normal, desastrado socialmente, falastr&#227;o &#8211; esquisito,&#160; todos os chamariam. Mas durante este &#8220;terceiro reinado&#8221;, ele aprende muito sobre o seu pa&#237;s e sobre si mesmo e consegue inspirar o povo brasileiro a lutar pela paz e pela igualdade. N&#227;o posso dizer o que acontece com ele, ou porque era escolhidos, mas importante s&#227;o as amizades que ele cria no Rio com todo tipo de carioca. </p>
<p><strong>Andr&#233; Delacerda &#8211; O que voc&#234; como americano, destaca de bom na cidade do Rio?</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Eu diria algo como: a paisagem demogr&#225;fica, se isso faz sentido. Quer dizer, as pessoas, e o meio em que se encontram. J&#225; &#233; uma banalidade chamar o Rio de &#8220;Cidade Dividida&#8221; ou algo assim, mas &#233; esta mistura, ou diversidade, que fascina os grigos. No inicio todo mundo gosta das praias. Depois voc&#234; aprende a apreciar tamb&#233;m os bairros da Zona Norte, do Centro. Dizem que Machado de Assis saiu muito pouco da cidade e eu entendo porque. H&#225; de    <br />tudo l&#225; dentro.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>
<p><strong>Andr&#233; Delacerda &#8211; Estamos sabendo que em breve voc&#234; ir&#225; lan&#231;ar um livro que tem um t&#237;tulo bastante sugestivo &#8211; Marvelous City. Voc&#234; poderia nos contar um pouco desta hist&#243;ria?</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Tenho uma m&#225; noticia; o t&#237;tulo &#233; bastante ir&#244;nico. Quer dizer que o romance pretende capturar a cidade justo antes que se tornasse a &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221;, dos postais e tudo. &#201; um (quase) romance policial ambientado no Rio de 1904, na v&#233;spera das reformas do Prefeito Pereira Passos. Ent&#227;o fala de sujeira, das doen&#231;as, dos corti&#231;os, etc.&#160; </p>
<p>Tampouco vejo as reformas como algo totalmente positivo e critico bastante este cego desejo de ser moderno a todo    <br />custo. </p>
<p>Digo o romance &#233; &#8220;quase&#8221; policial porque, sim, h&#225; um crime, mas o detetive &#233; um policial muito jovem que apenas sonha em ser o verdadeiro Sherlock Holmes. E, al&#233;m do caso de homic&#237;dio, h&#225; uma investiga&#231;&#227;o sobre a virgindade de uma jovem dom&#233;stica, uma quest&#227;o que era bastante comum na &#233;poca. Enfim, estamos seguindo o processo em qual o protagonista se torna mais &#8220;maduro&#8221; em todos os sentidos.&#160;&#160; </p>
<p><strong>Andr&#233; Delacerda &#8211; Estamos no ano em que se comemoram os 200 anos de chegada da Fam&#237;lia Real Portuguesa ao Rio. Na sua opini&#227;o, qual a import&#226;ncia da vinda da corte para a Cidade Maravilhosa?</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Pode parecer ir&#244;nico para algu&#233;m que escreveu um livro sobre o tema dizer isto. Como escrevo nas    <br />primeiras p&#225;ginas de &#8220;Carnaval king&#8221; o Rio mudou bastante por causa da vinda da corte, mas a cidade teria mudado sem a presen&#231;a tamb&#233;m. &#201; importante no sentido de que toda a nossa hist&#243;ria &#233; importante, j&#225; que faz parte do que somos. </p>
<p>Mas no meu livro, os escravos e os vendedores ambulantes possuem a mesma import&#226;ncia quem tem o Rei, pois podem mudar a trajet&#243;ria da nossa hist&#243;ria.&#160;&#160;&#160; </p>
<p><strong>Andr&#233; Delacerda &#8211; Para encerrar deixe uma mensagem para seus leitores cariocas.</strong> </p>
<p>Brent James &#8211; Mando um cordial &#8220;salude&#8221;&#160; &#8230;. e meus agradecimentos.&#160; </p>
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		<title>Entrevista de Sergio Cabral à  Folha de São Paulo</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 17:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quintino Gomes</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Na FSP de hoje, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1401200712.htm" target="_blank" title="Apenas para assinantes">há uma entrevista</a> com o Governador Ségio Cabral, infelizmente é uma entrevista ruim, não fala nada demais, apenas que ele é amigo de Serra, Lula e Aécio (nada mal para 2010). E que sobre pretensões políicas, apenas a de ser candidato à  presidente&#8230; do Vasco. Ah, claro, que o governador é extremamente midiático.</p>
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