21/08/2009
O vereador Luiz Carlos Ramos (PSDB), da base aliada do prefeito Eduardo PAes, quer criar mais uma taxa para ser paga pelos cariocas. É a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip). O novo tributo será cobrado nas contas de luz mensais da Light e poderá representar acréscimo médio de 5,12% a 8,35% nas faturas de energia.
O projeto anterior, que Ramos mudou, cobrava uma taxa anual de 3,50 junto ao IPTU. O vereador, sabe-se lá porquê, acha que: “Os que consomem menos deverão contribuir em menor proporção”. Faltou saber com eles se aceitam pagar mais por uma questão de proporcionalidade…
O curioso é, Eduardo Paes não parece que está fazendo grandes investimentos na cidade e nem pretende, ainda assim quer aumentar a cobrança sobre os cariocas…. E convenhamos, aumento de mais de 5% é um absurdo!
E não me venha dizer que foi uma iniciativa do vereador, criar impostos para um vereador popular como ele é um tiro no pé…
Fonte O Dia.
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10/08/2009
A não ser que você tenha estado dentro de uma redoma, sem olhar nenhum jornal ou dar uma zapeada em um telejornal ou mesmo uma visitada ao Twitter, sabe da atual situação do Presidente do Senado, José Sarney. E da falta de vergonha do Senador Paulo Duque (PMDB) que simplesmente arquivou todas as denúncias contra Sarney como se todos os atos dele fossem corretos.
Aí alguns leitores se perguntam: “O que Sergio Cabral tem com isso, ele é governador”, sim, mas antes ele tinha sido eleito para o Senado e Duque é seu 2o suplente, o primeiro sendo seu braço direito Régis Fichtner. Duque representa os interesses TOTAIS do nosso governador, afinal, se não representasse bastaria que exonerasse o senador Regis do seu cargo como Secretário da Casa Civil do Estado, este voltaria a Brasília e agiria como um Senador que deve representar o interesse de seu estao, pelo menos é o que se esperaria.
Cada voto de Duque, seja pela absolvição de Renan, evitar a quebra da caixa-preta da Petrobrás e agora simplesmente inocentar Sarney na Comissão de Ética são um voto do governador Sergio Cabral.
Duque não tem o que perder como político, já tem 82 anos e dificilmente se candidatará a mais alguma. Mas Sergio Cabral tem a perder e é ele que tem que explicar estes votos de Duque que ele poderia muito bem ter evitado.
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04/08/2009
Eu tenho para mim que o Choque de Ordem é puramente midiático, não reparei nenhuma mudança substancial no problema de ambulantes. Até porque só bater não resolve nada, tem de haver uma porta de saída. Na administração anterior, por exemplo, foi criado os camelódromos que diminuiu substancialmente o problema, basta lembrar das lonas azuis que dominavam Copacabana.
O exagero chega quando a Guarda Municipal retira uma das mais conhecidas figuras cariocas do Centro do Rio de Janeiro, o Ademir de Paula, o camarada que fica tocando sax na frente da estação de metrô da Carioca. A Guarda Municipal, de acordo com a coluna Gente Boa de sexta, simplesmente o proibiu de tocar lá, o que ele faz há 25 anos…
Paris, Londres, Nova Iorque, todas grandes cidades tem seus músicos de rua. Mas a visão limitada da administação Eduardo Paes é incapaz de enxergar isso, é o positvismo aplicado ao máximo. Enquanto isso em Nova Iorque, o Naked Cowboy, figuraça de lá, é candidato a prefeito.
Foto: Saxy por Barbara Porto
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29/07/2009
Por André Delacerda
Dos tempos de bairro imperial, residência onde viveu por bom tempo a Família Real; até os dias atuais, algumas coisas mudaram. Mas o charme e a atenção que São Cristóvão ainda provoca na Cidade Maravilhosa o fazem uma jóia imperial até os tempos atuais.
O bairro atualmente começa a crescer no boom imobiliário, e renovar suas perspectivas. Tendo uma gama de atrações a oferecer para cariocas e turistas.
As atrações de São Cristóvão passam pelo futebol, pela cultura lúdica e popular, e até se voltam para as estrelas, sem falar da preciosidade de poder curtir um bom final de semana no parque caminhando e brincando com a família ao ar livre.
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21/07/2009
N.E.: Para quem não sabe André Delacerda escreve ficção e em uma edição especial para o Diário do Rio escreverá sobre a história da família Oliveiras Tejo que vem para o Rio de Janeiro com a Família Real e até os dias de hoje participou dos principais momentos de nossa cidade.
O trote do eqüino de origens mouras e cor mascava, em velocidade rompia as montanhas que circundavam o velho Tejo. O cavaleiro de vestes oficiais parecia afoito por chegar logo ao destino, por isso, impulsionava o cavalo a correr mais e mais com o bater das botas de encontro a parte inferior da cela do animal.
Chegando ao alto de uma colina o oficial pôde ver o leito do Tejo emoldurado pelas montanhas de oliveiras e vinhais. Observou parado como que se quisesse recuperar o fôlego das muitas léguas andadas desde Lisboa até aquelas bandas.
Deu mais um toque no cavalo que voltou a correr sobre a inclinação e passou rente a uma placa de maneira que distintamente indicava que ali entrava-se na propriedade dos Oliveiras Tejo.
Puxou mais o arreio para tentar deter a velocidade do animal, passou por entre um arco de pedra que se compunha por uma murada de media altura, tendo a sua frente um jardim de oliveiras e cortiças que servia de cortina para o belo sobrado de dois andares sob uma pequena inclinação próximo ao leito do Tejo.
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