25/08/2009

Back 2 Black Festival

Por André Delacerda

Black2BlackLogo thumb Back 2 Black Festival Leopoldina vai se transformar na África carioca.

 

Como assim? Pergunta o carioca que ainda não sabe, mas vai saber neste post que a antiga estação que um dia foi terminal de passageiros para milhares de pessoas com sua secular estrutura, irá se transformar no final deste mês na Meca do melhor da música e debate sobre África. Também será celebrado a novíssima música que vem das terras africanas. O evento não será só um espaço para música, mas para discussões sobre política e cultura.

 

O Back 2 Black acontecerá de 28 a 30 de agosto e terá a presença nos debates da ativista política moçambicana Graça Machel. Além de Graça, estão confirmadas outros nomes internacionais como o músico senegalês Youssou N’Dour, a economista zambiana Dambisa Moyo, o escritor e pintor sul-africano Breyten Breytenbach, considerado um dos nomes mais fortes de resistência ao Apartheid, o cineasta sul-africano Gavin Hood que produziu o filme "Tsotsi", o escritor angolano José Eduardo Agualusa e o humanista popstar Bob Geldof.

Na parte musical haverá a presença de artistas de nome nacional como Marisa Montes, Ed Mota, Gilberto Gil, Mart´nalia, D. Ivone Lara, Luiz Melodia.

 

Entre as atrações internacionais, além de Youssou que participa da conferência, constam da lista de show, Angelique Kidjo, do Benin; Paulo Flores, de Angola; Mayra Andrade, de Cabo Verde e Omara Portuondo, de Cuba.

 

Quem quiser conhecer toda a programação do festival, podem o fazer no site Back 2 Black.

Postado por:
Categorias:
Evento

Comente!

  • sandra

    É engraçado, quando se fala de negros em prol de políticas públicas para empoderamento do negro, se denuncia a falsa democracia racial, se denuncia o genocídio negro, se denuncia que os não-brancos – em especial – os negros são excluídos da cadeia produtiva quando não relegado aos extratos mais baixos da pirâmide social, dizem que o problema só existe na cabeça de negro e do movimento negro.
    O Teatro Experimental do Negro nos anos 50 denunciava a invisibilidade do negro na sociedade brasileira.
    Os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros nas universidades lutam com unhas e dentes para manterem suas pesquisas e bolsistas.
    Os projetos e produções envolvendo a discussão étnico-racial e a implementação, por exemplo, da lei federal sobre afrobrasilidade no currículo escolar e a divulgação e aparelhamento técnico e profissional da saúde por conta de doenças como anemia falciforme e tuberculose, não recebem rubricas – as famosas bandeirinhas da verba federal. Em geral, elas vão para eventos e personalidades que sempre tiveram dificuldades com a promoção da igualdade racial e empoderamento do negro. Para a negrada… nada.
    E agora temos este Back 2 Black Festival que cobra os olhos da cara (do negro, naturalmente) R$ 60, 80, 130 e 160. É óbvio que é projeto feito por brancos usando os negros mas que não querem que negros entrem e assistam. E justo na Estação Leopoldina, construída no lombo da negrada, limpa pela negrada, e que está situada na antiga área chamada Pequena África. E para completar tem um camelódromo em frente, altamente inoperante. Pontos de ônibus para municípios periféricos em que os periféricos moram e que não poderão assistir a um projeto desta magnitude que trata de negro e o negro comum não poderá entrar…
    Claro que teremos negros lá dentro, fora os que limpam e que falarão ou apresentarão produções, até porque a sociedade brasileira – mesmo com tanto esmero e dedicação – não conseguiu manter todos os negros e mestiços pobres na miserabilidade, sempre houve quem escapasse, e com a política de ação afirmativa, modalidade cotas de acesso ao ensino superior em universidades públicas, temos mais negros intelectualizados, muitos destes por meio de bolsas de estudos externas, e outros tantos que teve a sorte de seus ancestrais terem tido acesso a emprego regular – em geral, serviço público – e conseguiram acumular para que seus rebentos pudessem estudar.
    Taí, deveria ter um choque de ordem na cabeça de quem faz um evento excludente destes… Êta …

  • sandra

    Mas não é que esqueci de mencionar as bandeirinhas federais que estão bancando esta festa em nome da raça e que a raça não pode assistir !!! E quando o sujeito ou a sujeita faz um projeto ou quer implementar um programa focado no empoderamento das comunidades tradicionais, quilombolas, periféricas, o apoio financeiro do governo federal não sai…
    Quando profissionais ou estudantes de comunicação e/outras áreas querem desenvolver um projeto de pesquisa e relacionamento produtivo com países africanos com intercãmbios, em geral, 90% dos casos, estas iniciativas são obstaculizadas até serem abortadas. É danado… É lamentável…
    Não é inviabilizar um trabalho desta magnitude, mas é abrir para quem deveria estar aprendendo que fez história, construiu este país, e que sem seus braços, sangue e vida, nada aqui existiria. Não podemos ficar restritos às páginas policiais como aconteceu com o pai de família quase trucidado por seguranças do Carrefour em São Paulo.
    Cadê as parcerias com os profissionais de Educação que trabalham com a Lei 10639 em sala de aula que não podem levar seus alunos para um evento como este? Cadê as organizações negras que há anos trabalham, em geral de pires na mão, para comparecerem e dialogarem neste espaço para troca de saberes?
    É vergonhoso !!! E o pior, é que é com o meu dinheiro dos impostos, essa não divisão do bolo, essa não participação popular, essa não participação de quem carrega nas costas a dura luta pela promoção da igualdade racial neste país de “nós não somos racistas”.

  • Bruno

    Sandra, parabéns, belo texto. Sem mais.

    Obs:. Pode-se ter até um valor “simbólico” mas a foto do Marco Nanini (caucasiano) pintado de negro no photoshop, foi no mínimo um clichê que eu considero aberto a interpretações até maldosas. Não gostei.

  • edson elidio

    vc tem osite deste evento …. se souber agradeço edson

  • Cristiane

    Bravo Sandra!!! Concordo com você, é muito triste viver numa sociedade
    hipócrita como a nossa.

  • kraquel

    Lamento, profundamente, que eu não saiba me expressar tão bem quanto Sandra.

  • Sandra

    Para aqueles que, minimamente, se debruçam sobre a questão das relações raciais no Brasil, que não necessariamente acadêmicos, para de pronto perceber que a lógica do evento ainda está imersa em estereótipos. Por exemplo, a colocação dos imensos painéis com o mapa do continente africano abordando aspectos diferenciados foi muito bacana – indicativo de: países colonizadores e colonizados no período escravocrata; periodicização das lutas pela independência; demografia etc. acho que foram seis do teto ao chão. Mas como os paineis só mostravam o continente africano, parecia que ele era um OVNI no planeta, não estava ligado a absolutamente nada: um ponto no nada.
    No hall da estação, foram colocados painéis enfileirados que desciam e subiam sincronicamente, muito bonito, ainda mais quando tocavam os acordes iniciais de um hino representativo das lutas africanas. As imagens mesclavam entre imagens de extrema pobreza, vazios demográficos, desequilíbrio entre progresso e áreas dilaceradas pelas guerras e ganância dos usurpadores, e belíssimas imagens de pessoas humanas de bem com sua vida e seu modo de ser, crianças sorrindo, mulheres com seus filhos, ser humano de bem com a natureza e suas tradições. Nós brasileiros pouco conhecemos de nossos antepassados por razões históricas e políticas, pois a escravidão acabou há 120 anos e ainda não conseguimos aprender na escola que antes de serem escravos os africanos tinham seus impérios, e que o Brasil foi construído também com o saber importado destes empreendedores sequestrados, e mais, que o que temos hoje no Brasil é a perpetuação através do racismo institucional do não empoderamento de grupos étnicos (negros e indígneas) a ponto de suas histórias serem apagadas e suas tradições serem vistas como exóticas, sulreais, atrasadas, e por aí vai. E aqueles painéis reforçavam este olhar, de distanciamento, de estranheza, de um povo (parece que o continente africano é um só país) que não “progrediu” e que depende deles ‘crescer’ e se ‘desenvolver’ e deixar a ‘preguiça de lado’. Exatamente o mesmo discurso que temos no Brasil com relação aos negros, indígenas e nordestinos moradores (ou não) de áreas periféricas (no RJ, favelas).
    Outro aspecto interessante, já que o evento era um grande sanduiche com o negro como recheio: de todo o staf de recepcionistas SOMENTE UMA MULHER NEGRA, todas as outras 99,9% eram BRANCAS, 60% de cabelinho amarelo (de farmácia, é claro). Agora, na limpeza, na segurança, tinha pretinho à rodo.
    Exposição de livros em um vagão na gare com uma música gostosa da melhor qualidade lembrando os tempos do Soul Black – DJ Corelo, Dom Filo, Charme, foi show, com uns dançarinos caracterizados com seus belos sapatos plataforma e roupas coloridas.
    Detalhe, com aqueles preços nada doces, o banheiro era químico. A água mineral, refrigerante, cerveja – a R$ 4,00 e o tal sanduiche natural a R$ 8,00. Lembrando que foram 9 instituições bancando o trabalho e nenhuma escola carioca pode levar seus alunos !!!
    O momento de troca de informações se deu, naquele local, somente no bate-papo inicial, e foi muito bom, apesar de a produção não ter dado para a mediadora Katia Lund uma folha de papel com o nome dos convidados, o nome do evento, a proposta daquele sarau, e muito menos se o trabalho vai ter desdobramento ou não. Pois foi a pergunta feita por quase todos que expunham suas trajetórias de vida. Três músicos e dois cineastas. Uma de Benin, outro do Senegal e Bill (CUFA). O cineasta sul africano e a Kátia Lund. O barato é que o sul africano ficou pasmo com os informes dados por Bill sobre as desigualdades raciais no Brasil. E ele disse que, com todas as dificuldades na África do Sul, há o sistema de cotas por etnias e que a educação é pedra de toque. Lá eles estão buscando promover o empoderamento dos grupos minorizados e excluídos pelo Apartheid.
    Não lembra o Brasil ?!?!?!? O senegalês politizado pelo trabalho desenvolvido pela Anistia Internacional usa a música como ferramenta política. A beniense que teve que abandonar a família para se refugiar na França, disse que não adianta a bipolaridade sem o recorte de gênero transversalizando a discussão, porque a identidade da mulher africana é a do marido. Todos ficaram boquiabertos com o que a controvertida imagem que os produtos midiáticos mostram do Brasil e do que viram e ouviram aqui com relação a ‘democracia racial’, inclusive naquele evento, feito por brancos ganhando sobre negros para conhecer os pretinhos africanos e ver o que eles podem ganhar com a diáspora africana.
    E no meio disso tudo, os serviçais de sempre, que existem em todos os lugares, com todas as cores.

  • NOEL

    A TODOS

    Eu fui . Foi caro o ingresso. Mas puxa, esse tipo de evento acontece só uma vez o ano. Para mim foi a primeira vez. Mas fui la com minha familia toda. Deixei de tomar umas cervejas para ir ver com meus proprios olhos e ouvir a batida forte Tremolo.

    Mas lamento muito de não ver o evento associando Embaixadas africanas, movimentando todos em torno da questão. Tudo bem o Brasil sediu , ok, mas vejo uma certa inercia sempre por parte dessas missões diplomaticas africanas em mostrar sua cultura, sua historia, sua capacidade, suas riquesas…..e tal. Olhem a feira da Providencia, somente alguns gatons pingados se considerar a quantidade de paises na africanos e presentes em Brasília. ACORDEM AFRICANOS.
    Faz anos descobri esculturas e objetos raros da cultura africana numa exposição n CCBB Rio de Janeiro. Nunca os africanos tentaram se associar e fazer algo grandioso e importante d´aquele. Certo posso afirmar que a Europa está ou confiscou a cultura africana…(os objetos de arte africana pertencem ao museu alemão).
    Voltando ao festival B2B, realmente é uma vergonha total, não foi tanta coisa não. A começar pela quantidade exagerada de cantores locais, teve pouco representantes vindo da África. Não convidaram ? Ah eles não tem condições….Então como foi essa organização ? Atras do palco estava escrito BACK 2 BLACK, mas creio que ali deveria estar um Telão dinámico mostrando imagens e figuras legendárias sobre a África. Afinal qual foi o objetivo do festival: Arecadar fundos para que? Para quem? Porque? Não foi Barato não. Ate crianças de 5 anos pagAram …para ver um pouco da cultura AFRO….PUXA ! Por fim queria no ultimo dia ver e escutar a legendária esposa do ex-presidente N.MANDELA, ela não veio, Bizarro , a treva !Onde está o respeito pelo povo ? Eu tenho o sonho de ver as Embaixadas africanas se reunirem e mostrar a ÁFRICA de VERDADE para todos ver e se emocionar…A africa não é somente a ANGOLA, A NIGERIA E O SENEGAL, é uma panoplia de identidades e cultura inesgotável. Pensem nisso. It is may DREAM

    • Gisela

      Noel,
      Achei muito interessante sua posição.E gostaria de lhe dizer o seguinte:A África é.A África é o berço da humanidade,foi de lá que vieram nossos antepassados! Não falo se séculos, falo de milhares de anos! Portanto não há necessidade de embaixadas africanas se unirem para mostrar a importância que eles têm.Pois quando somos, não precisamos mostrar! Por que existem pessoas cegas que não querem enxergar ou não podem enxergar. A minha preocupação é empoderar os negros que ainda não tem conhecimento de sua história de seu valor! Concordo com você que a África não se resume a Angola,entre outros,mas são esses países com os quais nós temos relações mais estreitas.Você ainda pensa uma África estereotipada,tal como quando imaginamos os índios com cocares e tanga! Alo,,acorda! Esse tempo passou,apesar de ainda existir…Mas somos todos seres humanos:temos sonhos,ansiedades,alegrias,tristezas…
      Não somente as artes africanas estão na Europa! A Europa foi construida com dinheiro adquirido da exploração de toda a África,Américas.Sem a gente eles continuariam sendo nada, como eles sempre foram,como eles são! Uma península:Eurásia!Lembram?
      Sandra e todos,
      Precisamos fazer algo prático sobre a nossa indignação com esta situação do B2B! Estive também lá!Fiquei chocada com tudo aquilo que eu vi e que você tão bem relatou em suas escritas.Porém lembro de uma fala do Mv Bill reclamando sobre a mediadora loira e agora a mediadora é a Glória Maria.
      Ah,deixa eu lembrar uma coisa:Os africanos não tem essa questão da negritude tão forte como em nós brasileiros.Eles se consideram pela sua etnia,família.

  • Nayara

    Concordo com você Sandra. Sou moradora da baixada(onde residem bastante negros) e fui no Back 2 Black no dia 28 e 29. Foi lamentável a falta de negros no evento. Como você disse, o evento foi para brancos mesmo. Pois eram a grande maioria. Presenciei uma situação muito chata no dia 29. Tinha gente fumando maconha lá dentro e o segurança (negro) foi reclamar com um outro homem (negro que não estava fumando). Esse homem ficou revoltado e mostrou para o segurança um grupo de jovens (caucasianos) que realmente estavam usando a droga.
    É triste, pois a maioria das pessoas que estavam no evento, “supostamente” para negros, eram brancas e estavam, de alguma forma, manchando nossa imagem por estarem com drogas lá dentro. Porque na hora de falar, ninguém vai especificar quem era, só dirão que estavam consumindo drogas no evento de negros. Sem contar com o preconceito do segurança (que também era negro). É lamentável, mas esse é o Brasil que vivemos…

  • NOEL

    ….Nayara, o evento erá sobre Negros, mas nada impede que outros vem conhcê-los, sua cultura e seus costumes. Creio que a intençoa seja de os outros (brancos e outros tribos, amarelos vermelhos azuis etc…) tenham ideia do que é ser Afro, ser Negro na Africa, no mundo, e no Brasil. O evento é para negros mas deixem os outros vir e saber quem os negros são e representam neste universo,Assim eles (os outros) não falarão mas bobagens sobre os afros…. O resto é pura bobagem BOBAGEM.

    As portas estão abertas para todos. Voce se conhece, sua familia te conhece mas como será que os outros te vê e te entendem? Eles tem que vir a voce e te conhecer…

    É ISSO

  • NOEL

    Elisa,

    Concordo.
    Sou a favor da participação de mais negros no evento, sim . O que quero dizer é que não tem graça se os brancos não aparecerem. Aí fica a questão de “quem precisa conhecer os negros? a cultuda deles? “. Quando se fala de racismo ou de preconceito, isso diz respeito a outro que não conhecemos. Então que venham em massa para ver com os proprios olhos e escutsr o que os negros tem a dizer e mostra ao mundo. Estou a favor de democratizar o valor da entrada para todos. Creio eu.Mas que o negro tenha seu lugar de destque claro.
    Agora eu quero tambem que negro se apresente de forma firme e gracioso sem resmungar o tempo todo de que foi deixado de lado. Puxa´, é toda hora a mesma coisa.

    Valeu pelo comentário Elisa. Adorei

  • http://www.alexandracaradepaisagem.blogspot.com Alexandra

    Eu estive lá no domingo apenas…no tal Baile do Viaduto. Achei muito estranho quando cheguei e não havia uma música de fundo, mas vá lá, não poderia alterar o som do salão de quem pagou R$100… coincidência ou não, o tal ambiente era nos fundos.
    Ok, uns pufes na decoração,mas achei a iluminação um tanto quanto ruim… até para os fotógrafos a coisa me pareceu meio complicada… banheiros químicos e água a R$ 4… umas poucas horinhas de baile, só ali vimos maciçamente os negros. Acho que falta aos negros brasileiros conhecer um pouco mais da própria cultura… Por que não um Jongo + Dona Ivone Lara para um grande número???
    Enfim, tudo transcorria calmamente até que os frequentadores do espaço vip foram para o baile do Viaduto, lá nos fundos… pouco tempo depois, surgiu uma briga, com atuação ligeira dos seguranças…E até o Carlos Minc apareceu pra mediar a situação. NÃO ERAM NEGROS que participaram/ promoveram o tumulto…que foi resolvido muito socialmente. Fosse um negro, minimamente seria posto pra fora, segurado pelos braços e com as pernas pro ar, talvez levando uma pequena surra pra aprender a ter modos… O que mais me chateou foi que quase ninguém entendeu o que realmente aconteceu no evento como um todo…

Destaque

Abre Cidade da Música Abre Cidade da Música - Já poderia estar funcionando há 3 anos e continua parada, fechada por picuinha política.

Facebook

Publicidade

Novidades por e-mail

Se quiser receber nosso conteúdo no seu email, inscreva-se no campo abaixo

© 2012 Diário do Rio de Janeiro. Todos os direitos reservados.