29/12/2012

A História do Réveillon de Copacabana

Ano Novo em Copacabana por Vinicius Costa

Conheça um pouco da história da virada do Ano Novo em Copacabana. Os shows começaram em 1992 com Jorge Benjor e Tim Maia para evitar os gargalos causados com o número de pessoas saindo a mesma hora.

Fato interessante, na época o então prefeito Cesar Maia foi criticado por ter colocados os shows, porque estaria descaracterizando o réveillon de Copacabana… imagine se ele tivesse ouvido estes críticos, hoje o Réveillon carioca não seria um dos maiores do mundo, deixando os hotéis lotado.

Leia a história e a crítica ao atual planejamento da Prefeitura feitas no ex-blog de 31 de Dezembro de 2010:

SHOWS EM COPACABANA NO RÉVEILLON: A HISTÓRIA!

1. A avaliação do réveillon feita durante o ano de 1992, com público crescente na praia de Copacabana, apontou para o prefeito eleito os riscos do turbilhão de pessoas na saída logo após a queima de fogos. Assim, foi programado para a passagem do ano -1993-1994- shows na praia de Copacabana para reter o público. Nesse ano, Jorge Ben -por razões numerológicas- mudou o nome no réveillon para Jorge Benjor. Cantou também Tim Maia.

2. O sucesso foi duplo: a saída se deu de forma espaçada por 2 horas, sem o tumulto de antes. As críticas foram muitas, de que com isso o réveillon se descaracterizava, pois devia ser uma festa religiosa junto ao mar e de queima de fogos e nada mais. Os nomes dos críticos estavam entre os mais midiáticos intelectuais.

3. No ano seguinte o show de Rod Stewart bateu recordes de público e espaçou ainda mais a saída do réveillon por 3 horas. Finalmente, o Tributo a Tom Jobim -com Gal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Paulinho da Viola…- consolidou o réveillon com shows. Mas havia a necessidade de transformar a queima de fogos num espetáculo da mesma qualidade. A queima de fogos foi criada pelos empresários Ricardo Amaral e Mariu’s e, ao lado, a cascata do Méridien.

4. Dos 8 a 10 minutos anteriores, o tempo foi dobrado para 20 minutos e a qualidade e diversidade dos fogos também. Um problema técnico na queima de fogos de 2000, num último ano de governo, terminou por exigir o uso de balsas, o que passou a ocorrer no réveillon 2001-2002. Finalmente ocorreu o previsto: o réveillon passou a concorrer com o carnaval na ocupação da rede hoteleira e passou a ser um atrativo turístico, o que não era até 1992.

5. Em tempo: a confusão ocorrida no show do Roberto Carlos, este ano, foi apenas por não terem aberto as gavetas com o planejamento do show do Rolling Stones. Shows dessa importância têm planejamento inverso ao réveillon. Neles, o público chega horas antes do show e sai todo junto logo após. Não há necessidade de se fechar cedo a avenida, deve-se flexibilizar o estacionamento, e deve-se concentrar tudo nos corredores de escoamento do público, no final, com filas dos ônibus estacionados esperando o público, além do metrô.

 

Quintino Gomes

Quintino Gomes

Editor at Diário do Rio
Defensor do Carioca Way of Life, morou em Jacarepaguá a vida toda, trabalhou na Zona Oeste, na Zona Norte, Centro e Zona Sul. O pai é português e a mãe carioca da Gema, do Bairro de Fátima
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Cesar Maia, Destaque, Reveillon

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Comentários

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Rio de Janeiro, Diário do Rio. Diário do Rio said: A História do Réveillon de Copacabana http://bit.ly/ggS5R5 [...]

  2. [...] passou a organizar o evento. No início, havia apenas a queima de fogos, mas, segundo o site o Diário do Rio, o ex-prefeito da cidade, Cesar Maia, decidiu incluir, em 1992, shows na programação da [...]

  3. Claudio André de Castro-Bourbon disse:

    César Maia pode ser o que for, mas é GÊNIO também.

  4. Fabiano Daher disse:

    Elegia a Cesar Maia não dá né, gente? Rsrsrsrs. Atenção povo, mostre que aprendeu e leve tb o Paes pra terra de São Nunca.

  5. Noemia Ramos disse:

    É unico! simplesmente maravilhoso!

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