06/11/2007

A Demolição do Palácio Monroe

monroe desvio do metro thumb A Demolição do Palácio Monroe É óbvio que sou um fã da história do Rio e aqui no blog há vários comentaristas que também são. Hoje li em um blog um excelente texto sobre a Demolição do Palácio Monroe. O texto é do autor do Carioca da Gema, que fez uma pesquisa a fundo com um pouco da história sobre o Monroe e sobre este atentado a beleza da cidade.

Veja algumas curiosidades sobre a demolição:

  • Ao contrário do que se pensa, Palácio Monroe não foi demolido por causa do Metrô
  • Ernesto Geisel, Roberto Marinho e Lucio Costa seriam os responsáveis pela demolição
  • Em 2002, durante a construção do estacionamento subterrâneo que se localiza debaixo da praça onde ele ficava operários encontraram uma caixa metálica contendo vários objetos relativos à construção do Monroe, entre esses objetos estavam uma pedra do Palácio e uma edição especial do Jornal do Brasil. Esse material foi entregue à Biblioteca Nacional.

Eu fiz uma pequena adaptação do texto dele (ele falava ontem, hoje e retirei estas referências), no blog que citei acima também estava um pouco confuso, por isso, leia a História do Palácio Monroe aqui no Diário do Rio.

Neste site há mais sobre o Monroe: http://www.fotonadia.art.br/monroe.htm

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História do Rio

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  • http://www.flickr.com/photos/claudiolara Claudio Lara

    O grande mentor deste crime contra o Patrimônio Histórico foi o Ernesto Geisel.
    Demolir o Monroe foi o meio que ele arrumou para atingir seu maior desafeto. O pai de seu inimigo tinha projetado o palácio.

    Roberto Marinho como sempre apoiando tudo que a Ditadura Militar fazia.

  • http://diariodorio.com Diario do Rio

    A Fundação Roberto Marinho deveria ser obrigada a reconstruir o palácio.

  • Cadu

    Triste……..

  • Eduardo Silva

    Eu li o post antigo do blog sobre o Palácio e fiquei muito triste, com lágrimas nos olhos, inclusive.

    Você caminha pelas ruas do Centro e repara alguns pequenos detalhes que remetem àquela época antiga e fica imaginando…

    Eu sou profissional de informática, e sou contra essa “modernização” de tudo, em nome da “funcionalidade”. Essa palavra me dá arrepios! Muita gente deturpa o seu significado, querendo passar por cima de tudo e todos em nome dela.

    E com isso vai o respeito pelas pessoas (aqueles caras de telemarketing que te ligam a qualquer hora do dia, em nome da meta diária deles) até essas construções que foram deixadas de lado em nome da modernidade.

    Uma pena.

  • ANA

    Olá!

    eu estou acessando o site para pesquisa do meu colégio e gostaria de saber se tinha como você disponibilizar( ou me dizer onde achar) capa do jornal da época que fala sobre o palcio Monroe???

    obrigada!

  • Jorge de Figueiredo

    Eu tinha 7 anos, quando meu pai mostrou-me o Palácio Monroe. Fiquei olhando ele com temor e ao mesmo tempo, olhando a sua beleza. Quando eu ai ao centro gostava de passar em frente a ele, só para vê-lo.Em minha época cheguei a ver uma placa que dizia: SENADO FEDERAL, que ficava bem acima da porta principal. Nunca me manifestei em entrar, por aquelas grandes portas. Que pena! Em 1976 o autor Louis Souza Aguiar lanço o livro Palácio Monroe; da Glória ao opróbrio, lançado pela Editora Arte Moderna. Li, com muita tristeza; Notícias que poderiam ser menssagens subliminares, do jornal o globo, que fez, mas fez tudo para derrubar o antigo e lindo Palácio Monroe. Porque o Sr. Roberto Marinho, não pediu para derrubar o teatro municipal ? , porquê não pediu para derrubar a Biblioteca Nacional ? Porquê ? são tudo obras do mesmo autor. A minha revolta é enorme. Depois vem as organizações e outros orgãos, querer dizer que não fez nada. O RJ-TV fêz uma reportagem sobre o palácio. Mas eles não disseram que um dos culpados, por colocá-lo abaixo foi o dono da Rede Globo, da fundação Roberto Marinho, que gostava de apresentar, obras de restauração em outros estados etc etc etc….Gostaria que alguem me respondesse, porque o então, presidente geisel (que já partir, graças a DEUS!), teve que meter o bedelho (o seu dedo, que os vermes já comeram e passaram mau…). se o palácio ficava aqui no Rio e que já havia passado ao estado……alguém ai pode explicar…….. Quero deixar aqui registrado também ao apreço ao ex- prefeito Cesar Maia, que pensou em reconstruir este que foi um dos monumentos mais importantes da história do Brasil. Minha homenagem também ao CREA e o Clube de Engenharia, ao Jornal do Brasil, que lutou bravamente, contra o “DOTOR” Roberto Marinho e todos as pessoas que se diziam inimigos do palácio. Realmente não foge ao propósito que se reconstruir este palácio novamente… Assim como este foi reconstruido aqui no Rio de Janeiro, pois veio de uma exposição nos Estados Unidos. Foi assim, que o mesmo veio parar aqui. Ex-prefeito Cesar Maia, gostaria de dizer, que apoio a sua iniciativa, para a reconstrução do Palácio Monroe ! não importa, quanto custará, não importa. Pois, a empresa, que o demoliu, ganhou, muito, dinheiro com os afrescos, vitrais leões, etc…etc..etc..Vamos liderar uma canpanha para recontruí-lo ! Vamos entar em contato com a família do General Souza Aguiar, vamos movimentar, a população!! Não fiz deste relatório ponto parágrafos, pois minha intenção é manter o leitor lendo em linha, para assim, ter uma visão melhor, da minha opinião. Muito Obrigado.

  • Pingback: O Obelisco de Ipanema e quem considera o que é arte ou não - Diário do Rio de Janeiro

  • Luiz

    Gente as forças armadas brasileiras só fizeram trapalhada no Brasil e as excessões (que confirmam a regra) como a do Gen. Francisco de Souza Aguiar são abafadas pelos “Globos” da vida. Não nos esqueçamos nunca dos 20 anos da escuridão de uma ditadura burra, da Revolta da Vacina, da Batalha das Toninhas (chega a ser patético), da traicão ao Imperador Pedro II por um grupo de oportunistas de última hora e pelo que ainda fazem com a nata de nossos jovens em suas escolas militares, subtraindo de suas mentes o espirito de questionamento e criatividade em prol de um patriotismo canalha que serve na verdade a um só corpo de interesses imediatistas. “A fé leviana na autoridade é o pior inimigo da verdade. – Albert Einstein”

  • Glauber

    Triste, desnorteador,… Fico penalizado quando vejo total covardiacom nossa cultura que de sem igual valor, único pais da américa do sul sendo uma ex monarquia, de valor hitórico incalculável. Já tinha ouvido falar no Palácio monroe, mas até então não sabia de sua demolição… Fico profundamente entristecido com aconteceomentos deste caráter. Está aí um “pedaço” de nossa história que nunca mais conciguiremos reaver.

    Triste e desnorteador…

    • Jimes

      Deveríamos começar uma campanha para demolir o prédio da Globo ao lado do Jardim Botânico, já que aquelas antenas não tem nada a ver com o estilo do local. Sem direito a indenização.

      Fundação Roberto Marinho: destruindo a memória nacional.

  • Annibal Silva

    Conhecia esta historia, parabens pela postagem
    O Palacio não existe mais, e a palavra reconstrução muitas das vezes é um mito, por se tratar de um predio novo, sem carga patrimonial.
    O tema é complexo, na Alemanha (arrasada na 2 Guerra) a reconstrução vem sendo praticada, procurem, por “reconstrução da Frauenkirche” e “reconstruçoes na Alemanha”.

    Mais um pouco sobre o tema aqui no Brasil pode-se ler em
    http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq115/arq115_01.asp

    A Revista Nossa Historia n 45 de junho de 2009 mostrou materia sobre uma pequena igrejinha no Municipio de Mariana, demolida pela Mendes Junior na decada de 1970 e que agora será “reconsruida”, devido apelo da comunidade. VALE A PENA COMPRAR.

    Em Itabira MG, terra de Carlos Drummond de Andrade, reconstruiram a casa do poeta, que havia sido demolida pela Vale do Rio Doce.

  • Edgard

    Concordo: A fundação Roberto Marinho e o jornal O Globo deveriam assumir a responsabilidade de RECONSTRUÇÃO do palacio Monroe;;; Seria uma iniciativa privada como como forma de se redimir contra o covarde ato de ter financiado na midia da epoca a demolição de um belissimo patrimonio público!

  • Elisabeth

    A RECONSTRUÇÃO do Palácio Monroe não trará de volta um patrimonio que já se perdeu, é claro! MAS sua reconstrução tem um SIMBOLISMO muito maior! É a retratação de uma sociedade que percebeu seu erro passado! As pedras, o cimento e os tijolos se foram, mas as recordações, a historia e a cultura não, de modo que reerguer-se um prédio semelhante, tal qual está na planta (preservada) seria um presente para a memória do Brasil, e dos cariocas em especial, que demostrariam ao mundo em plena época de Olimpiadas, que possuem memória historica e conhecem seu passado!

  • Elisabeth

    Gente!
    Seria fantastico se esse Palacio fosse reconstruido. Isos porque seria a TERCEIRA vez! que baita história teriam os cariocas para contar às futuras gerações sobre este tema do palácio, que insistiria em sobreviver, em se reconstruir, em nascer das cinzas, como uma FENIX!
    Que HISTORIA está o Rio de Janeiro perdendo com a ausencia dessa belissima construção!

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