14/01/2008

Cesar Maia fala sobre as eleições no Rio de Janeiro em 2008 em entrevista ao Valor

cesar maia1 Cesar Maia fala sobre as eleições no Rio de Janeiro em 2008 em entrevista ao Valor O prefeito do Rio de Janeiro e um dos grandes eleitores das próximas eleições, Cesar Maia, deu hoje uma entrevista ao jornal Valor Econômico, em que entre coisas fala sobre as eleições cariocas em 2008. Veja o que disse o prefeito:

Valor: Qual a expectativa na disputa pela Prefeitura do Rio?
Maia: Vamos ter uma redução do número de votos no primeiro turno na Prefeitura do Rio, pois eu ganhei no primeiro turno (em 2004) e ninguém vai ganhar no primeiro turno nesta eleição. A Solange (Amaral, candidata do DEM) deve ir para o segundo turno. A queda no primeiro turno é forte porque sai de 50% dos votos, 2 milhões de votos, passa para 1,3 milhão para o segundo turno. São 700 mil votos a menos, que a nível nacional, têm um peso. Em 2006, o DEM teve uma vitória espetacular para o Senado, passou a \ser o maior partido na Casa. Depois, tiraram um, tiraram outro, tiraram outro. Essa vitória sinalizava que o lugar que o governo iria ter problemas era no Senado. A gente viu isso agora na CPMF. Depois, o governo tem como carro-chefe político os programas de inclusão social. São programas que têm uma curva, que vai formando cada vez um ângulo menor. Sai de 6 milhões no Bolsa Escola e vai para 11 milhões no Bolsa Família. Depois, vai para 11,5 milhões, 11,7 milhões, não pode ir para 22 milhões. Os programas assistenciais têm sempre este problema. Quando recebe, a população dá um retorno muito grande porque recebeu aquele apoio. Se ele não está vinculado a um elemento de inclusão definitiva, a população começa a achar pouco logo depois. A pessoa ganha R$ 30, claro que é importante porque não ganhava nada. Só que daí a um ano R$ 30 não é nada, tem que ganhar R$ 150. Então, a produtividade política desses programas assistenciais é decrescente, o que é bom porque tem que acoplar um elemento de inclusão ao emprego, à Educação, à ascensão, uma porta de saída. Então, o governo Lula, nos programas assistenciais, vai ter, do ponto de vista político, uma produtividade política decrescente.

Valor: E no Rio de Janeiro, sua base eleitoral, como vai ser a disputa pelas prefeituras?
Maia: O Rio de Janeiro, há 80 anos, tem dois vetores políticos. O populista, que pode ser de clientela, pode ser trabalhista com Getúlio (Vargas), pode ser social com (Leonel) Brizola, pode ser evangélico com (Anthony) Garotinho e com a Benedita (da Silva). Esse vetor é muito forte, sempre foi e continua sendo, está aí o Wagner Montes, o (senador Marcello) Crivella. E do outro lado, tem uma outra alternativa que o povo busca, não sei direito qual é o nome, na falta de um nome melhor, chamo de administrativo. Procura um perfil de candidato que faça mais o gênero do gestor, do administrador, isso tem aí há anos e vai se reproduzir agora. Já estamos em campanha com Solange Amaral. Quando o Crivella, habilmente, consegue levar o Exército para o Morro da Providência para fazer reforma de casa, passa a ter um discurso imbatível: "Atenção, vou fazer isso no Rio de Janeiro todo, vou com o Exército, a garantia de segurança e vou com a garantia de mão-de-obra". Quem pode dizer que é mentira? Ele fez ali. Então ele tem a oferecer um exemplo para o eleitor dele, que é imbatível. Mas como o Exército deixa se usar dessa maneira? Parabéns ao Crivella. E o documento do Exército é projeto Cimento Social, o nome do slogan dele.

crivella Cesar Maia fala sobre as eleições no Rio de Janeiro em 2008 em entrevista ao Valor Valor: O senador Crivella tem a simpatia do presidente Lula mas o PT quer lançar candidato.
Maia: O PT tem que ter para suas bases. O Lula, cada vez que trata de política do Rio de Janeiro, ele baba bílis. Não sei o que passou na cabeça dele. Ele quer porque quer derrotar a gente e ter um aliado dele na prefeitura, seja qual for, não interessa se é de esquerda ou de direita, se é evangélico ou católico, nada, ele quer eleger. E o Crivella é uma alternativa.

Valor: O senhor sempre disse que o Crivella tem um teto de votos. Isso pode mudar?
Maia: Não. No limite, ele passa… Ele vinha caindo na capital: se elegeu senador, se candidatou para prefeito, governador… Minha projeção, antes da entrada do Exército, é que ele iria cair mais ainda e iria acabar essa eleição com 10%. Mas com as imagens que ele está fazendo, com o Exército botando nos papéis "Cimento Social" e ele fazendo discurso para a base dele, recupera. Pode se recuperar para os 21% que ele teve em 2004 contra mim e deve ir para o segundo turno.

Valor: Como o senhor explica o movimento do governador Sérgio Cabral em lançar o Eduardo Paes pelo PMDB sendo que o partido tem aliança com o DEM?
Maia: É o Lula em cima dele.

Valor: O governador não reconhece essa aliança com o DEM.
Maia: Mas como? O acordo DEM-PMDB foi feito em 52 municípios e o Rio é um deles. O Cabral fez isso para a imprensa. Como o Cabral faz com o Lula em cima dele, babando bílis, dizendo que não pode apoiar candidato do Cesar Maia? Ele tem que fazer alguma coisa, ele recebe dinheiro do PAC, o Lula faz um monte de coisas para ele.

cesar maia e sergio cabral thumb Cesar Maia fala sobre as eleições no Rio de Janeiro em 2008 em entrevista ao Valor Valor: O senhor acha, então, que Eduardo Paes é para dar uma resposta ao presidente?
Maia: Não, o Cabral, na hora que trouxe o Eduardo Paes, trouxe confiante de que o poder do governador e do presidente da República ia virar. O que aconteceu? O Michel Temer (presidente do PMDB) disse que iria ficar com a direção regional do partido. E em seguida, houve uma intervenção no diretório municipal do PMDB. E estamos falando de três políticos que não são atropeláveis: Jorge Picciani (presidente da Assembléia Legislativa do Rio), (os deputados) Leonardo Picciani e Eduardo Cunha. E o movimento do Eduardo Paes do PSDB para o PMDB o fragilizou, ele traiu a sua imagem anterior. Não tem como carregar o Eduardo dentro do PMDB. Como diz o Picciani, eles podem, no limite, derrubar o acordo na convenção, mas não com o Eduardo. Pode ser com o (Marcelo) Itagiba (deputado). Porque ele (Eduardo Paes) vai perder a eleição, como perdeu agora para governador do Rio, teve votação pífia. E vai ter votos contra os deputados federais, que não digerem isso.

Se quiser ler a entrevista completa, disponibilizei aqui.

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14/01/2008

O porquê de alguns adorarem o Rio de Janeiro

santa teresa por alex castro O porquê de alguns adorarem o Rio de Janeiro No blog "algumas reticências" o autor dá suas razões para adorar o Rio:

Numa ida ao Rio, eu descobri muitas coisas. Descobri, por exemplo, que eu caibo naquela cidade, que ela combina comigo, e eu, com ela. Meu jeito de vestir, meu gosto pelos metrôs e pelas gentes, tudo se concretiza naquela cidade-mulher. Essa imagem de uma cidade-mulher me foi presenteada pelo meu querido amigo Matoso, numa conversa de tempos atrás sobre o gênero das cidades. O Rio é uma cidade sinuosa, uma cidade dentro e quente.

Eu a adoro porque lá as pessoas sabem dar valor a um par de tênis all star, a vestidos e saias, como me apetece. Sinto que aqui os meus tênis all star são incompreendidos… icon sad O porquê de alguns adorarem o Rio de Janeiro

Eu gosto do cheiro do mar brincando entre as esquinas de Copacabana, eu gosto do jeito meio pop, meio burguesia falida de Copa. As velhinhas caminhando nas calçadas, as lojas de bairro, os lugares cheios de gente animada.Eu gosto da barca que cruza a baía de Guanabara em direção a Niterói, eu gosto, sobretudo, dessa barca voltando ao Rio já tarde da noite – e é como estar chegando de barca a Nova York, com seus edifícios e suas luzes… Parece um céu estrelado.

Meu jeito de ser combina com o Rio. A gente mais leve de lá, as pedras do Arpoador, os bondinhos de Santa Tereza, ai!, Santa Tereza!… Caminhei durante cinco dias de chinelos, que maravilha ir de chinelos pela cidade!

Depois de tantas visitas, só agora entendi como ela me completa. Não posso esconder. Voltei apaixonada por ti, Cidade Maravilhosa.

A bela foto de Santa Teresa é do Flickr de Alex Castro

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Rio de Janeiro
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12/01/2008

Blocos de Rua no Carnaval da Barra da Tijuca

E pelo jeito a lista do Diário do Rio dos blocos de rua do carnaval 2008 é a maior e mais atualizada! Somos os primeiros a ter a lista dos blocos da Barra da Tijuca e Recreio, que já foram colocadas lá na agenda de blocos:

26/01 – Banda da Barra a partir das 13hs em frente ao Bondinho da Banda na Av. Sernambetiba – Barra
           Banda Arruaça do Bem fechando o desfile da Banda da Barra

27/01 – Banda Vem Cá me Dá – 15hs em frente ao Bar Rei do Bacalhau no Parque das Rosas

03/02 – Banda Alegria do Recreio – 13hs em frente ao quiosque nº 104, Av. Sernambetiba – Recreio
          GRES Princesinha do Recreio – Abindo o Desfile da Banda Alegria do Recreio

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Barra da Tijuca, Carnaval
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11/01/2008

Leblon tem o metro quadrado mais caro do Brasil e a maior valorização

leblon 2 Leblon tem o metro quadrado mais caro do Brasil e a maior valorização A notícia retirei do ex-blog do Cesar Maia. Provavelmente a razão para esta super valorização em menos de oito anos deve ter sido as APACs que garantiram que o bairro não viraria uma selva de pedra.

LEBLON: O METRO QUADRADO MAIS CARO DO BRASIL E A MAIOR VALORIZAÇÃO!

Boletim da ADEMI

Segundo o vice-presidente da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e da Concal, Rodrigo Conde Caldas, o Leblon tem o metro quadrado mais caro da América Latina. Ele lembra que, um imóvel vendido há oito anos por R$ 500 mil, hoje custa R$ 2,5 milhões. "Quem mora no Leblon é milionário porque não tem imóvel abaixo de R$ l milhão", brinca Caldas. Ele destaca que as pessoas que saíram do bairro e apostaram na Barra já estão de volta:  "Essas famílias estão encontrando dificuldades em comprar imóvel similar ao que moravam na Barra, por causa da valorização do Leblon". Na Lagoa, o metro quadrado chega a R$ 5 mil

A imagem foi retirada do Flickr de Filip Plizo

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Cesar Maia, Mercado Imobiliário
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11/01/2008

Justin Timberlake, Ozzy Osbourne e Shakira farão show no Rio de Janeiro

justin thumb Justin Timberlake, Ozzy Osbourne e Shakira farão show no Rio de Janeiro E lá vou eu atualizar a lista de shows no Rio de Janeiro em 2008! De acordo com o site da Capricho, um dos maiores astros da música pop da atualidade e ex-namorado da falecida Brtiney Spears, Justin Timberlake fará um show no Rio de Janeiro no dia 25 de Maio, provavelmente Maracanã.

Para quem prefere um som mais latino, a colombiana Shakira virá para o Rio de Janeiro no dia 16 de abril, pode ser no Engenhão.

Ainda foi divulgada as datas dos shows da banda Funeral for a Friend, que virá para o Rio de Janeiro no dia 4 de abril.

No blog do Gabriel Simas, fala que o mestre do Rock, Ozzy Osbourne tocará no Rio de Janeiro em 3 de abril, na Arena Multiuso! MORCEGOS DO RIO CUIDADO! Detalhe, quem deve abrir os shows da banda é o Korn.

E o Iron Maiden não vem por medo da violência… ahã…

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Sergio-Cabral.jpg Sergio Cabral ainda tem moral para governar o Rio de Janeiro? - Não, não acontecerá a renúncia ou nem mesmo um pedido de CPI por parte da ALERJ. Vai depender do povo carioca dar a resposta nas urnas e não eleger nenhum candidato ligado a Cabral.

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