28/10/2007

Site dos vereadores do Rio de Janeiro

camara dos veredores thumb Site dos vereadores do Rio de Janeiro Como disse no post sobre os pré-candidatos a prefeito do Rio, nos dias de hoje um político não pode deixar de ter um site, ele tem de estar presente na internet. Um site bonito, atualizado, que informe, isso faz a diferença. Quanto mais ampla sua presença melhor, seja no orkut, Youtube, Flickr e por aí vai.

Entretanto, dos 50 vereadores, apenas 26 possuem site (pelo menos fácil de achar, que é o mais importante depois de criar o site).

A maioria esmagadora dos sites são amadores ou com layout antigo (com muita coisa que não se usa mais). Salva-se, entre outros, os de Luiz Humberto e Wanderley Mariz, ambos do DEM, talvez a proximidade com o prefeito Cesar Maia cause isto…

DEM

Aloisio Freitas
Carlo Caiado
Cláudio Cavalcanti
Luiz Humberto (licenciado)
Nadinho do Rio das Pedras (site fora do ar)
Rosa Fernandes (licenciada)
Silvia Pontes
Wanderley Mariz (Blog Rio Oportunidades) (licenciado)

PCdoB

Roberto Monteiro

PDT

Pedro Porfirio

PMDB

Théo Silva
Verônica Costa (mas é mais da funkeira que da vereadora)

PPS

Stepan Nercerssian

PR

Liliam Sá
Pastora Márcia Teixeira

PSB

Dr. Carlos Eduardo
Rogério Bittar
Rubens Andrade

PSC
Márcio Pacheco

PSDB

Andrea Gouvêa Vieira
Luiz Guaraná
Teresa Bergher

PSOL

Eliomar Coelho

PTB

Cristiane Brasil (Blog)

PTC

Renato Moura

PV

Aspásia Camargo

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28/10/2007

Bondinho do Pão de Açúcar quase centenário e com bondinho novo

novo bondinho thumb Bondinho do Pão de Açúcar quase centenário e com bondinho novo Após as chuvas as notícias sobre o Rio ficaram em um marasmo, até porque, provavelmente, tirando o túnel a cidade se comportou muito bem durante o temporal e isso não interessa a nossa imprensa, mas deixa pra lá…

Pois bem, faltando apenas 5 anos para completar seu centenário (o aniversáriod e 95 anos foi ontem), o  bondinho do Pão de Açúcar está para ganhar quatro novos, bem, bondinhos (os antigos já tem 35 anos)… Importados da suíca têm cabine com design moderno, vidros fumê anti-reflexo, som ambiente e poderão transportar até 65 passageiros em cada viagem. De acordo com a companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, o conforto dos passageiros será maior, com o novo sistema de ventilação e a outra configuração das barras de apoio.

Uma coisa é certa, o bilhete continuará sendo caro, hoje custa R$ 35,00 para quem tem mais de 12 anos. Crianças de 6 a 12 anos pagam R$ 17,50. Os menores de 6 anos acompanhados dos pais não pagam. O jeito é esperar uma nova promoção Carioquinha.

Bem que o 007 poderia estrar este também…

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Pão de Açúcar
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28/10/2007

Rebouças reabrirá amanhã

A partir de amanhã, segunda-feira, o Túnel Rebouças a galeria no Sentido Lagoa-Rio Comprido será reaberta. A partir das 16h, o sentido das pistas será invertido para o escoamento do tráfego vindo do Centro da cidade.

A previsão da Prefeitura do Rio é de que o esquema seja mantido até a próxima quinta-feira (1º), quando a galeria mais afetada pelos deslizamentos deverá ser reaberta. Até o fim de sábado (27), 300 caminhões retiraram cerca de 6 mil toneladas de terra.  Para garantir a segurança dos motoristas que circularem pelo túnel enquanto as obras continuam na outra galeria, está sendo construída uma tela de proteção sobre a galeria liberada e uma cúpula de metal que aumentará a extensão do túnel em 4,5 metros. Nas laterais, serão colocados blocos de concreto de 2,5 metros. 

Apesar da CEDAE dizer que não foi rompimento de um cano que causou o acidente, coincidência das coincidências, a comunidade do Cerro-Corá está sem abastecimento de água desde a quarta-feira, dia do deslizamento no Rebouças.

Para quem quer ver fotos panorâmicas das obras no Túnel Rebouças, o Rio 360 tem várias.

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27/10/2007

Olympikus terá campanha publicitária mostrando belezas do Rio de Janeiro

dcs e olympikus thumb Olympikus terá campanha publicitária mostrando belezas do Rio de Janeiro Além da Claro que está fazendo uma campanha mostrando pontos poucos conhecidos do Rio, a Olympikus, empresa que produz material esportivo, basta lembra-se do Pan do Rio, também estará fazendo uma campanha publicitária em que explorará as belezas e a descontração de nossa cidade do Rio de Janeiro.

A campanha vai começar em novembro e as imagens serão do fotógrafo francês Thierry Des Fontaines.

Vamos torcer para que a campanha seja tão criativa quanto a do pessoal da Claro!

Fonte: Meio e Mensagem

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26/10/2007

Sergio Cabral, o Herodes Carioca

sergio cabral thumb Sergio Cabral, o Herodes Carioca O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deu uma das suas mais desastradas declarações esta semana (fica junto com a última do Beltrame que uma coisa é tiro na Zona Sul outro é na Zona Norte). Pois bem, de acordo com Cabral, sua defesa do aborto é que o aborto seria uma forma de diminuir a criminalidade do Rio de Janeiro

Sérgio Cabral usa estatística do livro Freakanomics, em que o autor faz uma ligação direta com a diminuição da criminalidade nos EUA com uma decisão pró-aborto da Suprema Corte Americana, apesar de isso no livro ser mais uma viagem estatística do autor que pega um fato e o eleva a principal dado. Então, para Cabral, os índices de natalidade nas favelas representariam que lá não passa de "uma fábrica de produzir marginais".

O Herodes Carioca, nivela por baixo, vê pobre como criminoso, esquece que na classe média, com apenas seu único filho, há aqueles que escolhem a criminalidade.

Defender o aborto como uma das soluções para violência é, no mínimo, ignorância, é apostar em uma solução final, o que não cai bem em um filho de sambista, e que nasceu na Zona Norte.

Aqui não quero reclamar se o Governador Sergio Cabral é ou não a favor do aborto, e sim das razões dele ser a favor. Como esta é a mesma discussão que traz o Editorial do Estado de São Paulo que pode ser lido abaixo.

No Rio, a solução Herodes

O mal que uma autoridade pode causar ao debate público sobre questões de agudo interesse, por falar muito do que sabe pouco, acaba de ficar demonstrado pela enésima vez com as desastradas declarações do governador fluminense Sérgio Cabral Filho publicadas nos jornais de ontem. Numa entrevista ao site G1, ele defendeu a legalização do aborto para reduzir a criminalidade, comparou os índices de fecundidade (número de filhos por mãe) de bairros como Copacabana aos da Suécia, e os da Rocinha – “uma fábrica de produzir marginal” – aos de Zâmbia e do Gabão. Com isso, rebaixou a conversa de botequim, recheada de meias-verdades e preconceitos inteiros, a discussão, pertinente e infinitamente mais complexa, das possíveis relações entre crescimento populacional, direito à interrupção da gravidez, pobreza e criminalidade.

herodes thumb Sergio Cabral, o Herodes Carioca Para estabelecer o seu nexo simplório entre aborto e “violência pública” (sic), ele citou o best-seller Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta, dos americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner. No capítulo Onde foram parar todos os criminosos?, escreveram: “Segundo um estudo, a típica criança impedida de nascer nos primeiros anos da legalização do aborto (nos Estados Unidos) estaria 50% mais propensa que a média a viver na pobreza; teria igualmente uma probabilidade 60% maior de ser criada apenas por um dos genitores. Esses dois fatores (…) estão entre os mais fortes determinantes de um futuro criminoso. Crescer num lar de genitor solteiro praticamente dobra a propensão de uma criança para o crime. O mesmo ocorre com filhos de mães adolescentes (…). A baixa instrução materna é o fator singular de maior peso para conduzir à criminalidade.”

Há um abismo entre esse texto, com os seus verbos no condicional e os seus substantivos “probabilidade” e “propensão”, e a interpretação rombuda que lhe deu o governador fluminense. E, ainda assim, é sabido que as conclusões da dupla têm sido contestadas por respeitados sociólogos e criminologistas, nos próprios Estados Unidos. Além disso, em qualquer parte do mundo, nem mesmo os mais acerbos defensores e defensoras da legalização do aborto invocam a redução da criminalidade em favor de sua tese. (No Brasil, o argumento central é de que se trata de uma questão de saúde pública, dado o alto risco que o procedimento clandestino representa para a imensa maioria das gestantes, por serem pobres.) Já a comparação entre a Rocinha, de um lado, e Zâmbia e Gabão, de outro, constitui um rematado disparate.

Embora a taxa de fecundidade nas favelas cariocas seja de 2,6 filhos por mulher em média, ante 1,7 no resto da cidade, o índice do Gabão é de 5,4, e o de Zâmbia, 6,1. Cabral deixou ainda mais boquiabertos os cientistas sociais com as suas “correlações espúrias”, como dizem os estatísticos, entre demografia e violência. No Rio, assinalam, a taxa geral de fecundidade medida pelo Censo de 2000 era de 2,1 filhos por mulher, mas o índice de mortes violentas na população masculina com até 25 anos é o mais alto do Brasil (dados de 2005). Já o Maranhão, por exemplo, onde a fecundidade era de 3,2 filhos por mulher, tem a segunda menor taxa nacional de mortes violentas de homens jovens. Se tivesse fundamento o raciocínio do governador, o Estado nordestino deveria superar o Rio nesse lúgubre ranking. Estatísticas, dizia Roberto Campos, às vezes são como o biquíni: mostram quase tudo, mas escondem o essencial.

O pior é que Cabral anuncia a sua solução Herodes para o problema do aumento da criminalidade bem quando a taxa de fecundidade no País já está perto do mero nível de reposição populacional (um nascimento vivo para cada falecimento). Conforme a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o índice brasileiro em 2006 era de 2 nascimentos por mulher. Para se ter idéia do ritmo da queda, em 1970 era de 5,8; em 1990, 2,9. De resto, a relação filhos por mulher vem diminuindo também nas favelas do Rio – apesar de tudo. Pode-se, em suma, advogar ou condenar a liberalização do aborto, pelos motivos que se queiram, mas nunca pensando na proporção de pobres na população, muito menos na proporção de criminosos entre os pobres. E, se favela fosse fábrica de marginais, eles seriam, na Grande Rio, mais de 1,2 milhão.

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Opinião carioca, Sergio Cabral
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